Publicado em: 01.fevereiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Quando o assunto é “acessibilidade”, comumente associamos a “deficiência”. Porém, o termo refere-se à condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, serviços de transporte e dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por qualquer pessoa, “inclusive” pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Neste âmbito, surgem também os conceitos de “ajuda técnica e tecnologia assistiva”, que em geral compreendem todos os recursos e serviços que visam proporcionar maior qualidade de vida aos indivíduos com perdas funcionais advindas de deficiência ou como resultado do processo de envelhecimento. São vistas como resolução de problemas funcionais para o desenvolvimento de potencialidades, habilidades e desejos.

Sendo a Terapia Ocupacional uma profissão da saúde que auxilia o indivíduo a recuperar, desenvolver e construir habilidades que são essenciais para sua independência funcional, saúde, segurança e integração social, visualizamos uma estreita relação da atuação deste profissional com o tema em destaque. Cabe ressaltar que o uso de atividades no tratamento, as adaptações do meio (utensílios, mobiliários), as prescrições, confecção e o treinamento para o uso de órteses são ferramentas legítimas e diferenciais dos terapeutas ocupacionais.

O trabalho do profissional nesta área envolve a avaliação das necessidades dos usuários, suas habilidades físicas, cognitivas e sensoriais. O Terapeuta Ocupacional avalia a receptividade do indivíduo quanto à modificação ou uso da adaptação, sua condição sociocultural e as características físicas do ambiente em que será utilizada, além de promover treino para o uso apropriado do recurso e orientar todas as pessoas envolvidas no uso da tecnologia assistiva que fora selecionada individualmente.

Segue abaixo alguns exemplos de recursos incluídos na Tecnologia Assistiva, os quais são utilizados na prática da Terapia Ocupacional.

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Publicado em: 24.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Acessibilidade na Prática: Sókrates, por favor, se apresente aos seguidores do Blog Acessibilidade na Prática.

Resposta: Meu nome é Sókrates Campos Quevedo dos Santos, tenho 35 anos, sou bacharel em contabilidade com especialização em perícia contábil. Já trabalhei 9 anos como oficial temporário no exército e recentemente estou aposentado pelo INSS pois estou sem condições físicas de exercer a minha profissão. Sou flamenguista roxo e adoro esportes.  Faço fisioterapia neuroevolutiva para manter meus músculos e postura e terapia ocupacional para melhorar a função das minhas mãos, já que adoro internet.

 
 
 
Acessibilidade na Prática: Faça um breve relato sobre sua patologia.

Resposta: Tenho a Doença de Machado-Joseph ou degeneração espinocerebelar tipo 3 (SCA3) que é uma doença autossômica dominante de início tardio, pois geralmente acomete adultos jovens a partir dos 25 anos. Esta patologia tem como sintomas iniciais a perda de equilíbrio, marcha cambaleante, espasticidade e hipotonia. Aos poucos pode levar a perda de massa muscular, redução da coordenação motora, inclusive das mãos, visão dupla e dificuldade de caminhar que começaram quando eu tinha 27 anos. Atualmente preciso da cadeira de rodas para me locomover em qualquer percurso, mesmo que pequeno. Não tenho cadeira de rodas motorizada e por isso preciso de alguém para me locomover.
 

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Publicado em: 18.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

O Cinemark, localizado no Shopping Campo Grande, é considerado o melhor cinema da cidade. O local possui várias salas de exibição, equipadas para garantir aos seus freqüentadores o maior conforto e a melhor qualidade de som e imagem, contando, inclusive, com salas para filmes em 3D.
 
Entretanto, há muito tempo a empresa vem enfrentando reclamações por parte dos clientes portadores de deficiência física e/ou mobilidade reduzida, inclusive judicialmente, devido o local não possuir acessibilidade adequada. Então, fomos conferir de perto como estão as condições de acesso atualmente.
 
Este passeio teve a ilustre participação da minha amiga Graciela, a grande idealizadora deste Blog! Na foto abaixo (da esquerda para a diretia) estamos Maria Alice, eu, Gra e seu esposo Cláudio.
 
