Idosos e as atividades de vida diária

Publicado em: 28.junho.2013

Por: Acessibilidade na Prática

Olá, pessoal!

Lendo o livro "Desenho Universal – Métodos e Técnicas para Arquitetos e Urbanistas", achei interessante quando, no capítulo 2, foram elencadas algumas dificuldades encontradas nas atividades de vida diária (AVD) de um idoso. Assim, resolvi compartilhar essas informações, pois convivo com idosos e muitos de vocês também devem conviver.

Abaixo, transcrevo alguns trechos do livro, os quais achei simples e úteis para nos atentarmos quanto a algumas dificuldades dos idosos e, assim, entendermos o porquê de muitas especificações da NBR 9050/2004.

Os idosos são particularmente suscetíveis a influências ambientais, como variações de temperatura, cores, formas e luminosidade. Por isso, é de extrema importância que seu ambiente de convivência seja o mais apropriado possível. A seguir, vejamos algumas dificuldades encontradas nas atividades de vida diária e na utilização dos ambientes pelos idosos:
 
  • Ler listas telefônicas, bulas de remédio e rótulos em geral, cortar unhas, cozinhar;
  • Transitar em entrocamento de corredores e entre mobiliários;
  • Passar para ambientes internos ou externos sem controle automático de luminosidade;
  • Andar em pisos desenhados, com contraste muito grande entre claro e escuro, reflexivos, muito lisos ou muito irregulares, com espelhos d'água e outros;
  • Permanecer em ambientes com monotonia de cores ou excesso de padronagens;
  • Apertar teclas de aparelhos eletrodomésticos e de controles remotos (coordenação fina);
  • Levantar de locais baixos, como sofás e vasos sanitários;
  • Subir e descer escadas e rampas muito íngremes, sem guarda-corpos e corrimãos;
  • Manter o equilíbrio ao movimentar a cabeça em situações como subir escadas e mexer em armários altos ou baixos;
  • Efetuar movimentos amplos com pescoço e tronco, como para abaixar-se ou alcançar objetos em armários altos ou baixos.
Além dessas dificuldades, existem também muitos riscos:
 
  • Usar o banheiro à noite (relativa à falta ou ao excesso de luminosidade);
  • Tomar banho e vestir-se em pé sem contar com o apoio de banquetas;
  • Sofrer fratura espontânea de vértebras nos movimentos de curvatura e rotação;
  • Sofrer queda;
  • Sofrer falseamento dos joelhos;
  • Sofrer fratura em decorrência da instabilidade da superfície;
  • Sofrer queda ao manipular objetos com ambas as mãos;
  • Sofrer queimaduras na água quente do banho ou na cozinha;
  • Experimentar sensação desagradável em ambientes ruidosos, de múltiplo uso (por exemplo, locais para assistir à TV, conversar e jogar podem desencorajar os idosos, isolando-os);
  • Acidentar-se por causa de detalhes despercebidos, como degraus, objetos no chão e outros;
  • Colidir em razão da reduzida percepção da distância de objetos, como quinas, mesas e poltronas.
Esse foi um resumo do capítulo sobre as dificuldades encontradas para a utilização dos ambientes por idosos.
 

Analisando essas informações, podemos concluir que muitas determinações da norma técnica, aliadas ao bom senso, sanam muitas dificuldades, oferecendo segurança, conforto e autonomia aos idosos. Portanto, se a norma técnica especifica alguns critérios, é porque existem demandas, inclusive por parte dos idosos.
 

Referência: CAMBIAGHI, S. Desenho Universal: Métodos e técnicas para arquitetos e urbanistas. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2007. p. 50 – 52.
 

Maria Alice Furrer
 

Uma ideia sobre “Idosos e as atividades de vida diária

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