Maria Alice, Fred e “Multa Moral” no Encontro com Fátima Bernardes

No dia 14/03/2016, Maria Alice e eu tivemos o privilégio de participar ao vivo do Programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, para contar um pouquinho da nossa história. Confesso que tanto ela quanto eu ficamos um pouco “assustados” com o convite para participar de um programa de TV em rede nacional, principalmente porque não fomos chamados para falar de acessibilidade, mas sim da nossa vida pessoal.


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Foto: Gshow – Encontro com Fátima Bernardes

 
É curioso como as pessoas se interessam por esses “assuntos diferentes”, como um cadeirante se casar com uma pessoa “normal”. Claro que, pelo perfil da nossa sociedade, isso é bastante compreensível, pois o preconceito é muito presente, inclusive entre as pessoas com deficiência. Eu mesmo, durante meu período de luto, logo após o acidente, tive preconceito comigo mesmo, apesar de não me considerar preconceituoso antes de me tornar cadeirante.

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Cuidador profissional vs. membro da família

Idosos debilitados ou com Alzheimer, pessoas acometidas por doenças neuromusculares, lesados medulares, crianças com paralisia cerebral e pessoas vítimas de AVC são apenas alguns exemplos de indivíduos que podem precisar de cuidados contínuos de outras pessoas. Os auxílios necessários variam de acordo com o grau da patologia ou o tipo de deficiência, e muitas vezes são imprescindíveis para realizar atividades simples como tomar banho, escovar os dentes, trocar de roupa, comer, ingerir medicamentos, se locomover e até fazer exercícios.



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Foto: ABRAFORDES



Cuidar de uma pessoa em situação de “dependência” é, antes de qualquer coisa, um gesto de amor, que exige dedicação, paciência, atenção, conhecimento e várias outras habilidades. É claro que vez ou outra ouvimos relatos de cuidadores que praticam atos de violência contra pessoas vulneráveis, mas não podemos considerar esses casos como sendo maioria dentro desse universo.

Existem também aquelas situações onde a pessoa que necessita de cuidados passa boa parte do dia sozinha numa cama, pois seus familiares precisam trabalhar fora para colocar comida na mesa. Acredito que essa seja uma das situações mais tristes, pois geralmente a aposentadoria que a pessoa recebe mal dá para pagar medicamentos e produtos hospitalares, e a família tem amor e vontade de sobra para realizar os cuidados necessários.

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