DISQUE DENÚNCIA 156

Quem sofre com a falta de acessibilidade certamente já teve vontade de “botar a boca no trombone” diante de certas situações: vaga reservada ocupada indevidamente, rebaixamento de guia quebrado ou a falta dele, estacionamento sobre a calçada, estabelecimento sem acesso adequado, calçada quebrada e por aí vai. No entanto, como nosso país é especialista em burocracia, nos sentimos desmotivados  a defender nossos direitos, pois nem sempre é fácil mobilizar órgãos como Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Prefeitura Municipal e outros, apesar de alguns deles já contar inclusive com aplicativos de celular para isso.

 

 



O que pouca gente sabe é que, na maior parte das situações, é a Prefeitura quem tem meios de resolver esses problemas mais rapidamente, sejam questões estruturais ou infrações de trânsito. Na maioria das prefeituras brasileiras, especialmente nas capitais, as denúncias podem ser feitas pelo telefone 156.

Em Campo Grande mesmo, o 156 está apto a receber qualquer denúncia de falta ou desrespeito à acessibilidade, seja identificando-se ou anonimamente. Mesmo quando anônima, a denúncia recebe um número de protocolo, que pode ser consultado a qualquer momento para verificar o andamento da denúncia.

Não permita que seu direito à acessibilidade continue sendo desrespeitado. Denuncie!

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Frederico Rios



Como conseguir um cão-guia

Simon é um Labrador que nos encantou nessa matéria sobre sua aposentadoria, ao cumprir a missão como cão-guia do radialista Alberto Pereira. No caso do Alberto, ele e sua família vão continuar com o Simon, mas caso não pudessem manter o animal, ele iria para um abrigo.




Primeiro eu estava um pouco frustrada por não conseguir falar com nenhuma das ONGs que localizei na internet que treinam e disponibilizam cães-guia para deficientes visuais no Brasil. Daí, falando com o Lucas Radaelli, que inclusive já escreveu aqui no blog sobre sua experiência com um cão-guia, é que consegui ter um panorama melhor de como conseguir um. Para começar, no Brasil isso não é nada fácil. Liguei e mandei e-mail para todas as ONGs que achei no Google e não tive sucesso. Com o Lucas não foi diferente. Ele buscou seu animal no exterior, na Organização Guiding Eyes. De acordo com a Federação Internacional de Cães-Guia, o lugar mais próximo para um sul-americano conseguir um cachorro seria indo aos EUA ou Canadá. Moleza!

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I Encontro de Acessibilidade na Prática – como foi!

Aconteceu nos dias 18, 19 e 20/03/2015, em João Pessoa (PB), o I Encontro de Acessibilidade na Prática, promovido pelo Laboratório de Pesquisas em Acessibilidade e Ergonomia (LacErgo) do Curso de Design de Interiores do IESP Faculdades.

Na primeira noite do evento, tive a satisfação de ministrar a palestra “Projetos acessíveis: burocracia, solidariedade ou oportunidade?”, onde abordamos dados do IBGE, postura dos profissionais da construção civil perante o mercado, viabilidade econômica de projetos acessíveis, casos práticos de perda de clientes com deficiência por estabelecimentos que não oferecem acessibilidade, entre outros assuntos.


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Também tive a honra de presidir – na segunda noite do evento – uma mesa redonda que abordou as principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no seu cotidiano. Participaram comigo do debate Fábia Halana Pita (com quadro de paralisia cerebral), Joana Belarmino de Sousa (deficiente visual) e Ana Luísa Guedes (gestante).


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I Encontro de Acessibilidade na Prática

Olá, pessoal!

Nos dias 18, 19 e 20/03/2015, terei o prazer de participar do “I Encontro de Acessibilidade na Prática”, em Cabedelo (PB), pertinho da capital João Pessoa. Apesar do nome, o encontro não é um evento do blog 🙂


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O evento está sendo organizado pelo Laboratório de Pesquisas em Acessibilidade e Ergonomia (LacErgo) do Curso de Design de Interiores do IESP Faculdades. O encontro debaterá temas relacionados às pessoas com deficiência, suas limitações e formas de incluí-las na sociedade, além de colocar alguns desses assuntos em prática!

