Publicado em: 11.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Acessibilidade na Prática: Segundo  a NBR 9050, segunda edição válida a partir de 30/06/2004, a “acessibilidade” é definida como a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos, e ser “acessível”, segundo a norma, é o espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento que possa ser alcançado, acionado, utilizado e vivenciado por qualquer pessoa, inclusive aquelas com mobilidade reduzida. O termo acessível implica tanto acessibilidade física como de comunicação. A partir destes conceitos teóricos, explique de maneira prática o que é acessibilidade para você.

Resposta: Acessibilidade é aquilo que só entendemos depois que passamos a necessitar pessoalmente, através de um familiar ou ente querido. Quando eu “andava”, lia ou ouvia dizer sobre este termo "acessibilidade". Hoje, luto para que as pessoas o conheçam enquanto novas, porque não desejo que ninguém passe pelo que passei, mas desejo que todos vivam muito e vivendo muito irão envelhecer, envelhecendo vão precisar da acessibilidade.
 

Acessibilidade na Prática: Existiu algum evento no qual a tentativa de tornar um ambiente acessível acabou gerando um maior desgaste físico na sua rotina?

Resposta: Sim! Frequento um prédio que tem uma escada no hall de entrada. Para meu conforto, mandaram construir uma rampa e adivinhem! Construíram um par de trilhos! Além de super perigoso, só passava as rodas de trás da cadeira e custaram incríveis R$ 1.200,00. Vejam nas fotos abaixo:

 

 
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Publicado em: 05.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática


Percebemos que ultimamente a sociedade tem mudado o comportamento em relação ao portador de necessidades especiais. Mas mesmo assim, ainda é pouco. Mesmo existindo ainda muitas barreiras para que as construções, espaços e ambientes sejam completamente acessíveis, sendo esses públicos ou não, cada um de nós podemos fazer nossa parte, mesmo que indiretamente. Que tal se começarmos mudando nossas atitudes, nossa mentalidade? Enxergando que a pessoa com deficiência física tem que ser vista sob a ótica da capacidade e não sob a ótica da deficiência? A partir daí passa-se a ter a consciência de que essa parte da sociedade constitui não mais uma minoria, mais sim uma parte considerável: 10% da população. 

O maior problema dessas pessoas é ter condições de acesso aos espaços. E quando digo a palavra “acessibilidade”, não estou me referindo apenas ao cadeirante ou idoso, mas também às pessoas que podem estar deficientes momentaneamente, como alguém que precisa usar muletas por algum tipo de lesão ou quem quebrou o braço ou a perna.

Quem nunca esteve com as mãos ocupadas e precisou abrir uma porta e pensou: “bem que essa maçaneta podia ser alavanca”; nos dias de chuva, procuramos por pisos menos escorregadios; mãe com carrinho de bebê, tendo que subir em uma calçada, ou até mesmo entrando em algum lugar que não possui uma simples rampa e sim inúmeros degraus; e qual mulher que nunca foi em um banheiro público e sentiu super falta do gancho de pendurar bolsas nos sanitários? Enfim, esses são alguns exemplos.

Ao projetar esses espaços, nós profissionais da área de Arquitetura devemos pensar nas condições de acessibilidade para esses usuários, sendo mais específicos nos problemas de acessibilidade e da utilização de equipamentos no caso dos usuários de cadeiras de rodas. Ao executar ou adaptar um projeto, devem ser levadas em conta as condições antropométricas específicas destes usuários, já que a cadeira de rodas impõe limites à ação e alcance manual e visual de seus usuários. Aí vão algumas imagens de dimensões ergonométricas para prática projetual:

 
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Publicado em: 31.dezembro.2010

Por: Acessibilidade na Prática

A "Cidade do Natal" é um local construído pelo Governo do Estado de MS e pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, em parceria com a iniciativa privada. O evento tem duração de 5 semanas e fica localizado nos altos da Avenida Afonso Pena, proporcionando gratuitamente aos visitantes muito lazer e uma programação cultural diversificada, principalmente às crianças.
 
Estivemos passeando por lá e, obviamente, de olho na acessibilidade!

