Brincar pede acessibilidade

Após um passeio normal de sábado, comecei a observar e refletir sobre algumas questões…

Eu e meu marido, que é cadeirante, resolvemos levar nossa sobrinha para passear num sábado à tarde, e elegemos como destino um dos shoppings da cidade, pois sabíamos que lá haveria vagas de estacionamento reservadas e cobertas, diversos locais para lanchar e opções de diversão para crianças.


Assim que chegamos, nossa sobrinha se encantou por um trenzinho que passeava com as crianças pelos corredores do shopping. Como ela ainda é pequena, tive de acompanhá-la num dos pequeninos (e apertados) vagões, já que não havia monitores para acompanhar as crianças.


Vagão tremNa foto acima, vemos o interior do vagão escolhido por nossa sobrinha. Esse era coberto, mas havia alguns outros sem cobertura (menos apertados). Não foi nada fácil nem confortável entrar e sair do vagão, mas devemos lembrar que se trata de uma estrutura para crianças. Entretanto, eu me pergunto: é seguro deixar as crianças irem sozinhas nesse brinquedo? 

De todo modo, eu a acompanhei para evitar qualquer incidente, e observei que pessoas com sobrepeso, mais altas, cadeirantes ou com alguma deficiência seriam impossibilitadas de acompanhar uma criança, além de que crianças com essas mesmas características também seriam privadas de se divertirem.


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Parque Infantil Adaptado de Campo Grande

Depois de muito esperar, Campo Grande (MS) ganhou seu primeiro parque adaptado, instalado no Parque das Nações Indígenas.


fotoO Parque Infantil Adaptado, assim denominado, tem fácil acesso e fica próximo a uma das entradas do Parque das Nações Indígenas, onde também há vagas reservadas de estacionamento.

Próximo aos brinquedos existem dois totens com informações visuais. O totem da direita da foto é da Vanzetti, empresa responsável por dois brinquedos instalados no parque. Atrás deste totem existem algumas instruções de uso dos brinquedos, melhor visualizadas na foto abaixo.



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Sanitário acessível do Parque Mangal das Garças

O Parque Mangal das Graças fica na cidade de Belém, PA. É um lugar bastante agradável e cheio de atrativos, uns acessíveis outros nem tanto. Confiram o sanitário acessível que encontramos por lá.


foto Trata-se de um sanitário acessível unissex. Entretanto, está sinalizado apenas o Símbolo Internacional de Acesso na porta. Para que a sinalização estivesse correta, a mesma deveria conter, além do Símbolo Internacional de Acesso, os Símbolos de Sanitário Feminino e Sanitário Masculino.

Não há sinalização tátil na porta ou em seu batente lateral.

A maçaneta não é acessível, pois exige destreza e força nas mãos para manuseá-la.


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Flagrante – André Prado

Seguidor: André Prado
E-mail: [email protected]
Data da foto: 24/11/2013, domingo, às 16:00h.
Local: Parque das Nações Indígenas, Campo Grande – MS.
Descrição: Uma senhora de aproximadamente 40 anos de idade estacionou seu carro em uma vaga reservada para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e foi caminhar no parque como se a vaga estivesse reservada para ela.

 

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Parque Estadual do Caracol

Olá!

Em abril deste ano, passei alguns dias em Porto Alegre (RS) participando de um curso e aproveitei a oportunidade para conhecer Gramado e Canela.

Ao passar por Canela, visitei o Parque Estadual do Caracol, uma belíssima unidade de conservação ambiental com diversos atrativos para seus visitantes. Voltei de lá com belas fotos e vou  partilhar aqui algumas informações sobre a acessibilidade do lugar.
 

Entrando no parque há um estacionamento interno. Não registrei com fotos, mas logo na entrada me deparei com uma senhora cadeirante acompanhada por outras duas pessoas. O piso do estacionamento é trepidante, sendo necessário que um de seus acompanhantes tocasse sua cadeira. Neste mesmo espaço existem canteiros e uma parte pavimentada, com rebaixamento de guia no seu final que facilita a circulação, porém nenhum rebaixamento possui a sinalização devida.

As placas (centro e centro direito da foto) contêm apenas informações visuais sobre as trilhas e outras atrações. Uma sugestão para facilitar a circulação dentro do parque seria disponibilizar guias logo na entrada, capacitados para atender pessoas com deficiência, facilitando a comunicação e a mobilidade.
 
Não há piso tátil no parque. Senti falta, pois existem alguns desníveis importantes, como a escada no canto esquerdo da foto.
 
 
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