Táxi Preto Acessível

Em fevereiro de 2013, experimentei o Táxi Acessível em São Paulo e relatei minha experiência aqui no blog. Hoje, quatro anos depois, pouca coisa mudou no serviço, inclusive o número de veículos disponíveis, todos do modelo Doblò.

Para minha surpresa, em fevereiro de 2017, ao chamar o primeiro táxi disponível na frente do hotel onde estava hospedado em São Paulo, fui atendido por uma unidade do Táxi Preto Acessível, um novo serviço de táxi adaptado oferecido na cidade de São Paulo desde o início de 2016 (acho que só eu ainda não sabia da novidade 😀 ). 


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De acordo com os próprios motoristas, a cooperativa possui uma frota de aproximadamente 250 veículos modelo Spin, todos adaptados para transportar cadeirantes sem a necessidade de desmontar ou descer de suas cadeiras de rodas.


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A história da “Biga”

O projeto da “Biga” nasceu na mesa de um bar, enquanto alguns motociclistas se divertiam. Na frente do referido estabelecimento havia um ponto de ônibus, onde um cadeirante tentava utilizar o transporte público. Mesmo tendo passado vários ônibus sinalizados com o Símbolo Internacional de Acesso, o cidadão teve de aguardar mais de uma hora até que um motorista parasse para apanhá-lo.

Diante daquela situação, os amigos motociclistas, que eram envolvidos com triciclos, começaram a conversar sobre uma possível solução para o problema daquele cadeirante. A genialidade de Oraci, um dos motociclistas ali presentes, levou-o a fazer alguns rabiscos em um guardanapo, de onde saiu o desenho do “protótipo” da Biga.

Na semana seguinte, Oraci já estava empenhado no aperfeiçoamento da ideia. Após a criação do protótipo, constituíram uma empresa e passaram a desenvolver o projeto. Pouco tempo depois, a construção de um veículo destinado a cadeirantes já era realidade.

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A Biga é um triciclo cujo o banco é a própria cadeira de rodas, o que proporciona total autonomia ao usuário, dispensando a ajuda de terceiros. O veículo é equipado com motor de 125 cilindradas e câmbio de quatro marchas, sendo três para frente e a marcha à ré. Além disso, as peças que compõem a Biga são facilmente encontradas no mercado.

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Alguns pontos de ônibus de Campo Grande

Ao fazer meu caminho de rotina para o trabalho, comecei a reparar a situação dos pontos de ônibus de Campo Grande (MS). Assim, resolvi fotografar alguns para compartilhar com vocês aqui no blog. Esses pontos ficam da Rua Planalto.

 
Ausência da composição de sinalização tátil de alerta e direcional, dificultando a circulação e identificação do ponto por deficientes visuais.

O piso em torno do ponto é regular, firme e estável.

Havia um banco fixo de concreto debaixo da cobertura, mas hoje apenas suas bases estão no local. A parte do banco que ficou fixada no chão é exatamente da cor do piso e possui quinas vivas, oferecendo risco para qualquer pessoa que utilize o ponto ou simplesmente passe pelo local.

Não há nenhum tipo de sinalização visual indicando que trata-se de um ponto de ônibus.

 
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Inacessibilidade via Azul Linhas Aéreas

Relato enviado pela seguidora Fernanda Lacerda.

É fato que os aeroportos do Brasil estão tentando adaptar suas estruturas para receber passageiros com algum tipo de deficiência, mas essa realidade muda de cenário quando parte dessa responsabilidade passa para as empresas aéreas. Na semana passada, viajei do Pará ao Rio de Janeiro e constatei algumas situações graves e de simples solução.
 
Escolhi a empresa Azul Linhas Aéreas para fazer esse roteiro e já na ida me deparei com a primeira situação de falta de ACESSIBILIDADE: a empresa utiliza vans (da Citroën) para transportar os passageiros entre terminais, como é o caso de Brasília, e entre aeronaves, como acontece em Belo Horizonte (Confins). Esses veículos não possuem nenhum tipo de corrimão de apoio para subir ou descer deles. Se o passageiro possui alguma limitação, corre o risco de sofrer uma queda, pois o único local de apoio é a própria porta do veículo. Ahhh! E também não há espaço adequado para passageiros cadeirantes.

