Publicado em: 17.março.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Autor do blog visita MPF e mostra projeto ao procurador regional dos Direitos do Cidadão
 
 
 
 
 
“O blog da acessibilidade é um portal para o universo da pessoa com deficiência, com críticas equilibradas e sem deixar de elogiar o que está correto”, afirmou o procurador regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), Felipe Fritz Braga, depois de conhecer todo o projeto, apresentado pelo autor da ideia, Frederico Rios.
 
O Blog Acessibilidade na Prática apresenta avaliações da acessibilidade de lanchonetes, restaurantes, bancos, cinemas e eventos culturais em Campo Grande a pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Há fotos de locais públicos e calçadas da cidade, que não estão adequadas ao que determina a lei.  Também são divulgadas críticas baseadas nas normas da legislação sobre rampas, banheiros e elevadores. Desde sua criação, em dezembro de 2010, o blog teve 18 mil acessos. Frederico e oito amigos são os responsáveis pelos textos e fotos. Os locais visitados são decididos por enquete no blog.
 
A ideia para o blog surgiu no segundo semestre do ano passado. O médico veterinário Frederico, tetraplégico desde um acidente em 2008, afirma que o objetivo é conscientizar e fomentar acessibilidade. “A prova de que o blog está surtindo efeito é que as pessoas interagem, enviando fotos não só de Mato Grosso do Sul mas de outros estados. O apoio do Ministério Público Federal é um reconhecimento à seriedade do nosso projeto”.
 
Um dos colaboradores do blog, Ronny Stward, diz que “não tinha noção das dificuldades que um cadeirante enfrenta. Estar próximo de alguém com essa limitação é diferente. Até meu casamento foi pensado para disponibilizar acessibilidade total. O blog dá esta visão a quem não tem essa vivência”.
 
Para o PRDC Felipe Fritz Braga, que exerce no Ministério Público Federal a defesa dos direitos dos deficientes, a iniciativa é louvável. “É a própria sociedade civil exercendo a cidadania e defendendo direitos fundamentais. É importante que isso repercuta motivando ações semelhantes”.
 
A acessibilidade faz parte dos direitos fundamentais da pessoa humana, previstos na Constituição Federal. Ela foi definida pela Lei º 7853/89 e regulamentada pelo Decreto nº 3298/99. As normas técnicas que definem os padrões de acessibilidade de calçadas, caixas eletrônicos e demais instalações e equipamentos urbanos é a NBR 9050/2004, definida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
 
 
Assessoria de Comunicação Social
Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul
(67) 3312-7265 / 9297-1903
(67) 3312-7283 / 9142-3976
Leia Mais

Publicado em: 14.março.2011

Por: Acessibilidade na Prática

De vez em quando, alguém me pergunta o que é um surdo oralizado.
 
Afinal, todo mundo já ouviu falar de surdos que se comunicam por sinais (e até acham que isso é comum de todo deficiente auditivo) e de gente que ouve usando aqueles aparelhos pendurados na orelha.
 
Por conta dessa falta de divulgação sobre o nosso grupo, dos surdos oralizados, decidi que precisava fazer um blog contando a minha experiência, o “Desculpe, Não Ouvi!. Minha preocupação principal era esclarecer sobre a diversidade que existe entre as pessoas que têm essa deficiência.  
 
Atualmente, com a divulgação da Libras, muita gente fica deslumbrada com a Língua de Sinais e acha que este idioma é comum a todo deficiente auditivo. A Libras é um idioma belíssimo e reconhecido oficialmente como segundo idioma oficial do Brasil, mas ela não contempla as necessidades de todo deficiente auditivo.
 
Essa idéia de que deficiente auditivo é sempre sinônimo de Libras ocorre muito porque, quando se aborda o tema da deficiência auditiva, rapidamente se vem à mente o estereótipo (e o termo errado) do surdo-mudo. Alguém que não fala, porque não ouve. E se não ouve, não poderia falar e, por isso a solução para se comunicar é a Libras.
 
