A mesa dos sonhos de todo cadeirante!

Entre os vários perrengues que passo por ser cadeirante, um dos que mais me tiram do sério é a falta de mesas acessíveis para fazer uma simples refeição. São raros os restaurantes, lanchonetes e praças de alimentação onde consigo me acomodar adequadamente com a cadeira de rodas, sendo necessário, muitas vezes, ficar de lado na mesa, me posicionar muito distante da comida ou até mesmo pedir ajuda para outra pessoa, já que não tenho destreza nas mãos. 


Pode parecer inofensivo, mas experimente sentar numa cadeira de rodas e se aproximar de uma daquelas mesinhas com apoio central, comum em lanchonetes, ou então de uma mesa de plástico. É terrível! 

Continue lendo

Flagrante – Diego Rios (LXI)

Seguidor (membro da equipe): Diego Rios
Twitter: @dr_diegorios
Data da foto: 14/09/2016
Local: Uni Açaí, Rua Dom Aquino 2208, Campo Grande – MS.
Descrição: O Uni Açaí possui uma vaga de estacionamento reservada para pessoas com deficiência, localizada entre a calçada e o prédio, porém o próprio estabelecimento a utiliza para acomodar mesas e cadeiras para seus clientes.

uni-acai

Flagrante – Maria Alice (LII)

Seguidora (membro da equipe): Maria Alice Furrer
Twitter: @marialiceff
Data da foto: 10/11/2015
Local: Avenida Eduardo Elias Zahran quase esquina com a Avenida Primeiro de Maio, Campo Grande – MS.
Descrição: Vaga reservada de uma loja de móveis sendo ocupada por um jogo de mesa e cadeiras do seu mostruário. Um tanto irônico…

FullSizeRender

Flagrante – Frederico Rios (XVI)

Seguidor (membro da equipe): Frederico Rios
Twitter: @Fred_Rios
Data da foto: 31/08/2014
Local: Praça de alimentação do Shopping Pátio Paulista, São Paulo – SP.
Descrição: As mesas acessíveis da praça de alimentação possuem área livre inferior, porém não permitem uma aproximação frontal adequada de um cadeirante devido ao local dos pés das mesas (centro da mesa), tornando as refeições difíceis e desconfortáveis.


mesa 2

Exigência incoerente

Uma das coisas que me deixa feliz nessa “briga” pela acessibilidade é saber que “alguém” fiscalizou um estabelecimento comercial, mas geralmente me decepciono com os critérios utilizados pelos fiscais.

Há algumas semanas, estive visitando a lanchonete de uma amiga no Centro de Campo Grande (MS). Ela me contou que recebeu visitas de um fiscal da Prefeitura para verificar a acessibilidade do seu estabelecimento. Pelo seu relato, percebi que o fiscal não conhecia muito do assunto. A cada visita ele fazia uma nova exigência, aparentemente sem embasamento ou critério.

Uma das solicitações do fiscal foi que o estabelecimento providenciasse uma “mesa para cadeirantes”. Sem dúvida, é essencial (e obrigatório) que haja mesas acessíveis em lanchonetes, variando a quantidade de acordo com o tamanho do local. Porém, o que me chamou atenção nesse caso foram as dimensões exigidas para confeccionar o mobiliário.


mesa 1

 

 

A mesa possui área livre inferior e permite a aproximação frontal de um cadeirante. Experimentei a mesa e ela é realmente confortável, mas seu modelo e suas medidas são muito semelhantes às de uma escrivaninha, tornando-a totalmente “exclusiva”, pois impede a utilização por mais de uma pessoa simultaneamente. Dessa forma, um cadeirante terá obrigatoriamente de fazer sua refeição sozinho, não podendo ir à lanchonete com amigos, namorada, esposa ou até mesmo com um cuidador. Eu mesmo, que não tenho destreza nas mãos e necessito de ajuda para comer, ficaria desconfortável em frequentar a lanchonete.

 

Continue lendo