Wearables promovem acessibilidade a deficientes visuais

Publicado em: 25.março.2015

Por: Acessibilidade na Prática

Em cidades com uma geografia irregular ou mal projetada, deficientes físicos e idosos tornam-se muito mais dependentes de outras pessoas ou de veículos próprios para se deslocar.

Na mesma onda da automação comercial e doméstica, os laboratórios de tecnologia estão atentos para esta situação e veem na acessibilidade para deficientes visuais um conjunto de necessidades a serem atendidas. Enquanto surgem tecnologias para tornar o ambiente doméstico mais prático, a vida pública também é beneficiada com gadgets que melhoram o deslocamento nas ruas.

A Intel, por exemplo, desenvolveu uma nova geração de chips para “dispositivos vestíveis”, conhecidos como wearables, do tamanho de um botão de camisa. Com lançamento previsto para o segundo semestre de 2015, os chips RealSense podem ser usados em roupas, óculos e outros acessórios, permitindo aos deficientes visuais uma “leitura” do ambiente com precisão ao processarem imagens em 3D. Bom né?


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Concorrendo com a mesma ideia, a Microsoft apresentou um conceito do “Alice Band”, um gadget vestível que auxilia deficientes visuais a interpretarem o ambiente ao seu redor, promovendo uma livre mobilidade já que cria condições para o usuário escolher a rota mais segura para seguir. O Alice Band está em fase de testes e ainda não tem data para lançamento.

Já o MIT – Massachusetts Institute of Technology – criou um protótipo de anel com uma câmera integrada que permite que deficientes visuais, disléxicos e estudantes de idiomas estrangeiros leiam textos apenas passando o dedo por ele. Chamado de Finger Reader, ele depende de um software no celular ou notebook que narra o conteúdo lido em tempo real.


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Confiram no vídeo abaixo o Finger Read em ação:





Alguns equipamentos já estão tão bem inseridos no nosso cotidiano que já nem percebemos as melhorias que causaram. Como seria fazer compras manualmente sem o código de barras e o kit pdv? Provavelmente muito mais demorado. E como vivíamos sem o Google e o GPS? Talvez, em pouco tempo, esta seja a mesma relação que teremos com os wearables.


Laryssa Caetano – Analista de Relacionamento do Grupo WTW

E-mail:[email protected]



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