 
 
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Publicado em: 18.dezembro.2010

Por: Acessibilidade na Prática

Olá pessoal!

Acabou que nossa primeira visita aconteceu ainda em 2010! Fui a uma colação de grau de um grande amigo no Espaço Rubens Gil de Camillo, localizado no Parque dos Poderes, aqui em Campo Grande. É um auditório que tradicionalmente recebe esse tipo de evento, além de atrações musicais, peças de teatro e congressos. Quem se apresenta no local elogia a estrutura, a qual realmente supera a de muitos outros teatros, mas dessa vez vamos observá-lo com os olhos da acessibilidade.
 
 
– Vaga para deficiente físico: com bom acesso ao local, mas não evita a circulação entre veículos (e se o deficiente físico fosse o motorista?); ✔/

– Rebaixamento da guia existente, com rachaduras em sua base e sem sinalização de alerta; ✔/

– Presença de sinalização vertical da vaga reservada;

– Trajeto entre a vaga e a entrada principal nivelada e regular.
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 



– Existência de degrau na entrada principal, sem sinalização de alerta visual e tátil, podendo provocar quedas;

– O capacho, logo em seguida, deveria ser nivelado.
 


– Carpete em boas condições, sem enrugamento;

– Falta de área de livre acesso a deficientes físicos (não há rampas);

– Nenhum espaço reservado na primeira, intermediária e última fileira (o único local acessível é o corredor que separa a área superior da inferior);

– Degraus não sinalizados.

– Falta de assentos para acompanhantes (observem que não pertenço a nenhuma fileira).


 

– Se eu estivesse numa das fileiras, a disposição do piso estaria correta (horizontal).


 
– Rampa de acesso na entrada/saída do auditório;

– Ausência de sinalização de desnivelamento;

– Ausência de corrimão lateral na rampa.



 


– Banheiro: porta de entrada do tipo vai e vem sem puxador horizontal, maçaneta e revestimento resistente a impactos;

– Sanitário exclusivo para cadeirantes;

– Porta de entrada do sanitário exclusivo do tipo sanfonada;

– Vão da porta sanfonada menor que a largura da cadeira de rodas, impedindo que o cadeirante utilize este espaço;

– Dentro do boxe deveria ter um lavatório de mãos exclusivo;
  

 

 – O suporte do papel higiênico não embutido deveria estar alinhado com a borda frontal do vaso sanitário;
 
– Falta da área de aproximação frontal do lavatório (observem que minhas pernas impedem que eu lave minhas mãos e alcance a saboneteira);
 
– O espelho permite boa visualização para o cadeirante;
 
– Apesar de existir um sanitário exclusivo, o mesmo parece ser utilizado como depósito de material de limpeza. Se a porta permitisse a entrada do cadeirante, seria impossível a sua utilização.


 

 
















 













 



– Presença de rampa para mudança de ambiente (não utilizado no dia);
 
– Inclinação e raio da rampa adequados;
 
– Ausência de corrimão lateral e alerta visual de desnível;
 
– Presença de faixas antiderrapantes.
 









 




Apesar do Espaço Rubens Gil de Camillo ser um orgulho para nossa cidade e nosso estado, ainda necessita de algumas alterações físicas para receber adequadamente nós deficientes físicos. Não queremos citar todos os detalhes e especificações sobre as normas de acessibilidade (NBR 9050) em relação às observações realizadas sobre o local, tampouco fazer críticas ofensivas aos seus administradores, mas sim despertar a sensibilidade de toda a sociedade para as questões mais funcionais e práticas da mobilidade dos deficientes físicos, não apenas dos cadeirantes, mas também dos cegos, surdos e idosos.

Um abraço e até a próxima!!!


Frederico Rios – cadeirante

Colaboração: Maria Alice Furrer Matos – Fisioterapeuta

Participaram: Alberto Ribeiro, Diego Rios e Ronny Stward

Data das fotos: 16/12/2010
 
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Publicado em: 13.dezembro.2010

Por: Acessibilidade na Prática

Histórico do paciente: No dia 04/04/2008, um jovem nascido em 04/04/1989 sofreu um acidente de moto e chocou a cabeça contra o meio fio, permanecendo em coma por 16 dias. Ele trabalhava no quartel e sua mãe era tesoureira de uma empresa. Atualmente, ele tem um quadro de tetraplegia com predomínio em hemicorpo esquerdo. Ainda não conseguiu a aposentadoria do INSS, tampouco receber o DPVAT. Sua mãe não está trabalhando (largou o emprego há 2 anos), pois agora dedica-se integralmente ao filho.

