Banheiro residencial acessível

A NBR 9050/2015 é a norma técnica que trata da “Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”, devendo ser aplicada a estabelecimentos públicos ou estabelecimentos privados de circulação pública, visando proporcionar autonomia, independência e segurança à maior quantidade possível de pessoas, independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade ou percepção.

Já as edificações residenciais multifamiliares, como condomínios e conjuntos habitacionais, necessitam ser acessíveis apenas em suas áreas de uso comum, como halls, salões de festas, elevadores, balcões, calçadas e outros. Assim, nas áreas residenciais, onde o uso é exclusivamente familiar, não há necessidade de atender todas as especificações da norma técnica, mas sim as necessidades dos moradores.
 

Apesar da NBR 9050 ser uma ótima referência também para a adaptação de ambientes pessoais e exclusivos, mostraremos neste post que, em casa, não precisamos seguir a norma técnica à risca. Vejamos a seguir um sanitário da residência de um casal, onde o marido é cadeirante (tetraplégico).


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O banheiro do casal fica na suíte, em frente à porta de entrada do quarto, facilitando o acesso.



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Solução para um detalhe na hora de dirigir

Olá pessoal!

Hoje vou compartilhar uma ótima experiência que tive recentemente: a adequação de alguns comandos de um automóvel.

Os botões são localizados na porta do veículo, com as funções de abrir e fechar os vidros e de travar e destravar as portas. 


Acima podemos ver os comandos antes de serem adaptados. Notem que a direção de acionamento é para cima e para baixo. Como o motorista não tem destreza nas mãos, ele solicitou que eu o ajudasse a adaptar esses botões.

Para fazer as adaptações, pedi auxílio para uma amiga, a Terapeuta Ocupacional Fernanda Katayama. Leiam a seguir uma breve descrição da ideia, publicada no Reab.me pela própria Fernanda.

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Tereré acessível

O tereré é uma bebida bastante tradicional em Mato Grosso do Sul. De origem paraguaia, o tereré é composto basicamente por erva mate e água gelada. Com o passar do tempo, a bebida foi sendo difundida pelo Brasil, tornando-se conhecida e consumida em vários outros estados do país.

Tenho o hábito de tomar tereré diariamente desde a minha adolescência. Depois de me tornar tetraplégico, após um acidente de trânsito em 2008, a bebida continuou fazendo parte da minha rotina, tendo inclusive papel importante na minha hidratação, no melhor funcionamento dos meus rins e na prevenção contra infecções urinárias.

Assim, meu pai e eu criamos uma forma para eu conseguir tomar tereré com mais autonomia. Basicamente, adequamos a jarra térmica (que eu já tinha) e bolamos um suporte para apoiá-la.


Revestida com couro, esta jarra (ou garrafa) tem formato de botijão e possui capacidade para 11 litros de água, suficiente para servir muitos amigos. No seu lado esquerdo existe um compartimento para armazenar erva mate, e no lado direito um pequeno suporte para a guampa (neste caso, para um copo).

A torneira original da jarra, com ativamento pela parte de cima, foi substituída por outra com ativamento pela parte de baixo, permitindo acioná-la com o próprio copo.

Resolvida a questão da garrafa, precisávamos bolar um suporte para apoiá-la. Inicialmente pensei em pedir a um marceneiro para que fizesse um de madeira, mas meu pai teve a ideia de aproveitar um banco tubular giratório que já tínhamos em casa.
 
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