Existem vários tipos pessoas que convivem com a limitação auditiva. Há quem consiga driblar a deficiência com aparelhos auditivos comuns. A pessoa vai lá, coloca um aparelhinho na orelha, passa a ouvir com essa ajuda e resolve tudo. Essas pessoas são chamadas de deficientes auditivos e, normalmente, possuem perda em grau leve ou moderado.
 
Mas existe também quem tenha deficiência auditiva severa e/ou profunda e não faça uso da Língua de Sinais. Pessoas com deficiência auditiva que, apesar de não ouvirem nem mesmo com aparelhos, falam normalmente (ainda que com sotaque típico) e se comunicam valendo-se da leitura labial. São pessoas que perderam a audição depois da aquisição da fala através da audição (também chamados de surdos pós-linguais) ou cujos pais acreditaram na oralização através da fonoterapia. O que os diferencia dos deficientes auditivos de graus mais leves é justamente o fato de serem incapazes de discriminar a fala auditivamente, mesmo utilizando próteses auditivas. O termo usado para referir-se a essas pessoas, é surdo oralizado.
 

(mais…)

Leia Mais

Publicado em: 07.março.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Olá, Seguidores!
 
Organizamos uma postagem diferente para esta semana. Ao invés de visitarmos um local específico, fotografamos algumas calçadas de Campo Grande, a maioria na região central. Confiram!
 
 
Rua 13 de Maio, entre a Rua Eduardo Santos Pereira e Av. Mato Grosso
 
– Piso antiderrapante, porém com superfície irregular e sem continuidade, gerando trepidação na cadeira de rodas ou em um carrinho de bebê; /
 
– Presença de obstáculos que oferecem risco à segurança do pedestre sem sinalização tátil de alerta (telefone público, degraus, garagem);
 
– Segundo o Guia Prático de Construção de Calçadas de Campo Grande- MS, um dos principais problemas que atrapalham a circulação de pedestres nas calçadas são os vendedores ambulantes. Mais no fundo da foto, é possível ver o estreitamento da calçada pela presença de “barracas”;
 
– Presença de rebaixamento de guia, porém há desnível entre o término do rebaixamento e o leito carroçável; /
 
– Ausência de piso tátil direcional ou linha guia (qualquer elemento natural ou edificado que possa ser utilizado como guia de balizamento para pessoas com deficiência visual que utilizem bengala de rastreamento).

 

(mais…)

Leia Mais

Publicado em: 06.março.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Muito se fala sobre vagas exclusivas de estacionamento para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, mas poucos usuários realmente sabem como elas funcionam.

As dimensões e sinalização das vagas são regulamentadas pela NBR 9050/2015, as quais atendem às necessidades de cadeirantes, idosos e outras pessoas com dificuldade de locomoção.


Leia também: Vagas reservadas de estacionamento que não atendem a quem precisa


Abaixo, o Símbolo Internacional de Acesso, utilizado para indicar a acessibilidade das edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos.




Para uma pessoa utilizar as vagas reservadas não basta identificar seu veículo com um dos símbolos acima. É necessário obter uma autorização do Órgão de Transporte e Trânsito da cidade onde mora, sendo diferentes os critérios adotados para pessoas com deficiência e para idosos. 

Se você reside em Campo Grande – MS, basta acessar www.cartao.neoidea.com.br ou clicar aqui para solicitar o seu. Caso você more em outro local, procure a Agência Municipal de Trânsito de sua cidade.


(mais…)

Leia Mais

Publicado em: 28.fevereiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

A maior dificuldade que os surdos encontram é a comunicacional. Os surdos do nosso país têm sua língua materna, a LIBRAS, mas poucas pessoas sabem esta língua! Para entender melhor a dificuldade que os surdos enfrentam, imagine-se visitando um país onde você não conhece a língua e não consegue se comunicar. É assim que os surdos se sentem, mas com uma diferença: eles estão no seu próprio país!
 
Dentre os surdos, existem aqueles que se comunicam através da língua de sinais e aqueles que são oralizados, ou seja, se comunicam através da fala oral e da leitura labial/facial. E existem ainda aqueles que são bimodais, que se comunicam das duas formas, dominando o Português e a Libras.
 
