Publicado em: 21.fevereiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Olá Seguidores!
 
Vocês pediram, por meio da nossa última enquete, para verificarmos a acessibilidade da Prefeitura Municipal. E lá fomos nós!

 

A Prefeitura Municipal de Campo Grande possui Serviços e Secretarias em vários pontos da Capital. Nesta postagem, visitamos o Paço Municipal, localizado na Avenida Afonso Pena 3297, onde funciona o Gabinete do Prefeito e algumas Secretarias e Serviços. Confiram!

 

 

Bloco principal

 

Vagas reservadas

 
– Presença de vaga reservada para deficiente físico, mas não está localizada em rota acessível (para alcançarmos a entrada principal, é necessário fazer um trajeto pelo estacionamento, entre a circulação de veículos, até atingirmos a calçada, não havendo sinalização tátil direcional neste percurso); ✔/✘ 
 
– A vaga reservada não está vinculada à rota acessível que a interliga ao pólo de atração (entrada principal); não possui localização de forma a evitar a circulação entre veículos; possui uma placa de “pare”, que necessita ser removida antes de estacionar o veículo; ✘
 
– Existe sinalização vertical, porém não está de acordo com a NBR9050; ✔/✘
 
– Ausência de sinalização horizontal (pintura no chão); ✘
 
– Não existe espaço adicional de circulação com no mínimo 1,20 m de largura (para descermos do carro é necessário estacioná-lo na área de circulação de outros veículos, atrapalhando o fluxo); ✘
 
– Superfície do piso irregular e desnivelado, dificultando entrar e sair do veículo. ✘
 
 
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Publicado em: 16.fevereiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Em 2003, aos 17 anos, sofri um acidente de carro e fraturei as vértebras C6 e C7, lesionando minha medula espinhal. Fui diagnosticada como tetraplégica, mas com muita fé e fisioterapia, recuperei totalmente os movimentos dos braços e até um pouco do movimento dos pés. Mas ainda é necessária muita dedicação para chegar onde quero.
 
Mesmo fazendo uma fisioterapia convencional, complementei meu tratamento com outras coisas para que a minha recuperação acontecesse, como, por exemplo, equoterapia, natação, hidroterapia, RPG, reflexologia podal e outras. Paralelamente, busquei não somente fortalecer meu corpo, mas também minha mente. Li muitos livros e tive muitos momentos de autoconhecimento, onde fiz uma faxina emocional, mental e espiritual. Tenho certeza que as melhoras físicas só começaram a acontecer quando, finalmente, aceitei minha deficiência, me conheci e entendi que a mente é muito poderosa.
 
Após certo tempo, comecei a mexer os meus braços e, depois de 1 ano, entrei na faculdade de Jornalismo, me formando em 2008. A faculdade tomava grande parte do meu tempo, o que me deixava angustiada por não conseguir me dedicar 100% à minha recuperação. Ao me formar, vi que era a hora para isso. Foi aí que, sem intenções de achar nenhum tratamento específico, encontrei o site do Project Walk, o qual se tornou minha prioridade, um sonho mesmo.
 
Por ser algo caro, consegui, por meio de uma campanha, ficar 8 meses na Califórnia fazendo esse tratamento. Lá, obtive muitos ganhos e melhorei muito minha autoconfiança e independência. Consegui movimentos muito significativos de perna e tronco, fortalecendo o que já tinha ganhado. Estes 8 meses foram mágicos em vários sentidos, não somente por ter ido atrás de um sonho, que era minha recuperação, mas por ter convivido todos os dias com minha mãe de uma forma mais intensa, o que nos uniu ainda mais. Nesse período, conheci meu atual noivo, uma pessoa muito parecida comigo e que também sonha meus sonhos.
 
 
 

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Publicado em: 14.fevereiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Muito se comenta, mas pouco se sabe efetivamente sobre os descontos que os portadores de necessidades especiais podem obter na aquisição de veículos. Talvez esta falta de informação se deva à dificuldade em se obter estes descontos, pois a burocracia e a demora na tramitação do processo fazem com que concessionários e consumidores acabem por perder o interesse pelo benefício.

 
carroFoto: Blog do Cadeirante

Na verdade, os descontos são concedidos pelo Governo Federal e pelos Estados na forma de isenção de impostos incidentes sobre a fabricação e venda de veículos novos, sendo que apenas os entes competentes para cobrá-los (governo Federal para o IPI, e Estadual para o ICMS) é que podem oferecer isenções. Para isenção do IPI, existe um padrão nacional de isenção e procedimentos a serem seguidos para se obter o desconto, mas quanto ao ICMS, as regras são ditadas por cada Estado.


 

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Publicado em: 01.fevereiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Quando o assunto é “acessibilidade”, comumente associamos a “deficiência”. Porém, o termo refere-se à condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, serviços de transporte e dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por qualquer pessoa, “inclusive” pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Neste âmbito, surgem também os conceitos de “ajuda técnica e tecnologia assistiva”, que em geral compreendem todos os recursos e serviços que visam proporcionar maior qualidade de vida aos indivíduos com perdas funcionais advindas de deficiência ou como resultado do processo de envelhecimento. São vistas como resolução de problemas funcionais para o desenvolvimento de potencialidades, habilidades e desejos.

