Portas x acessibilidade

Publicado em: 23.janeiro.2013

Por: Acessibilidade na Prática

Por sugestão do nosso seguidor Guilherme Genovez Junior, enviada pela nossa Página no Facebook, fizemos um apanhado de informações sobre acessibilidade relacionada aos tipos de porta mais comuns.

A NBR 9050/2004 determina alguns parâmetros para portas, inclusive para a sinalização das mesmas.

Neste post, iremos analisar alguns itens importantes para que as portas possam garantir o livre acesso, tais como modelo, vão livre, tipo de abertura, sinalização e outros.

Hoje daremos ênfase a portas, mas não podemos esquecer que as maçanetas são muito importantes neste conjunto. Para saber mais sobre este assunto, acesse nosso post sobre maçanetas.
 
 
As portas, inclusive de elevadores, devem ter um vão livre mínimo de 0,80 m e altura mínima de 2,10 m. Em portas de duas ou mais folhas, pelo menos uma delas deve ter vão livre de 0,80 m. Quando instaladas em locais de prática de esportes, as portas devem ter vão livre mínimo de 1,00 m.

A porta registrada na foto acima é de um sanitário. Além de possuir um vão livre adequado, ela tem abertura para a área externa. Esse tipo de abertura é um ponto importante em sanitários, pois não atrapalha o espaço interno e é considerado um item de segurança, permitindo que a porta seja desmontada facilmente pelo lado de fora em casos de emergência.

 
A abertura das portas deve ser suave. A porta registrada nesta foto possui um mecanismo de molas para fechamento automático, exigindo do usuário um grande esforço para conseguir abrí-la.

As portas de sanitários, vestiários e quartos acessíveis, tanto em locais de hospedagem como de saúde, devem ter um puxador horizontal associado à maçaneta, o qual não está presente no exemplo acima. O puxador deve estar localizado a uma distância de 10 cm da face onde se encontra a dobradiça, e possuir um comprimento igual à metade da largura da porta.

 
As portas do tipo vai e vem devem possuir visor com largura mínima de 0,20 m, tendo sua face inferior situada entre 0,40 m e 0,90 m do piso, e a face superior no mínimo a 1,50 m. O visor deve estar localizado entre o eixo vertical central da porta e o lado oposto às dobradiças. A presença do visor nesse tipo de porta é fundamental  para impedir colisões contra seus usuários.

Na imagem acima podemos observar uma porta tipo vai e vem de duas folhas. Cada uma das folhas deveria ter um vão de no mínimo 0,80 m, mas no caso dessa porta, somente é possível a passagem de um cadeirante somando-se o vão das duas folhas, o que é totalmente inadequado. Além disso, o visor não atende às especificações da norma técnica, não sendo possível visualizar se há alguém do outro lado da porta.

 
A abertura desta porta é automática, feita por acionamento de sensor óptico.
 
Quando as portas forem acionadas por sensores ópticos, estes devem estar ajustados para detectar pessoas de baixa estatura, crianças e usuários de cadeiras de rodas. Deve também ser previsto dispositivo de segurança que impeça o fechamento da porta sobre a pessoa.
 
 


O vídeo acima mostra o exemplo de uma porta automática com acionamento feito manualmente, por meio de um botão. Seu mecanismo de abertura também pode ser acionado por uma barra transversal localizada na própria porta, bastando pressioná-la para baixo.

No caso de portas automáticas com acionamento feito pelo usuário, os comandos do dispositivo devem estar instalados numa altura entre 0,90 m e 1,10 m do piso acabado, permitindo seu alcance. E quando instalados no sentido de varredura (abertura) da porta, os comandos devem estar distantes entre 0,80 m e 1,00 m da área de abertura, evitando assim possíveis colisões.

 
Este é um exemplo de porta pivotante. Para sua correta instalação e aplicabilidade, dois pontos devem ser observados: se não compromete o vão livre e se a sua abertura é suave. No caso desta porta, o vão é satisfatório, porém é necessário muita força para abrí-la e fechá-la.

Quanto à sinalização da porta acima, esta não possui as especificações contindas na NBR 9050/2004, apresentando somente a palavra "especial" no batente e o Símbolo Internacional de Acesso no centro superior da parte externa da porta (por este ângulo da imagem, não é possível visualizar o Símbolo).

 
Nesta porta, há um revestimento de proteção na sua parte inferior, o que é recomendado pela norma técnica.

Este revestimento deve estar na parte inferior da porta, inclusive no batente, sendo resistente a impactos provocados por bengalas, muletas e cadeiras de rodas, até a altura de 0,40 m a partir do piso.

 
Esta é uma porta sanfonada, a qual não permite um vão livre satisfatório mesmo estando totalmente recolhida.

No lado esquerdo da porta está o Símbolo Internacional de Acesso, representado incorretamente na cor branca sobre o fundo da parede de granito. A NBR 9050/2004 estabelece especificações para a representação dos símbolos, não sendo permitida estilizações. Neste caso, ainda, o baixo contraste das cores dificulta sua visualização.

Durante a instalação desse tipo de porta, devemos levar em consideração inclusive a área que a porta irá ocupar, evitando assim o estreitamento do vão.

 
Esta é uma porta de correr com duas folhas, com trilhos superiores e inferiores, tornando sua abertura suave.

Em portas de correr, recomenda-se a instalação de trilhos também na sua parte superior. Os trilhos ou guias inferiores devem estar nivelados com a superfície do piso, e eventuais "folgas" resultantes da guia inferior devem ter largura de no máximo 15 mm.
 

Maria Alice Furrer

Fotos e vídeo: Arquivos do Acessibilidade na Prática

 

2 ideias sobre “Portas x acessibilidade

  1. tenho NECESSIDADE DE CONHECER CINTEUDI DE NORMAS DE ACESSIBILIDADE, OQ ESTOU INICIANDO NA FUNÇÃO E ESTE CONTEUDO VAI SER ORA MIN MT UTIL.
    Carlos Antunes Cipriano

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