Primeira edição da norma técnica sobre piso tátil

Publicado em: 18.agosto.2016

Por: Acessibilidade na Prática

A NBR 9050 sempre contemplou a sinalização tátil no piso, porém há muito tempo existe a necessidade de um maior detalhamento nas especificações desta sinalização. Assim, foi criada a primeira edição da NBR 16537, Acessibilidade – Sinalização tátil no piso – Diretrizes para elaboração de projetos e instalação, lançada em 27 de junho de 2016.



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A seguir, elucidaremos alguns pontos importantes dessa norma, porém reforçamos a necessidade de lê-la e entendê-la detalhadamente.

Nos princípios gerais da norma, é esclarecido as quatro principais funções da sinalização tátil de alerta e direcional, que são:
a) Função de identificação de perigos (sinalização tátil de alerta): informar sobre a existência de desníveis ou outras situações de risco permanente;
b) Função de condução (sinalização tátil direcional): orientar o sentido do deslocamento seguro;
c) Função de mudança de direção (sinalização tátil de alerta): informar as mudanças de direção ou opções de percursos;
d) Função de marcação de atividade (sinalização tátil direcional ou de alerta): orientar o posicionamento adequado para o uso de equipamentos ou serviços.

Além de esclarecer as funções do piso tátil, a norma traz ainda alguns conceitos que geravam dúvidas, como por exemplo:
4.3) O principal recurso de orientação da sinalização tátil no piso é a percepção por meio da bengala de rastreamento ou da visão residual. A percepção da sinalização tátil pelos pés é um recurso complementar de orientação. Este princípio gerava várias dúvidas, e o seu esclarecimento certamente facilitará a vida de projetistas e pedreiros, pois mostra a maneira correta de como o piso tátil é (deve ser) utilizado.

Outros itens esclarecedores:

1) Cor do piso;

luminancia
contraste

2) Maior detalhamento (com figuras) da aplicação do piso tátil em diversas situações, inclusive levando em conta elementos externos que podem atrapalhar a sinalização;

obstáculo



3) O tópico “mudança de direção” está mais esclarecedor, facilitando a elaboração de vários tipos de ambientes, especialmente a adequação de calçadas;

mudança de direção
4) Assentamento da sinalização tátil no piso;

assentamento

5) Até os cortes nas sinalizações táteis foram elucidados;

cortes



Enfim…

Além da NBR 16537/2016 ser mais completa com relação ao assunto, ela também nos traz alguns conceitos de padronizarão do piso tátil, como dimensionamento, utilização, contraste de luminância e outros, itens que não eram explicados com detalhes na NBR 9050.

Sem dúvida, a elaboração dessa norma técnica foi um passo importante na construção de cidades mais acessíveis e inclusivas, pois trata de um tema relativamente controverso e que tem gerado aos contribuintes grandes gastos, muitas vezes aplicados de forma incorreta e sem planejamento.



Maria Alice Furrer e Frederico Rios


Figuras: NBR 16537/2016



4 ideias sobre “Primeira edição da norma técnica sobre piso tátil

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  3. Olá. Se alguém tiver pensado sobre essas questões, gostaria muito de conhecer outras opiniões a respeito:
    Existe a necessidade de utilizar piso direcional em calçadas que só possuam a faixa livre e que tenham edificações no alinhamento?
    O 7.8.1 exclui o 7.8.2 e vice-versa? São opcionais? O mesmo acontece com a Fig. 61 e Fig. 62.
    E a guia da calçada é considerada como um desnível que precisa de sinalização de alerta ou não, já que é paralela ao sentido do fluxo de pedestres?

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