Antes de iniciar o relato desta mãe, vou escrever fielmente o que ela disse com os olhos cheios de lágrimas: “As pessoas acham que eu uso meu filho para ter preferência em fila, mas muito pelo contrário. Preferiria pegar uma enorme fila ao invés do meu filho ter se tornado um cadeirante. Eu realmente o levo para todos os lugares, pois não tenho coragem de deixá-lo sozinho nem por meia hora. Somos só nos dois”.

Iniciando a história, ela relatou que no dia 24 de novembro de 2010, às 11:30 h, foi pagar uma conta na lotérica da rua Coronel Antonino, ao lado da Conta Fácil, e se dirigiu para  o caixa preferencial, onde sem ao menos dar um bom dia, a atendente falou que só receberia a conta se o filho dela a entregasse com suas próprias mãos. Tal fato é muito difícil, pois este jovem tem uma forte espasticidade em membro superior, não possuindo, desta forma, movimento voluntário deste segmento. Surpresa com o tratamento da atendente, a mãe pergunta: “O que você disse?” E a “educada” atendente respondeu: “Ele tem que dar a conta na minha mão”.

Para não chorar na frente do filho, a mãe começou a conversar com ele para mudar o foco da sua atenção. Ela conta que ficou muito abalada com a situação, pela falta de consideração e desprezo com que foram tratados. Enquanto descrevia estes acontecimentos, seus olhos estavam marejados. Quando perguntei sobre a reação de seu filho, ela disse que ele é muito alto astral e sempre leva tudo na brincadeira, porém ela considera isso um escudo, pois ele ainda não lida bem com a dependência, pois sempre reclama: “Eu tento fazer as coisas, mas não consigo”.

Depois deste fato, a mãe diz que ficou com medo das situações e receio das pessoas, pois nem no Fórum nem no Posto de Saúde (Nova Bahia) existe preferência no atendimento para cadeirantes. E neste Posto de Saúde, no qual ele necessita ir todo o mês para solicitar guia médica para que seu filho possa realizar fisioterapia e terapia ocupacional, sempre os dois ficam esperando. Somente numa única ocasião uma médica se desculpou, explicando que ele não tinha sido atendido antes porque não paravam de chegar emergências no posto.

Além de todo este despreparo, há o problema das rampas e buracos na calçada, o que vocês devem ao menos imaginar que dificulta muito uma mãe que empurra um filho cadeirante de quase 90 Kg.

Essa mãe fala que acorda todo dia e batalha porque ele é seu filho, mas como ela mesma afirma: “É uma luta”! Mas a cada dia que passa ele se supera, o que serve de incentivo para ela.

Mesmo para quem não é cadeirante, ser recebido com tanto desdém em qualquer estabelecimento já é estressante e humilhante, imagina para quem já “mata um leão por dia”? Antes de qualquer grosseria e descaso, vamos aprender que educação e humildade sempre é o melhor caminho, pois se uma atendente de lotérica que fica no caixa preferencial (que teoricamente deveria ser treinada) trata uma pessoa honesta desta forma, onde vamos parar? Concordo com esta mãe quando diz que isso é uma luta! Por isso, aguardo mais relatos para que, através deste blog, possamos mudar um pouco a conduta de alguns.


Por Maria Alice Matos – Fisioterapeuta – [email protected]
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Publicado em: 10.dezembro.2010

Por: Acessibilidade na Prática

Olá pessoal!  

A idéia do blog foi da minha grande amiga Graciela e contará com a colaboração de vários outros amigos. Estamos nos organizando para iniciarmos as visitas no início de 2011, após as festas de fim de ano.

Ajudem-nos a divulgar nosso blog e compartilhem suas idéias.

Participem!

Abraços!!!

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