Pescaria “adaptada” no Pantanal

Por morar minha vida inteira no Mato Grosso do Sul, vez ou outra eu programava uma pescaria com amigos ou familiares num dos diversos rios do nosso estado, mas confesso que pescar nunca esteve entre minhas melhores habilidades antes de me tornar tetraplégico. Tenho amigos muito mais “tarados” por pescaria do que eu, alguns até cadeirantes, que sempre dão um jeitinho de passar horas ou até dias no mato pescando.

 

pescaria_no_pantanal

Foto: 7 Dias à Toa



Nos últimos anos, o “turismo acessível” ou “adaptado” vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, especialmente o Ecoturismo e o Turismo de Aventura. Algumas cidades como Socorro (SP) e Bonito (MS) já possuem certa estrutura para receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas devemos reconhecer que é muito difícil proporcionar total autonomia em passeios onde há matas, rios, tirolesas, bote inflável e escaladas. Nesses casos, o atendimento e o monitoramento por pessoas treinadas é imprescindível.

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Pequenas alterações no curral

Olá pessoal!

Bom, hoje farei um relato mais informal, contando uma experiência familiar.

Apesar da idade já avançada, meus avós ainda são muito ativos e fazem questão de trabalhar. Eles moram na fazenda e, para a lida com o gado, utilizam o curral (mangueiro). Porém, devido à mobilidade reduzida provocada pelo avanço da idade, foram necessárias algumas modificações neste ambiente para garantir autonomia, segurança e conforto a eles.

Não quero detalhar aqui quesitos da NBR 9050/2004, até porque nela não há itens relacionados especificamente a currais. Também não vou me atrever a falar da parte técnica da construção de um curral. Entretanto, vou utilizar alguns pontos da norma técnica (que atendem qualquer situação) para descrever algumas pequenas mudanças que facilitaram bastante o trabalho dos meus avós.

 
Quando fotografei o curral, a reforma ainda estava sendo executada. É por isso que existem alguns materiais de construção espalhados pelo local.

Para subir no tablado (local ao lado do brete onde as pessoas ficam para manejar os animais), apesar de estar difícil de visualizar nesta foto, foi colocada provisoriamente uma escada com degraus largos de madeira, que posteriormente foi substituída por uma escada de concreto. Como a área é ampla, poderá ser construída uma rampa se houver necessidade. Neste momento, a opção foi pela escada.

 
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Residência de um casal de idosos

Durante o processo de envelhecimento de uma pessoa, algumas alterações físicas e sensoriais vão ocorrendo no seu corpo, como alteração de equilíbrio, diminuição da acuidade visual e auditiva, lentidão nos movimentos, dentre outros.

É claro que o processo de envelhecimento está diretamente relacionado a fatores externos, de acordo com o estilo de vida de cada pessoa. Por este e outros motivos, cada indivíduo terá suas particularidades quando estiverem numa idade mais avançada.

Todos nós temos hábitos e costumes que, por mais simples que sejam, podem tornar-se difíceis de realizar conforme o avanço da idade.
 
Hoje vamos conhecer algumas modificações realizadas na residência de um casal de idosos. Eles moram em uma fazenda no Pantanal de Mato Grosso do Sul e a casa não foi construída seguindo as normas técnicas de acessibilidade. As adaptações foram feitas apenas para atender as necessidades específicas do casal.

 
Um hábito diário é a roda do mate. Mesmo havendo apenas uma ou duas pessoas na casa, todos se reunem num determinado horário para saborear o mate e conversar.

Antes, a chaleira era deixada no chão ao lado da cadeira, onde o dono da casa (um senhor idoso) servia as demais pessoas que ali estavam. Atualmente, para evitar que a todo momento ele levante e abaixe para alcançar a chaleira no chão, uma mesinha (centro da foto) estilizada e mais alta foi confeccionada para ser colocada ao lado da cadeira. Este mobiliário proporciona mais conforto, diminuindo o gasto energético e evitando uma sobrecarga da coluna.

Isso preservou o hábito rotineiro do casal, permitindo que o realizem de forma mais confortável, mantendo assim a cultura de reunir-se em volta de uma roda de pessoas para tomar o mate.
 
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