Rampa ou plataforma elevatória?

Publicado em: 04.fevereiro.2015

Por: Acessibilidade na Prática

Normalmente, o primeiro item que as pessoas pensam quando se fala em acessibilidade é na “rampa”. Não é raro eu ouvir algo do tipo “naquele restaurante você consegue ir porque lá tem rampa”, ou então “aquela boate nova que abriu na cidade tem acessibilidade, eu vi que tem rampa na frente”. É claro que uma rampa facilita a vida de muita gente, especialmente dos cadeirantes (como eu), mas não é apenas dela que precisamos.

Por mais que um estabelecimento não ofereça todas as condições de acessibilidade, conseguir acessá-lo é fundamental. Porém, proprietários de imóveis e profissionais da construção civil muitas vezes relutam em lançar mão de outras opções de acesso que não seja a rampa. Por receio ou desconhecimento, muitos deles sequer cogitam a possibilidade de utilizar tecnologias como a plataforma elevatória, por exemplo.


plataforma elevatoria 1Foto: Catálogo de Arquitetura



Eu, particularmente, não tenho preferência por uma ou outra solução, contanto que a mesma respeite as normas técnicas e ofereça segurança. No entanto, dependendo da situação, soluções diferentes de uma rampa podem oferecer, ao mesmo tempo, acessibilidade, estética e funcionalidade.


Por exemplo: para construir uma rampa adequada na fachada de um prédio localizado em um terreno estreito e com grande desnível com a calçada, seriam necessários vários lances de rampa, formando um grande zigue-zague. Neste caso, a plataforma elevatória pode ser uma solução muito mais viável do que uma rampa – inclusive economicamente – proporcionando um design mais bonito à fachada e desmistificando o preconceito de que estruturas acessíveis “estragam a arquitetura” do lugar. Além disso, esta solução poupará um espaço valioso do terreno, oferecendo ao Arquiteto muito mais liberdade para elaborar um projeto de paisagismo para o local.



rampa zigue zague 1

Foto: WR Glass



Obviamente, nem todas as situações permitem a “eliminação” da rampa, seja pelo fluxo de pessoas do estabelecimento, pelo custo da tecnologia mais adequada ao local ou pela disponibilidade de assistência técnica. Entretanto, é importante que proprietários de imóveis e profissionais conheçam outras alternativas e avaliem sua viabilidade. E se porventura optarem por instalar algum equipamento eletromecânico, é imprescindível verificar se o fornecedor obedece as normas técnicas de segurança e acessibilidade (entre outras), solicitando que esses itens constem no orçamento e/ou contrato.


Frederico Rios



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