 
 
 
Hoje vamos dedicar este post a você que se interessa por saber um pouco mais sobre a Língua Brasileira de Sinais!

 

 

 

 

 

Quando o assunto é LIBRAS, muitas pessoas me perguntam: A Libras é uma Linguagem Universal?

 

(mais…)

Leia Mais

Publicado em: 21.fevereiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Olá Seguidores!
 
Vocês pediram, por meio da nossa última enquete, para verificarmos a acessibilidade da Prefeitura Municipal. E lá fomos nós!

 

A Prefeitura Municipal de Campo Grande possui Serviços e Secretarias em vários pontos da Capital. Nesta postagem, visitamos o Paço Municipal, localizado na Avenida Afonso Pena 3297, onde funciona o Gabinete do Prefeito e algumas Secretarias e Serviços. Confiram!

 

 

Bloco principal

 

Vagas reservadas

 
– Presença de vaga reservada para deficiente físico, mas não está localizada em rota acessível (para alcançarmos a entrada principal, é necessário fazer um trajeto pelo estacionamento, entre a circulação de veículos, até atingirmos a calçada, não havendo sinalização tátil direcional neste percurso); ✔/✘ 
 
– A vaga reservada não está vinculada à rota acessível que a interliga ao pólo de atração (entrada principal); não possui localização de forma a evitar a circulação entre veículos; possui uma placa de “pare”, que necessita ser removida antes de estacionar o veículo; ✘
 
– Existe sinalização vertical, porém não está de acordo com a NBR9050; ✔/✘
 
– Ausência de sinalização horizontal (pintura no chão); ✘
 
– Não existe espaço adicional de circulação com no mínimo 1,20 m de largura (para descermos do carro é necessário estacioná-lo na área de circulação de outros veículos, atrapalhando o fluxo); ✘
 
– Superfície do piso irregular e desnivelado, dificultando entrar e sair do veículo. ✘
 
 
Leia Mais

Publicado em: 16.fevereiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Em 2003, aos 17 anos, sofri um acidente de carro e fraturei as vértebras C6 e C7, lesionando minha medula espinhal. Fui diagnosticada como tetraplégica, mas com muita fé e fisioterapia, recuperei totalmente os movimentos dos braços e até um pouco do movimento dos pés. Mas ainda é necessária muita dedicação para chegar onde quero.
 
Mesmo fazendo uma fisioterapia convencional, complementei meu tratamento com outras coisas para que a minha recuperação acontecesse, como, por exemplo, equoterapia, natação, hidroterapia, RPG, reflexologia podal e outras. Paralelamente, busquei não somente fortalecer meu corpo, mas também minha mente. Li muitos livros e tive muitos momentos de autoconhecimento, onde fiz uma faxina emocional, mental e espiritual. Tenho certeza que as melhoras físicas só começaram a acontecer quando, finalmente, aceitei minha deficiência, me conheci e entendi que a mente é muito poderosa.
 
Após certo tempo, comecei a mexer os meus braços e, depois de 1 ano, entrei na faculdade de Jornalismo, me formando em 2008. A faculdade tomava grande parte do meu tempo, o que me deixava angustiada por não conseguir me dedicar 100% à minha recuperação. Ao me formar, vi que era a hora para isso. Foi aí que, sem intenções de achar nenhum tratamento específico, encontrei o site do Project Walk, o qual se tornou minha prioridade, um sonho mesmo.
 
Por ser algo caro, consegui, por meio de uma campanha, ficar 8 meses na Califórnia fazendo esse tratamento. Lá, obtive muitos ganhos e melhorei muito minha autoconfiança e independência. Consegui movimentos muito significativos de perna e tronco, fortalecendo o que já tinha ganhado. Estes 8 meses foram mágicos em vários sentidos, não somente por ter ido atrás de um sonho, que era minha recuperação, mas por ter convivido todos os dias com minha mãe de uma forma mais intensa, o que nos uniu ainda mais. Nesse período, conheci meu atual noivo, uma pessoa muito parecida comigo e que também sonha meus sonhos.
 
 
 

(mais…)

Leia Mais