Adaptando o acesso de uma casa

Quando o assunto é acessibilidade em residências, várias questões são levantadas e sempre surgem algumas dúvidas, principalmente quanto à legislação. Neste post, mostraremos as modificações feitas no acesso de uma casa, reformada para atender sua moradora cadeirante, que se tornou tetraplégica após um acidente de carro.

O maior problema da casa era realmente o acesso, pois o terreno é bem mais alto que calçada, havendo degraus tanto no portão social quanto na porta da sala.


rampaNa imagem acima, podemos observar uma rampa em construção a partir do portão social (lado esquerdo da foto), ou seja, não houve nenhuma modificação na calçada.

A diferença de nível entre o terreno e a calçada pode ser notada na lateral da rampa, por isso a presença dos degraus antes da reforma.


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Veículos adaptados: compra, isenções e manutenção

Há alguns anos, a aquisição de veículos por pessoas com deficiência tornou-se mais atrativa e acessível com a isenção de impostos como IPI, IOF, ICMS e IPVA. Para adquirir um carro com isenção de IPI e ICMS, o modelo escolhido deve custar no máximo R$ 70 mil, e o desconto com essas isenções pode chegar a 30%. Por outro lado, o desconto acaba se revertendo em custos com adaptação, onde o preço do conjunto de equipamentos pode variar entre R$ 5 mil e R$ 50 mil “aproximadamente”, podendo oscilar de acordo com as necessidades do beneficiário, tecnologia disponível nas lojas especializadas e se a pessoa com deficiência é ou não o condutor do veículo.



carro adaptado 2Foto: APAExone-se Rio



Já falamos aqui no blog todo o passo-a-passo na hora de comprar o veículo e solicitar a isenção junto aos órgãos competentes. Mas antes de iniciar o processo de adaptação, o proprietário necessita de uma autorização para “adaptação de acessibilidade” no órgão competente, que varia de município para município. O documento custa cerca de R$ 350 e autoriza a modificação do veículo.



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Suporte para controle remoto

Uma das maiores “tristezas” de quem tem comprometimento motor nas mãos é manusear os controles da TV, do DVD, do ar condicionado e de outros eletrodomésticos. Além dos botões geralmente serem muito pequenos, a base dos controles são abauladas, o que torna o controle instável numa superfície plana, por exemplo. Assim, é praticamente impossível acionar alguma função do controle remoto mesmo utilizando órteses.

Depois de muito quebrar a cabeça e de tentativas sem sucesso, minha Terapeuta Ocupacional, minha mãe e eu chegamos a uma solução para esse problema: uma caixinha de madeira.


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A caixa foi confeccionada de MDF e na medida dos controles. O comprimento foi baseado no controle maior, deixando um espaço de sobra na extremidade do transmissor do controle. A largura dos compartimentos foi dimensionada de acordo com a largura de cada controle.

Uma dica importante é sempre deixar uns 2 mm a mais na largura de cada compartimento. Isso permitirá revestir a caixa com tecido e, se necessário, calçar os controles com algum material para que fiquem firmes e estáveis.



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Quem casa quer casa! E acessível!!!

Ter um “canto” para chamar de “seu” é o sonho da maioria dos brasileiros, principalmente daqueles que pretendem se casar ou já se casaram.

Paula e Alexandre começaram a namorar em 2008 e estão casados desde 2011. Eles compraram um apartamento na planta e planejaram se mudar logo após o casamento, mas um “pequeno” atraso de três anos na entrega do imóvel os obrigou a adiar os planos e a gastar mais com aluguel.


foto 2

Além da preocupação com a papelada, móveis, eletrodomésticos e tudo mais que uma casa nova exige, o casal tinha uma outra preocupação: acessibilidade. Paula utiliza uma cadeira de rodas motorizada devido à Amiotrofia Espinhal Progressiva, e Alexandre possui baixa visão por consequência de uma Retinose Pigmentar.

O apartamento deles possui 56 m² distribuídos em 1 suíte, 1 quarto, banheiro social, sala para dois ambientes, cozinha, área de serviço e sacada. O grande desafio foi aproveitar os espaços ao máximo, já que os tamanhos dos ambientes não eram muito generosos.

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Adaptação para automaquiagem (II)

Neste post, vamos mostrar uma adaptação para aplicar “blush” no rosto, a qual foi confeccionada no setor de Terapia Ocupacional da Rede Lucy Montoro

Vale lembrar que este tipo de adaptação deve ser feito de acordo com as necessidades de cada pessoa.


foto A adaptação, feita de material termoplástico, possui três orifícios: dois para encaixar os dedos e um para fixar o pincel. O orifício destinado ao pincel possui uma pequena borboleta com parafuso, permitindo regular sua abertura de acordo com a espessura do cabo do pincel

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Adaptação para automaquiagem

Hoje vamos apresentar uma adaptação para auxiliar mulheres com comprometimento nas mãos a se maquiarem sozinhas. Como exemplo, veremos a autoaplicação de rímel pela Bianca, tetraplégica devido a um acidente automobilístico em 2012. Essa adaptação foi confeccionada na Rede Lucy Montoro, no setor de Terapia Ocupacional.

Vale lembrar que toda adaptação deve ser desenvolvida de acordo com o comprometimento motor e as necessidades de quem irá utilizá-la. O que veremos a seguir trata-se apenas de um exemplo.


foto A adaptação consiste numa base plana e dois locais (pequenos tubos) para fixar as maquiagens. Tanto o rímel quanto o batom líquido são previamente acoplados na adaptação, e ao redor de suas tampas existem velcros para facilitar sua abertura.


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