Velhos hábitos

Publicado em: 02.setembro.2015

Por: Acessibilidade na Prática

Mesmo havendo normas, leis e decretos sobre acessibilidade há alguns anos, ainda hoje nos deparamos com algumas situações um tanto “antigas” que nos levam a crer que velhos hábitos vêm atrapalhando a circulação das pessoas pelas cidades.

Apesar da acessibilidade ser um tema bastante difundido nos últimos anos, muitas pessoas ainda não se atentaram que mudanças simples em suas casas e estabelecimentos comerciais facilitariam muito o ir e vir de qualquer pessoa, estando assim em conformidade com boa parte das normas de acessibilidade.


imagemEsta é uma situação bastante comum, onde floriculturas expõem plantas e vasos ornamentais nas suas calçadas, estreitando a área destinada à passagem de pedestres. Porém, com um pouco de organização e planejamento, qualquer comércio pode chamar a atenção para seus produtos sem colocá-los na calçada.


fotoNesta imagem, podemos observar dois grandes canteiros de concreto com quinas vivas na calçada de uma residência, aumentando o risco de choques e lesões em casos de quedas.

Obviamente que canteiros são bem-vindos, desde que não interfiram na faixa livre de pedestres e não configurem obstáculos perigosos, proporcionando assim uma circulação segura e confortável.



imagemO portão desta garagem está “sinalizado” por dois tocos de madeira, um de cada lado do portão, pintados nas cores amarela e preta. Mesmo se tratando de obstáculos “visíveis”, esses tocos estreitam a passagem e podem causar colisões (principalmente à noite).


imagemOutra situação comum são as propagandas feitas por meio de placas verticais removíveis espalhadas na calçada, interferindo na circulação das pessoas e causando poluição visual.


IMG_2386Outra situação com placas na calçada, interferindo na circulação.


IMGNovamente, mercadorias interferindo na circulação da calçada.


IMGAlém de interferirem na passagem das pessoas, os produtos sobre a calçada estão causando grande poluição visual, passando uma imagem de extrema desorganização por parte do estabelecimento. Provavelmente, ao invés de atrair clientes, isso acaba os afastando.


Com medidas simples e criativas, podemos desobstruir todas as calçadas mostradas nesse post, mas antes de qualquer coisa, precisamos que as pessoas “desobstruam” suas mentes. Para que isso aconteça, é imprescindível que as pessoas tenham não só conhecimentos mínimos sobre acessibilidade e gestão empresarial, mas que tenham o mínimo de bom senso e respeito ao próximo.


Maria Alice Furrer



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