Banheiro residencial acessível

A NBR 9050/2015 é a norma técnica que trata da “Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”, devendo ser aplicada a estabelecimentos públicos ou estabelecimentos privados de circulação pública, visando proporcionar autonomia, independência e segurança à maior quantidade possível de pessoas, independentemente de idade, estatura ou limitação de mobilidade ou percepção.

Já as edificações residenciais multifamiliares, como condomínios e conjuntos habitacionais, necessitam ser acessíveis apenas em suas áreas de uso comum, como halls, salões de festas, elevadores, balcões, calçadas e outros. Assim, nas áreas residenciais, onde o uso é exclusivamente familiar, não há necessidade de atender todas as especificações da norma técnica, mas sim as necessidades dos moradores.
 

Apesar da NBR 9050 ser uma ótima referência também para a adaptação de ambientes pessoais e exclusivos, mostraremos neste post que, em casa, não precisamos seguir a norma técnica à risca. Vejamos a seguir um sanitário da residência de um casal, onde o marido é cadeirante (tetraplégico).


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O banheiro do casal fica na suíte, em frente à porta de entrada do quarto, facilitando o acesso.



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Quem casa quer casa! E acessível!!!

Ter um “canto” para chamar de “seu” é o sonho da maioria dos brasileiros, principalmente daqueles que pretendem se casar ou já se casaram.

Paula e Alexandre começaram a namorar em 2008 e estão casados desde 2011. Eles compraram um apartamento na planta e planejaram se mudar logo após o casamento, mas um “pequeno” atraso de três anos na entrega do imóvel os obrigou a adiar os planos e a gastar mais com aluguel.


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Além da preocupação com a papelada, móveis, eletrodomésticos e tudo mais que uma casa nova exige, o casal tinha uma outra preocupação: acessibilidade. Paula utiliza uma cadeira de rodas motorizada devido à Amiotrofia Espinhal Progressiva, e Alexandre possui baixa visão por consequência de uma Retinose Pigmentar.

O apartamento deles possui 56 m² distribuídos em 1 suíte, 1 quarto, banheiro social, sala para dois ambientes, cozinha, área de serviço e sacada. O grande desafio foi aproveitar os espaços ao máximo, já que os tamanhos dos ambientes não eram muito generosos.

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Residência de um casal de idosos

Durante o processo de envelhecimento de uma pessoa, algumas alterações físicas e sensoriais vão ocorrendo no seu corpo, como alteração de equilíbrio, diminuição da acuidade visual e auditiva, lentidão nos movimentos, dentre outros.

É claro que o processo de envelhecimento está diretamente relacionado a fatores externos, de acordo com o estilo de vida de cada pessoa. Por este e outros motivos, cada indivíduo terá suas particularidades quando estiverem numa idade mais avançada.

Todos nós temos hábitos e costumes que, por mais simples que sejam, podem tornar-se difíceis de realizar conforme o avanço da idade.
 
Hoje vamos conhecer algumas modificações realizadas na residência de um casal de idosos. Eles moram em uma fazenda no Pantanal de Mato Grosso do Sul e a casa não foi construída seguindo as normas técnicas de acessibilidade. As adaptações foram feitas apenas para atender as necessidades específicas do casal.

 
Um hábito diário é a roda do mate. Mesmo havendo apenas uma ou duas pessoas na casa, todos se reunem num determinado horário para saborear o mate e conversar.

Antes, a chaleira era deixada no chão ao lado da cadeira, onde o dono da casa (um senhor idoso) servia as demais pessoas que ali estavam. Atualmente, para evitar que a todo momento ele levante e abaixe para alcançar a chaleira no chão, uma mesinha (centro da foto) estilizada e mais alta foi confeccionada para ser colocada ao lado da cadeira. Este mobiliário proporciona mais conforto, diminuindo o gasto energético e evitando uma sobrecarga da coluna.

Isso preservou o hábito rotineiro do casal, permitindo que o realizem de forma mais confortável, mantendo assim a cultura de reunir-se em volta de uma roda de pessoas para tomar o mate.
 
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