Imagem da Internet
 
A falta de preparo dos funcionários para lidar com 'prioridades' é outra questão grave. Comigo aconteceu na viagem de volta ao Pará: tive que ficar em pé, acompanhada de mães com crianças de colo, por loooongos minutos na pista, ao lado de uma aeronave, a espera da tal van sem acessibilidade. Quando esta chegou, tivemos que nos virar para subir e, claro, para descer. Em nenhum momento os funcionários se propuseram a dar algum tipo de assistência. Sorte minha que aprendi a “me virar”. Fomos deixados na parte inferior de um dos terminais de Confins, e de lá ouvimos um “me sigam” de uma funcionária, a qual, em seguida, saiu às pressas caminhando pelo aeroporto para nos “levar” até a outra aeronave. O longo percurso ficou ainda mais complicado quando tivemos que subir uma escadaria enorme. A funcionária? A perdemos de vista, já que estávamos andando no ritmo que nos era possível. Um despreparo total!!! Depois ela apareceu no topo da escada com ares de “estou com pressa”, e assim seguiu até nos ver embarcando.
 
Realmente a empresa precisa investir em treinamento para seus funcionários sobre esse tipo de atendimento, mas independente de ser profissional ou não, gentileza a gente deve exercer em todos os momentos da vida. E se não se aprende em casa, é difícil agregar este valor no perfil profissional.

Quando cheguei de viagem, enviei um e-mail pra Azul reportando o caso, mas até agora não me deram retorno.


Fernanda Lacerda é Jornalista, pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Cândido Mendes e em Gestão Responsável para a Sustentabilidade pela Fundação Dom Cabral. Ela possui sequelas da Poliomielite e, por isso, tem dificuldade para se locomover, principalmente subir ou descer escadas, degraus mais altos, entre outras.

 

As preciosas vagas reservadas de estacionamento

Um dos maiores “símbolos” da luta pela acessibilidade são as vagas de estacionamento. Prova disso são os inúmeros flagrantes de desrespeito ou falta dessas estruturas que recebemos aqui no blog. Pessoas com e sem deficiência estão sempre de olho, principalmente depois da reconhecida campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto!”. Conheçam um pouco mais sobre essa campanha:

Link acessível: http://youtu.be/wcPht1QVNjo



Acredito que boa parte das pessoas já entende a importância de uma vaga reservada adequada, apesar de ser apenas uma das diversas outras estruturas essenciais para facilitar a vida de pessoas com alguma dificuldade de locomoção. No entanto, se analisarmos outros fatores, a coisa fica preocupante.

De acordo com o último censo do IBGE (2010), existem no Brasil aproximadamente 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência (aproximadamente 23% da população), as quais, por direito, podem utilizar tais vagas desde que possuam o cartão de estacionamento. Se considerarmos ainda o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida do brasileiro, este número será ainda maior, pois contabilizaremos também os idosos.

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Acessibilidade no Teleférico do Complexo do Alemão

Relato e imagens enviados pela seguidora Elaine Benevides, do Rio de Janeiro.

Meu nome é Elaine Benevides e meu esposo é deficiente físico. Ele possui sequelas da poliomelite, por isso utiliza muletas e órteses. É um desafio sairmos de casa e circularmos em ambientes que não tenham acessibilidade. 

Entretanto, no dia 17/03/2013, um domingo, resolvemos nos arriscar e conhecer o Teleférico do Complexo do Alemão, aqui no Rio de Janeiro. E para nossa surpresa, a acessibilidade do local é ótima! Meu marido não precisou subir nenhum degrau, e o local também é acessível para cadeirantes. Os funcionários são muito atenciosos e preparados para receber turistas e pessoas com deficiência.






É um passeio que vale a pena! Tudo ocorreu sem transtornos!


Elaine Benevides


Confira mais informações sobre o Teleférico do Complexo do Alemão no Blog Turismo Adaptado.