Protegendo o carango

Definitivamente, o brasileiro é um apaixonado por carro. Antes mesmo de sonharmos com a casa própria já estamos ralando para comprar um automóvel, pois na pior das hipóteses podemos morar dentro dele 😀 , e num país onde a acessibilidade e a mobilidade urbana estão longe do razoável, pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção movem montanhas para adquirir um meio de locomoção.


 


O que poucas pessoas se atentam é que nós, mortais com deficiência, também podemos gostar de carro. Não tem essa de “pode ser de qualquer cor” ou “pode pegar emprestado e devolver quando quiser”. No entanto, é complicado cuidarmos do veículo de maneira adequada justamente pela nossa falta de mobilidade, e no caso dos cadeirantes, manusear a cadeira de rodas acaba estragando a pintura e o estofado, e acabamos desencanando de cuidar do carro.

Neste post, mostrarei a maneira que encontrei para evitar que a cadeira de rodas estragasse o carro da minha esposa. São soluções simples e que podem ser aplicadas em qualquer carro. Confira!


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Flagrante – Maria Alice (LXI)

Seguidora (membro da equipe): Maria Alice Furrer Matos Rios
Twitter: @marialiceff
Data da foto: 15/03/2016
Local: Sede da Unimed em Campo Grande (MS), Rua Goiás, 695, Bairro Jardim dos Estados.
Descrição: O acesso ao prédio é feito por uma porta automática e, logo na entrada, há uma cadeira de rodas à disposição de pessoas com dificuldade de locomoção. No entanto, há um pequeno degrau na porta (sinalizado, inclusive) e um capacho desnivelado antecedendo a porta, dificultando o acesso de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. 

2016-03-15 18.05.47

Grelhas

Tropeços, quedas, solavancos e desequilíbrios. Provavelmente todos nós já passamos por alguma dessas situações devido a uma grelha mal dimensionada ou sem manutenção. Quando não obedecem alguns critérios simples, as grelhas podem causar transtornos a qualquer pessoa, independente da sua condição motora. Mulheres com calçados de salto, cadeirantes, usuários de muletas, mães com carrinho de bebê ou mesmo uma pessoa distraída pode sofrer acidentes e até se machucar por causa dessas “armadilhas”.


De acordo com a norma técnica, as grelhas e juntas de dilatação devem estar preferencialmente fora do fluxo principal de circulação. Quando instaladas transversalmente em rotas acessíveis, os vãos resultantes devem ter, no sentido transversal ao movimento, dimensão máxima de 15 mm, conforme a figura abaixo:

grelha nbr 9050 2004
Quando respeitadas, essas simples orientações técnicas impedem que as grelhas sejam transformadas em “armadilhas” ou obstáculos, evitando, por exemplo, que alguém enrosque o salto do calçado ou a rodinha da cadeira de rodas. Entretanto, em muitos locais onde a circulação de pessoas é intensa, vemos que a única preocupação é com o escoamento da água, esquecendo-se de que a grelha também compõe a superfície de passagem.


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Flagrante – Frederico Rios (XVI)

Seguidor (membro da equipe): Frederico Rios
Twitter: @Fred_Rios
Data da foto: 31/08/2014
Local: Praça de alimentação do Shopping Pátio Paulista, São Paulo – SP.
Descrição: As mesas acessíveis da praça de alimentação possuem área livre inferior, porém não permitem uma aproximação frontal adequada de um cadeirante devido ao local dos pés das mesas (centro da mesa), tornando as refeições difíceis e desconfortáveis.


mesa 2

Flagrante – Delaine Souto

Seguidora: Delaine Souto
E-mail: dradelaine@hotmail.com
Data da foto: 06/09/2014
Local: Rua Visconde de Taunay, próximo à Loja Pernambucanas, Paranaíba – MS.
Descrição: As calçadas nessa região da cidade (Centro) são muito estreitas, as quais mal permitem a passagem de uma cadeira de rodas. Nos locais onde há postes, como na imagem abaixo, torna-se difícil a passagem até mesmo de pessoas sem dificuldades de locomoção. No rebaixamento da calçada, que não aparece na foto, não há espaço sequer para manobrar uma cadeira de rodas.


foto

Embarques e desembarques do Brasil aos Estados Unidos

Em maio de 2014, tive a felicidade de conhecer a terra do “Tio Sam”, juntamente com meus pais e a Maria Alice.

Durante a viagem, que começou em Campo Grande (MS) e terminou em Nova Iorque, resolvemos registrar nossos embarques e desembarques nos aeroportos e dividirmos essa experiência com vocês, mostrando um pouco da minha realidade como cadeirante.

Antes das fotos, vamos à norma técnica que trata sobre a acessibilidade da pessoa com deficiência no transporte aéreo comercial, a NBR 14273/1999. Essa norma tem como objetivo estabelecer os padrões e critérios que visam proporcionar às pessoas com deficiência condições adequadas e seguras de acessibilidade autônoma ao aeroporto e às aeronaves das empresas de transporte aéreo público regular, regional e suplementar.

Essa norma técnica trata de várias especificações, mas neste post vamos nos atentar apenas aos embarques e desembarques.

É válido lembrar que em 2013 a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) publicou as novas regras sobre o acesso ao transporte aéreo de Passageiros com Necessidade de Assistência Especial (PNAE). O novo regulamento (Resolução nº. 280/2013) sobre os procedimentos relativos à acessibilidade foi submetido ao processo de audiência pública em 2012, com sessões presenciais em setembro, em Brasília, e em outubro, em São Paulo (Portal ANAC).


A ida…

Aeroporto Internacional de Campo Grande – embarque


fotoApós os trâmites para acessarmos a sala de embarque, nos apresentamos no portão indicado. Em seguida, ao iniciar o embarque, um funcionário da companhia me conduziu até a aeronave.

Geralmente o embarque das prioridades (pessoas com deficiência, gestantes, idosos, crianças desacompanhadas e outros) é realizado antes dos demais passageiros. Já no desembarque o procedimento é o inverso, ou seja, as prioridades desembarcam por último.


fotoNo Aeroporto Internacional de Campo Grande não há ambulift ou passarela telescópica (finger), os quais servem para conduzir os passageiros até o avião sem precisar subir ou descer escadas.

A NBR 14273/1999 afirma que, em caso de problema no funcionamento ou inexistência do sistema de elevação, a pessoa com deficiência deve ser transportada até a porta da aeronave por intermédio de funcionários treinados para esta atividade, de modo confortável e seguro. No caso desse aeroporto, notamos que não houve um treinamento específico para que os funcionários embarquem ou desembarquem os passageiros com conforto e segurança.


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