Assentos para pessoas obesas

Os obesos fazem parte do grupo das pessoas que possuem mobilidade reduzida, portanto necessitam de equipamentos, ambientes e mobiliários acessíveis para promover sua inclusão social e uma melhor qualidade de vida.

A NBR 9050/2004 já exigia espaços reservados – inclusive assentos para obesos – em teatros, cinemas, auditórios e similares, respeitando uma quantidade mínima e uma localização específica para esses espaços. Agora, pensando mais especificamente nos obesos, a nova norma técnica de acessibilidade (NBR 9050/2015) estabelece critérios para os assentos destinados a esse público. Vamos a eles!

assento obeso
Acima, a figura extraída da NBR 9050/2015 ilustra as especificações do assento para obesos. Abaixo, o detalhamento de cada item:

a) Profundidade do assento: mínima de 0,47 m e máxima de 0,51 m, medida entre sua parte frontal e o ponto mais frontal do encosto tomado no eixo de simetria;


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Detalhes de uma palestra

Uma das palestras magnas realizadas durante a Feira do Empreendedor MS 2014 foi com Roberto Carlos Braga Segundo. Dudu Braga, como é conhecido, é radialista, produtor musical, empresário e possui deficiência visual.


imagemNo auditório, havia um pequeno palco revestido de carpete. A única forma de acessá-lo era transpor um desnível de aproximadamente 40 cm. Adaptar uma rampa nessa estrutura seria bastante viável, pois suas dimensões e o espaço do local permitem várias alternativas.

O palco recebeu uma demarcação com corda no seu canto direito (na visão dos expectadores), formando um “U” e contendo nós em determinados pontos. Essa demarcação teve o objetivo de permitir ao palestrante delimitar com os pés uma área de segurança, evitando uma possível queda do palco.


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“Multa Moral” Acessibilidade na Prática

Um dos grandes desafios de quem luta pela acessibilidade é a conscientização sobre o uso correto das vagas de estacionamento reservadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As vagas de estacionamento tornaram-se um “símbolo” da causa, principalmente após a grande repercussão da campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto!“, que despertou a atenção de boa parte da sociedade. Prova disso é a enorme quantidade de denúncias que registramos todas as semanas nos Flagrantes dos Seguidores.

Assim, o Blog Acessibilidade na Prática resolveu sair um pouco da “virtualidade” e lançar sua “multa moral”, inspirada em vários movimentos semelhantes espalhados pelo país. Entretanto, resolvemos ampliar nossa “fiscalização” para além das vagas de estacionamento. 


MULTA MORAL



A “multa moral” não é simplesmente uma forma de conscientizar os motoristas infratores. É também uma maneira de envolver a sociedade na fiscalização das vagas reservadas e de outras estruturas acessíveis, chamando a atenção de todos para a importância da acessibilidade na inclusão social.

Se você quer fazer parte do nosso time de fiscais e conscientizadores, clique aqui para baixar o arquivo em Corel Draw e imprimir nosso modelo de “multa moral”. 

Temos alguns bloquinhos de multas disponíveis para quem reside em Campo Grande – MS. Para conseguir o seu, entre em contato conosco. Não cobraremos pelos bloquinhos, pois não temos intenção de obter lucro com a “multa moral”.

Mas antes de sair por aí “multando” todo mundo, não esqueça de ter bom senso e educação para com os “infratores”. Procure se informar por meio dos links abaixo e lembre-se de que muitas pessoas têm o direito de utilizar as vagas reservadas e não sabem do procedimento correto para tal, sem contar que nem toda pessoa que precisa da vaga é necessariamente cadeirante. Além disso, não queremos despertar ódio nem brigas, apenas a consciência das pessoas.

Mãos à obra!


Leia também:

            Cartão de estacionamento para vagas reservadas

            A importância do tamanho adequado das vagas reservadas de estacionamento

            Uma vaga reservada quase ideal

            Vagas reservadas de estacionamento paralelas à calçada


Equipe ANP


Orientações às pessoas com deficiência sobre as Eleições 2014

As eleições gerais estão se aproximando e nessa hora lembramos que temos de regularizar nosso título eleitoral. Por conta das eleições que acontecerão em outubro, o cadastro eleitoral é encerrado 151 dias antes, data que, neste ano, será em 7 de maio. Esse prazo vale para todos os eleitores, tenham ou não deficiência. Por isso, aí vão algumas dicas:


TRE acessibilidadeImagem: TRE-SP


O dia 7 de maio é o prazo fatal para solicitação à Justiça Eleitoral de alistamento eleitoral (1ª via do título de eleitor), transferência de domicílio eleitoral (mudança de uma cidade para outra), alteração do local de votação, correções de dados e regularização em geral. Para a solicitação de quaisquer dessas operações, é necessária a apresentação de documento oficial com foto (acompanhado de fotocópia) e comprovante de residência. Para os homens com 18 anos ou mais também é preciso apresentar quitação com o serviço militar em caso de 1ª via do título.

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Reservando as vagas reservadas

É comum encontrarmos estacionamentos com vagas destinadas a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida bloqueadas por cones ou placas, principalmente em locais onde o “concorrência” por espaço é muito grande.

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A obstrução do acesso a essas vagas prejudica e até impede sua utilização, principalmente quando a pessoa com dificuldade de locomoção é o motorista. Imaginem um cadeirante, por exemplo, ter que de montar sua cadeira, descer do carro, retirar o cone ou a placa (quando possível), transferir-se novamente para o veículo, desmontar a cadeira, estacionar e fazer toda a operação de desembarque novamente. Toda essa movimentação demanda tempo e desgaste físico.

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Andando de táxi acessível em São Paulo

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o serviço de táxi acessível está disponível na cidade desde 2009 e atualmente possui uma frota de 93 veículos adaptados.




Coincidentemente, a primeira vez que andei em um táxi como este foi em 2009. Fui até São Paulo para uma consulta médica e fiz o trajeto entre o Aeroporto de Congonhas e um hotel próximo à Avenida Paulista. A experiência não foi muito agradável. Como minha lesão na medula é alta (vértebra C5) e era recente na época (1 ano), eu tinha muito pouco controle de tronco, o que, aliado à instabilidade da cadeira de rodas e aos movimentos do carro, obrigou meu pai a me amparar com as mãos durante todo o percurso, mesmo com a cadeira bem presa. Sem contar que o taxista teve de dirigir a 30 Km/h durante a corrida para eu não cair. Depois disso, não quis mais utilizar o serviço por não sentir muita segurança.

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