Alarmes

Os alarmes são equipamentos ou dispositivos capazes de alertar situações de emergência por estímulos visuais, táteis e sonoros. Devem ser aplicados em espaços confinados, como sanitários acessíveis, boxes, cabines e vestiários isolados.

 

alarme

Imagem: imovelweb.com



Nos quartos, banheiros e sanitários de locais de hospedagem, de instituições de idosos e de hospitais, devem ser instalados telefones e alarmes de emergência visuais, sonoros e/ou vibratórios.

Todo alarme ou componente que utiliza recursos elétricos deve estar de acordo com a ABNT NBR IEC 60529. As instalações elétricas devem atender o disposto na ABNT NBR 5410.

Continue lendo

Esteira rolante inclinada

As esteiras rolantes são consideradas equipamentos eletromecânicos, assim como os elevadores verticais ou inclinados, as plataformas elevatórias de percurso vertical, as plataformas elevatórias de percurso inclinado e as escadas rolantes. Esses equipamentos tem como objetivo tornar o ir e vir mais acessível, e cada um deles possui especificações de uso e sinalização detalhadas na NBR 9050/2004. Neste post, abordaremos alguns aspectos da esteira rolante inclinada.


acessibilidadenapratica

Em alguns estabelecimentos de Campo Grande (MS), a esteira rolante compõe o conjunto de estruturas que auxiliam na circulação de pessoas.

Para estar de acordo com a norma técnica, a esteira rolante deve conter sinalização visual e tátil informando suas instruções de uso. 

Nas esteiras com inclinação superior a 5%, deve haver sinalização visual informando a obrigatoriedade de cadeirantes serem acompanhados por pessoal habilitado durante sua utilização. Apesar de especificada na norma, essa obrigatoriedade raramente é sinalizada. Na prática, além dessa sinalização, é importante que funcionários recebam treinamento adequado, pois esse tipo de estrutura oferece sérios riscos a cadeirantes e outras pessoas com mobilidade reduzida.


Continue lendo

Flagrante – Maria Alice (XX)

Seguidora (membro da equipe): Maria Alice Furrer
Twitter: @marialiceff
Data da foto: 23/05/2013
Local: Rua Professor Xandinho esquina com a Avenida Eduardo Elias Zahran, Campo Grande – MS.
Descrição: Calçada em obras sem sinalização adequada, atrapalhando a passagem e colocando em risco a segurança dos pedestres.
 

 

Idosos e as atividades de vida diária

Olá, pessoal!

Lendo o livro "Desenho Universal – Métodos e Técnicas para Arquitetos e Urbanistas", achei interessante quando, no capítulo 2, foram elencadas algumas dificuldades encontradas nas atividades de vida diária (AVD) de um idoso. Assim, resolvi compartilhar essas informações, pois convivo com idosos e muitos de vocês também devem conviver.

Abaixo, transcrevo alguns trechos do livro, os quais achei simples e úteis para nos atentarmos quanto a algumas dificuldades dos idosos e, assim, entendermos o porquê de muitas especificações da NBR 9050/2004.

Os idosos são particularmente suscetíveis a influências ambientais, como variações de temperatura, cores, formas e luminosidade. Por isso, é de extrema importância que seu ambiente de convivência seja o mais apropriado possível. A seguir, vejamos algumas dificuldades encontradas nas atividades de vida diária e na utilização dos ambientes pelos idosos:
 
  • Ler listas telefônicas, bulas de remédio e rótulos em geral, cortar unhas, cozinhar;
  • Transitar em entrocamento de corredores e entre mobiliários;
  • Passar para ambientes internos ou externos sem controle automático de luminosidade;
  • Andar em pisos desenhados, com contraste muito grande entre claro e escuro, reflexivos, muito lisos ou muito irregulares, com espelhos d'água e outros;
  • Permanecer em ambientes com monotonia de cores ou excesso de padronagens;
  • Apertar teclas de aparelhos eletrodomésticos e de controles remotos (coordenação fina);
  • Levantar de locais baixos, como sofás e vasos sanitários;
  • Subir e descer escadas e rampas muito íngremes, sem guarda-corpos e corrimãos;
  • Manter o equilíbrio ao movimentar a cabeça em situações como subir escadas e mexer em armários altos ou baixos;
  • Efetuar movimentos amplos com pescoço e tronco, como para abaixar-se ou alcançar objetos em armários altos ou baixos.
Continue lendo

Desnível entre o palco e a plateia

Para vencer desníveis entre palcos e suas plateias, a norma técnica determina a utilização de rampas ou equipamentos eletromecânicos.

As rampas utilizadas para atender os desníveis de palcos possuem características diferentes das demais rampas.

Vamos conferir abaixo o palco de um salão paroquial, onde há duas rampas e uma escada para vencer o desnível.


Além da rampa, este palco possui uma escada fixa para vencer o desnível. Esta escada (centro do palco) não atende as especificações da NBR 9050/2004 em relação a sinalização e corrimãos.

Associadas à escada, existem duas rampas nas laterais do palco. Essas rampas possuem percursos em curva, e suas inclinações não foram mensuradas.

De um modo geral, as rampas devem ter inclinação de acordo com os limites estabelecidos pela norma técnica. No caso de rampas entre palcos e platéias, a inclinação máxima para vencer uma altura de até 0,60 m deve ser de no máximo 1:6 (16,66%),  e para alturas superiores a 0,60 m a inclinação máxima deve ser de 1:10 (10%) .

Continue lendo

Rotas de fuga

“Rota de fuga” é definida pela NBR 9050/2004 como um trajeto contínuo, devidamente protegido, proporcionado por portas, corredores, antecâmeras, passagens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas ou outros dispositivos de saída ou combinações destes. Em casos de incêndio, esta rota deve proporcionar segurança ao usuário de qualquer ponto da edificação até atingir a via pública ou o espaço externo.

Na NBR 9050/2004 existem algumas condições gerais de rotas de fuga. Neste post, vamos conferir algumas delas. Outras condições dessas rotas devem atender ao disposto na ABNT NBR 9077/2001 – Saídas de emergência em edifícios.

Quando as rotas de fuga incorporarem escadas de emergência, devem ser previstas áreas de resgate com espaço reservado e demarcado para o posicionamento de pessoas em cadeiras de rodas. A área deve ser ventilada e fora do fluxo principal de circulação, conforme os exemplos abaixo:


area reservada cadeira roda area resgate

A figura acima foi extraída da NBR 9050/2004 e ilustra dois exemplos de áreas reservadas para cadeiras de rodas em áreas de resgate.


Continue lendo