Pescaria “adaptada” no Pantanal

Por morar minha vida inteira no Mato Grosso do Sul, vez ou outra eu programava uma pescaria com amigos ou familiares num dos diversos rios do nosso estado, mas confesso que pescar nunca esteve entre minhas melhores habilidades antes de me tornar tetraplégico. Tenho amigos muito mais “tarados” por pescaria do que eu, alguns até cadeirantes, que sempre dão um jeitinho de passar horas ou até dias no mato pescando.

 

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Foto: 7 Dias à Toa



Nos últimos anos, o “turismo acessível” ou “adaptado” vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, especialmente o Ecoturismo e o Turismo de Aventura. Algumas cidades como Socorro (SP) e Bonito (MS) já possuem certa estrutura para receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas devemos reconhecer que é muito difícil proporcionar total autonomia em passeios onde há matas, rios, tirolesas, bote inflável e escaladas. Nesses casos, o atendimento e o monitoramento por pessoas treinadas é imprescindível.

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Aventurando-se na Megatirolesa do Rio Quente Resorts

Em 2015, meu marido e eu viajamos até o interior de Goiás para passar o réveillon no Rio Quente Resorts. Dentre as diversas opções de entretenimento do parque, resolvemos nos aventurar na mais radical delas, a Megatirolesa, com 40 m de altura e 1100 m de extensão. 🙂

Reservamos nosso passeio na recepção do hotel, já adiantando à recepcionista que meu marido era cadeirante (tetraplégico). No mesmo instante, a recepcionista entrou em contato com os monitores da Megatirolesa, os quais informaram que isso não seria um problema e que outros cadeirantes já haviam feito a travessia.

No dia e hora marcados, nos dirigimos até o ponto de encontro indicado na aquisição do passeio, onde fomos apresentados aos monitores e nos juntamos aos outros turistas. Esse ponto de encontro era dentro do complexo e relativamente próximo do nosso hotel, então fomos à pé mesmo.


No carroPara chegar ao início da tirolesa, tivemos que nos deslocar em um jipe antigo e sem adaptações, porém os monitores foram solícitos para nos ajudar. Meu marido e eu explicamos a melhor forma de realizar a transferência da cadeira de rodas para o jipe e deu tudo certo! 😉 


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Circulação nos parques do Rio Quente Resorts

A história do Rio Quente Resorts teve início no ano de 1964, quando os irmãos Nelson, Martins e Omar resolveram seguir adiante os planos do pai e construíram, provisoriamente no local, um hotel de madeira com 20 quartos, planejado para receber os hóspedes e turistas que seguiam visitando com cada vez mais frequência a região. Dois anos depois, devido ao alto fluxo de visitantes que o local recebia, foi construído um novo hotel de quatro andares, contendo 100 apartamentos. Era o nascimento do Hotel Pousada. Alguns anos depois, em 1971, outra ala do hotel foi levantada, totalizando 257 apartamentos.

 

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Foto: Viagem e Turismo



Em 1997, após algumas reformas e a construção de novos hotéis junto ao complexo Rio Quente, foi inaugurado o Hot Park, um parque aquático com 77 mil m² de piscinas de água quente, com toboáguas, atividades e palco para shows, que atraiu um público mais jovem para a região. A partir daí, o Rio Quente passou a concentrar, em um único resort, campo e parque aquático.

Às vésperas de completar 40 anos, a Estância Pousada do Rio Quente foi rebatizada como Rio Quente Resorts, que hoje conta com mais de seis hotéis de diferentes categorias, configurando-se como o carro chefe do turismo da região das águas de Goiás.

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Flutuação adaptada no Aquário Natural de Bonito

O município de Bonito, no Mato Grosso do Sul, é um importante pólo do ecoturismo, conhecido mundialmente por suas paisagens naturais, mergulhos em rios de águas transparentes, cachoeiras, grutas, cavernas e dolinas.

Nossa amiga Bianca, tetraplégica desde 2012 devido a um acidente de carro, resolveu encarar a flutuação no Aquário Natural de Bonito para saber como seria a sensação de entrar num rio após sua lesão. A flutuação é um passeio mais contemplativo do que de aventura, mas é um belo desafio para alguém que sofreu uma lesão medular cervical e está tentando voltar a realizar atividades que fazia antes.

Bianca estava acompanhada de quatro familiares. O passeio teve duração de aproximadamente duas horas e meia, contado com a troca de roupa, treinamento e descida do rio.


image[3]Todo turista que deseja fazer a flutuação tem de passar por um pequeno treinamento, realizado numa piscina. O treinamento é ministrado por instrutores experientes que trabalham no local. No caso da Bianca, ela contou com um instrutor exclusivo para realizar a flutuação.


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Forte do Presépio

O Forte do Presépio, também conhecido como Forte do Castelo, fica localizado na cidade de Belém, capital do Pará, nas margens da Baía do Guajará. O local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1962.


As adaptações para promover a acessibilidade em bens tombados devem contemplar a NBR 9050/2004, porém respeitando critérios estabelecidos pelos órgãos do patrimônio histórico e cultural competentes.


foto Este é o acesso ao Forte.

Não há sinalização para guiar turistas e/ou deficientes visuais.

O piso é bastante trepidante, dificultando o uso de cadeira de rodas. Além do desconforto, a trepidação gera riscos de quedas, desregula a cadeira de rodas e exige um grande esforço físico do cadeirante.


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Gruta do Lago Azul

A Gruta do Lago Azul, localizada a 20 Km do centro de Bonito (MS), foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1978 (Wikipédia).


Descoberta por um índio Terena em 1924, a caverna possui em seu interior um lago azul com dimensões que a tornam uma das maiores cavidades inundadas do planeta. Após uma descida de 100 m, depara-se com um lago de águas intensamente azuladas, cuja profundidade estima-se ser de 90 m. Ninguém sabe ao certo de onde vêm suas águas, mas acredita-se na existência de um rio subterrâneo que alimenta o lago (Portal Bonito). 

Gruta do Lago Azul

Foto: Casablanca Turismo


Não há acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida visitarem a Gruta, pois seu acesso é feito por trilhas e escadas rústicas irregulares. Entretanto, um guia turístico nos informou que existe a possibilidade de cadeirantes, por exemplo, realizarem o passeio. Para isso, o cadeirante deve solicitar autorização à Prefeitura Municipal e contratar um guia exclusivo para ele, além de levar consigo mais duas pessoas para auxiliarem na locomoção. A desvantagem é que todo esse processo torna o passeio muito mais caro.

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