Para conferir a programação e/ou efetuar sua inscrição, clique aqui!


Frederico Rios


“Fred”, o filme

No início de 2014, fui procurado pelos alunos do 7º ano da Escola Paulo Freire para bater um papo sobre o blog e minha história. O objetivo da turma era avaliar a possibilidade de fazer um filme para o “Luz, Câmera, Educação!“, um projeto educacional que imprime um trabalho multidisciplinar desenvolvido anualmente e que envolve alunos e educadores do Ensino Fundamental II na concepção e criação de pequenos “curtas”. O trabalho tem por objetivo incentivar os alunos a se expressar por meio da linguagem audiovisual/multimídia para desenvolver seus projetos de filmes nos diferentes temas escolhidos por eles mesmos. Também faz parte do projeto desenvolver nos alunos o sentido do trabalho em equipe, a expressão de ideias e sentimentos em grupo, leitura, análise crítica e reflexão sobre as informações audiovisuais, o hábito de reconhecer e participar de manifestações diversas de arte e cultura, a capacidade de inserção transformadora na sociedade, o fortalecimento da autoestima, além de trabalhar com os mais variados materiais e recursos tecnológicos disponíveis, como ferramentas computacionais de criação e edição, câmera digital, filmadora, desenhos, entre outros.


Depois da nossa primeira conversa, os alunos se reuniram para discutir sobre os possíveis temas e trocaram algumas mensagens comigo pela internet. Decidiram, então, que minha história seria mesmo o tema do filme deles, o que já me deixou muito feliz!

A galera trabalhou duro durante todo o ano para concluir o filme a tempo: reuniões, discussões, pesquisas e filmagens. A princípio, os alunos estavam preocupados em contar os fatos exatamente como aconteceram, mas eu os deixei à vontade para abusar da criatividade e adaptar como quisessem. Portanto, o filme não conta “exatamente” como tudo ocorreu, mas resumiu direitinho a história!

A última etapa do projeto foi a “Noite do Oscar”! Como de costume, foram revelados nesse evento os vencedores das diferentes categorias de premiação. O filme “Fred” recebeu os prêmios de Melhor Direção, Melhor Locação, Melhor Participação Especial (no caso, eu 🙂 ) e o prêmio máximo, o de Melhor Filme!!!



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Foi uma emoção indescritível acompanhar o trabalho desses alunos e ver a felicidade deles com as premiações. Mais emocionante ainda foi ver o trabalho do blog despertando a conscientização e o interesse desses “jovenzinhos” sobre acessibilidade e inclusão. 

Galerinha, vocês são demais e estão de parabéns!!! Trabalharam com mais responsabilidade e maturidade do que muita “gente grande”! Vocês me provaram de uma vez por todas que eu não posso desistir de lutar pela acessibilidade, por mais que me bata o desânimo de vez em quando.

Parabéns também aos pais, aos professores e a todos os envolvidos nesse projeto! Definitivamente, educação é tudo!

Confiram abaixo o filme “Fred”! Infelizmente o vídeo não possui recursos de acessibilidade (audiodescrição, legendas e Libras), mas vale a pena conferir a atuação desses grandes astros 😉






Frederico Rios



Trabalho acadêmico “Projeto de Acessibilidade na Fundação Educacional de Fernandópolis”

O tema deste trabalho acadêmico, realizado no curso de Psicologia, nasceu da reflexão sobre a necessidade de proporcionar acessibilidade às pessoas com deficiência que frequentam a Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF) – SP.



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A partir de experiências vividas pelas alunas responsáveis pelo projeto – Andréa Cristina Ruiz, Jéssica Nascimento, Juliana Vieira Grozza e Nairaisa Souza – ao circularem pela faculdade, constatou-se a precariedade nas condições de acessibilidade.

O “Projeto de Acessibilidade na Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF)” visa dar condições garantidas por lei para estudantes, docentes e visitantes com algum tipo de deficiência. As adaptações irão permitir acesso livre a todos que transitam e se utilizam de alguma forma das dependências da faculdade, como por exemplo a população que faz algum tipo de tratamento na Clínica Escola.

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