Pescaria “adaptada” no Pantanal

Por morar minha vida inteira no Mato Grosso do Sul, vez ou outra eu programava uma pescaria com amigos ou familiares num dos diversos rios do nosso estado, mas confesso que pescar nunca esteve entre minhas melhores habilidades antes de me tornar tetraplégico. Tenho amigos muito mais “tarados” por pescaria do que eu, alguns até cadeirantes, que sempre dão um jeitinho de passar horas ou até dias no mato pescando.

 

pescaria_no_pantanal

Foto: 7 Dias à Toa



Nos últimos anos, o “turismo acessível” ou “adaptado” vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, especialmente o Ecoturismo e o Turismo de Aventura. Algumas cidades como Socorro (SP) e Bonito (MS) já possuem certa estrutura para receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas devemos reconhecer que é muito difícil proporcionar total autonomia em passeios onde há matas, rios, tirolesas, bote inflável e escaladas. Nesses casos, o atendimento e o monitoramento por pessoas treinadas é imprescindível.

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Parque Estadual do Caracol

Olá!

Em abril deste ano, passei alguns dias em Porto Alegre (RS) participando de um curso e aproveitei a oportunidade para conhecer Gramado e Canela.

Ao passar por Canela, visitei o Parque Estadual do Caracol, uma belíssima unidade de conservação ambiental com diversos atrativos para seus visitantes. Voltei de lá com belas fotos e vou  partilhar aqui algumas informações sobre a acessibilidade do lugar.
 

Entrando no parque há um estacionamento interno. Não registrei com fotos, mas logo na entrada me deparei com uma senhora cadeirante acompanhada por outras duas pessoas. O piso do estacionamento é trepidante, sendo necessário que um de seus acompanhantes tocasse sua cadeira. Neste mesmo espaço existem canteiros e uma parte pavimentada, com rebaixamento de guia no seu final que facilita a circulação, porém nenhum rebaixamento possui a sinalização devida.

As placas (centro e centro direito da foto) contêm apenas informações visuais sobre as trilhas e outras atrações. Uma sugestão para facilitar a circulação dentro do parque seria disponibilizar guias logo na entrada, capacitados para atender pessoas com deficiência, facilitando a comunicação e a mobilidade.
 
Não há piso tátil no parque. Senti falta, pois existem alguns desníveis importantes, como a escada no canto esquerdo da foto.
 
 
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