Opinião de Arquiteto: Acessibilidade para todos!

Publicado em: 05.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática


Percebemos que ultimamente a sociedade tem mudado o comportamento em relação ao portador de necessidades especiais. Mas mesmo assim, ainda é pouco. Mesmo existindo ainda muitas barreiras para que as construções, espaços e ambientes sejam completamente acessíveis, sendo esses públicos ou não, cada um de nós podemos fazer nossa parte, mesmo que indiretamente. Que tal se começarmos mudando nossas atitudes, nossa mentalidade? Enxergando que a pessoa com deficiência física tem que ser vista sob a ótica da capacidade e não sob a ótica da deficiência? A partir daí passa-se a ter a consciência de que essa parte da sociedade constitui não mais uma minoria, mais sim uma parte considerável: 10% da população. 

O maior problema dessas pessoas é ter condições de acesso aos espaços. E quando digo a palavra “acessibilidade”, não estou me referindo apenas ao cadeirante ou idoso, mas também às pessoas que podem estar deficientes momentaneamente, como alguém que precisa usar muletas por algum tipo de lesão ou quem quebrou o braço ou a perna.

Quem nunca esteve com as mãos ocupadas e precisou abrir uma porta e pensou: “bem que essa maçaneta podia ser alavanca”; nos dias de chuva, procuramos por pisos menos escorregadios; mãe com carrinho de bebê, tendo que subir em uma calçada, ou até mesmo entrando em algum lugar que não possui uma simples rampa e sim inúmeros degraus; e qual mulher que nunca foi em um banheiro público e sentiu super falta do gancho de pendurar bolsas nos sanitários? Enfim, esses são alguns exemplos.

Ao projetar esses espaços, nós profissionais da área de Arquitetura devemos pensar nas condições de acessibilidade para esses usuários, sendo mais específicos nos problemas de acessibilidade e da utilização de equipamentos no caso dos usuários de cadeiras de rodas. Ao executar ou adaptar um projeto, devem ser levadas em conta as condições antropométricas específicas destes usuários, já que a cadeira de rodas impõe limites à ação e alcance manual e visual de seus usuários. Aí vão algumas imagens de dimensões ergonométricas para prática projetual:

 
Medidas da cadeira
 


Espaço de giro
 


Envergadura do cadeirante
 

 

Por Duanne Moreira – Arquiteta e Urbanista – [email protected]

10 ideias sobre “Opinião de Arquiteto: Acessibilidade para todos!

  1. Parabéns ao blog mais um post de interesse público. Que maravilha ter profissionais como tu Duane,que entendem e colaboram através dos conhecimentos científicos com quem mais precisa ser ouvido. Ás vezes me pergunto: seria tão mais fácil se todas as áreas se unissem para que tudo ficasse mais fácil, como tu mesmo dissestes no post, ñao só para quem está em cadeira de rodas por alguma impossibilidade permanente ou temporária, mas também para todos aqueles que mesmo sem precisar de órteses ou algum equipamento de auxílio à locomoção. Um exemplo disso vemos nos transportes públicos( bancos de ônibus, espaços entre os bancos de ônibus e aviões, etc). O dia que fabricantes, e designers resolverem pedir orientações à ergonomistas, fisioterapeutas( como nós) e arquitetos como tu Duane, a vida ficará bem mais acessível à todos. Parabéns!bjs
    karla siqueira
    (fisioterapeuta)

  2. Parabéns pelo artigo!

    Todos nós sabemos que tanto locais privados e públicos não serão acessíveis automaticamente, mas a hora de iniciar mudanças coerentes já passou à muito tempo!! E vale ressaltar que a acessibilidade não é apenas um símbolo, mas sim a garantia de que todos possam ter direito de frequentar, explorar, conhecer todos ambientes desejados, e digo mais, na prática a acessibilidade garante a liberdade de ir e vir à população em sua totalidade!!! Espero que cada vez mais pessoas consigam perceber as indevidas barreiras arquitetônicas, e cobrar de forma pacífica, a sua extinção!!!!

    Parabéns Novamente!!

  3. Oie Fred e Duanne
    A cada post novo, aprendo mais e mais deste universo que atinge 10% da população, uma parcela super considerável da nossa população que sofre frequetemente pela falta de estrutura física adequada na grande maioria dos lugares.
    Parabéns pela iniciativa de criar um espaço para refletir sobre o tema e buscar soluções.
    Beijos
    Renata Cox

  4. Parabéns Fred e a toda sua equipe pela iniciativa.
    Sinto-me, hoje, privilegiada por ter acesso a este conteúdo tão necessário.
    E com certeza passarei adiante os novos conhecimentos.
    Deus os abençõe!
    Juliana Chalub

  5. Parabéns pelo post Fred.
    Tenho um paciente tetra e não conseguia uma cadeira adequada para ele, resultado, peguei o que há de bom de várias cadeiras, levei em uma firma e eis que ficou uma "limosine".
    Porque as pessoas não pensam, ou melhor, pensam que todas as pessoas são iguais…
    Abraço forte
    Tânia

  6. Olá! Parabéns pelo post, como diz uma amiga arquiteta,Thais Frota, o local tem que ser acessível à todos, caso contrário o local é que é deficiente!!! Sonho com o dia em que tudo será acessível, não precisaremos mais lutar, pois um cadeirante, ou muletante, ou seja, qualquer um, terá 100% de acesso, é pensando nisso que não desisto da minha luta!!!!
    Abraços…
    Cybelle
    Blog Deficiente Alerta

  7. Fredão, como te falei estive essa semana em Uberaba/MG e reparei que por lá a acessibilidade é muito mais levada a sério do que aqui em Campo Grande. É claro que por lá também existem problemas, e dessa forma encontrei um blog de uma pessoa de lá que acredito ser importante para a troca de informações.
    Aí vai o link:

    http://direitoaacessibilidade.blogspot.com/

    Espero que isso lhe ajude em algo meu querido amigo!
    Um forte abraço.

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