Sendo a Terapia Ocupacional uma profissão da saúde que auxilia o indivíduo a recuperar, desenvolver e construir habilidades que são essenciais para sua independência funcional, saúde, segurança e integração social, visualizamos uma estreita relação da atuação deste profissional com o tema em destaque. Cabe ressaltar que o uso de atividades no tratamento, as adaptações do meio (utensílios, mobiliários), as prescrições, confecção e o treinamento para o uso de órteses são ferramentas legítimas e diferenciais dos terapeutas ocupacionais.

O trabalho do profissional nesta área envolve a avaliação das necessidades dos usuários, suas habilidades físicas, cognitivas e sensoriais. O Terapeuta Ocupacional avalia a receptividade do indivíduo quanto à modificação ou uso da adaptação, sua condição sociocultural e as características físicas do ambiente em que será utilizada, além de promover treino para o uso apropriado do recurso e orientar todas as pessoas envolvidas no uso da tecnologia assistiva que fora selecionada individualmente.

Segue abaixo alguns exemplos de recursos incluídos na Tecnologia Assistiva, os quais são utilizados na prática da Terapia Ocupacional.

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Publicado em: 24.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Acessibilidade na Prática: Sókrates, por favor, se apresente aos seguidores do Blog Acessibilidade na Prática.

Resposta: Meu nome é Sókrates Campos Quevedo dos Santos, tenho 35 anos, sou bacharel em contabilidade com especialização em perícia contábil. Já trabalhei 9 anos como oficial temporário no exército e recentemente estou aposentado pelo INSS pois estou sem condições físicas de exercer a minha profissão. Sou flamenguista roxo e adoro esportes.  Faço fisioterapia neuroevolutiva para manter meus músculos e postura e terapia ocupacional para melhorar a função das minhas mãos, já que adoro internet.

 
 
 
Acessibilidade na Prática: Faça um breve relato sobre sua patologia.

Resposta: Tenho a Doença de Machado-Joseph ou degeneração espinocerebelar tipo 3 (SCA3) que é uma doença autossômica dominante de início tardio, pois geralmente acomete adultos jovens a partir dos 25 anos. Esta patologia tem como sintomas iniciais a perda de equilíbrio, marcha cambaleante, espasticidade e hipotonia. Aos poucos pode levar a perda de massa muscular, redução da coordenação motora, inclusive das mãos, visão dupla e dificuldade de caminhar que começaram quando eu tinha 27 anos. Atualmente preciso da cadeira de rodas para me locomover em qualquer percurso, mesmo que pequeno. Não tenho cadeira de rodas motorizada e por isso preciso de alguém para me locomover.
 

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Publicado em: 18.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

O Cinemark, localizado no Shopping Campo Grande, é considerado o melhor cinema da cidade. O local possui várias salas de exibição, equipadas para garantir aos seus freqüentadores o maior conforto e a melhor qualidade de som e imagem, contando, inclusive, com salas para filmes em 3D.
 
Entretanto, há muito tempo a empresa vem enfrentando reclamações por parte dos clientes portadores de deficiência física e/ou mobilidade reduzida, inclusive judicialmente, devido o local não possuir acessibilidade adequada. Então, fomos conferir de perto como estão as condições de acesso atualmente.
 
Este passeio teve a ilustre participação da minha amiga Graciela, a grande idealizadora deste Blog! Na foto abaixo (da esquerda para a diretia) estamos Maria Alice, eu, Gra e seu esposo Cláudio.
 
 
 
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Publicado em: 11.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Acessibilidade na Prática: Segundo  a NBR 9050, segunda edição válida a partir de 30/06/2004, a “acessibilidade” é definida como a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos, e ser “acessível”, segundo a norma, é o espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento que possa ser alcançado, acionado, utilizado e vivenciado por qualquer pessoa, inclusive aquelas com mobilidade reduzida. O termo acessível implica tanto acessibilidade física como de comunicação. A partir destes conceitos teóricos, explique de maneira prática o que é acessibilidade para você.

Resposta: Acessibilidade é aquilo que só entendemos depois que passamos a necessitar pessoalmente, através de um familiar ou ente querido. Quando eu “andava”, lia ou ouvia dizer sobre este termo "acessibilidade". Hoje, luto para que as pessoas o conheçam enquanto novas, porque não desejo que ninguém passe pelo que passei, mas desejo que todos vivam muito e vivendo muito irão envelhecer, envelhecendo vão precisar da acessibilidade.
 

Acessibilidade na Prática: Existiu algum evento no qual a tentativa de tornar um ambiente acessível acabou gerando um maior desgaste físico na sua rotina?

Resposta: Sim! Frequento um prédio que tem uma escada no hall de entrada. Para meu conforto, mandaram construir uma rampa e adivinhem! Construíram um par de trilhos! Além de super perigoso, só passava as rodas de trás da cadeira e custaram incríveis R$ 1.200,00. Vejam nas fotos abaixo:

 

 
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