 
 
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Publicado em: 11.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Acessibilidade na Prática: Segundo  a NBR 9050, segunda edição válida a partir de 30/06/2004, a “acessibilidade” é definida como a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos, e ser “acessível”, segundo a norma, é o espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento que possa ser alcançado, acionado, utilizado e vivenciado por qualquer pessoa, inclusive aquelas com mobilidade reduzida. O termo acessível implica tanto acessibilidade física como de comunicação. A partir destes conceitos teóricos, explique de maneira prática o que é acessibilidade para você.

Resposta: Acessibilidade é aquilo que só entendemos depois que passamos a necessitar pessoalmente, através de um familiar ou ente querido. Quando eu “andava”, lia ou ouvia dizer sobre este termo "acessibilidade". Hoje, luto para que as pessoas o conheçam enquanto novas, porque não desejo que ninguém passe pelo que passei, mas desejo que todos vivam muito e vivendo muito irão envelhecer, envelhecendo vão precisar da acessibilidade.
 

Acessibilidade na Prática: Existiu algum evento no qual a tentativa de tornar um ambiente acessível acabou gerando um maior desgaste físico na sua rotina?

Resposta: Sim! Frequento um prédio que tem uma escada no hall de entrada. Para meu conforto, mandaram construir uma rampa e adivinhem! Construíram um par de trilhos! Além de super perigoso, só passava as rodas de trás da cadeira e custaram incríveis R$ 1.200,00. Vejam nas fotos abaixo:

 

 
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Publicado em: 05.janeiro.2011

Por: Acessibilidade na Prática


Percebemos que ultimamente a sociedade tem mudado o comportamento em relação ao portador de necessidades especiais. Mas mesmo assim, ainda é pouco. Mesmo existindo ainda muitas barreiras para que as construções, espaços e ambientes sejam completamente acessíveis, sendo esses públicos ou não, cada um de nós podemos fazer nossa parte, mesmo que indiretamente. Que tal se começarmos mudando nossas atitudes, nossa mentalidade? Enxergando que a pessoa com deficiência física tem que ser vista sob a ótica da capacidade e não sob a ótica da deficiência? A partir daí passa-se a ter a consciência de que essa parte da sociedade constitui não mais uma minoria, mais sim uma parte considerável: 10% da população. 

O maior problema dessas pessoas é ter condições de acesso aos espaços. E quando digo a palavra “acessibilidade”, não estou me referindo apenas ao cadeirante ou idoso, mas também às pessoas que podem estar deficientes momentaneamente, como alguém que precisa usar muletas por algum tipo de lesão ou quem quebrou o braço ou a perna.

Quem nunca esteve com as mãos ocupadas e precisou abrir uma porta e pensou: “bem que essa maçaneta podia ser alavanca”; nos dias de chuva, procuramos por pisos menos escorregadios; mãe com carrinho de bebê, tendo que subir em uma calçada, ou até mesmo entrando em algum lugar que não possui uma simples rampa e sim inúmeros degraus; e qual mulher que nunca foi em um banheiro público e sentiu super falta do gancho de pendurar bolsas nos sanitários? Enfim, esses são alguns exemplos.

Ao projetar esses espaços, nós profissionais da área de Arquitetura devemos pensar nas condições de acessibilidade para esses usuários, sendo mais específicos nos problemas de acessibilidade e da utilização de equipamentos no caso dos usuários de cadeiras de rodas. Ao executar ou adaptar um projeto, devem ser levadas em conta as condições antropométricas específicas destes usuários, já que a cadeira de rodas impõe limites à ação e alcance manual e visual de seus usuários. Aí vão algumas imagens de dimensões ergonométricas para prática projetual:

 
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Publicado em: 31.dezembro.2010

Por: Acessibilidade na Prática

A "Cidade do Natal" é um local construído pelo Governo do Estado de MS e pela Prefeitura Municipal de Campo Grande, em parceria com a iniciativa privada. O evento tem duração de 5 semanas e fica localizado nos altos da Avenida Afonso Pena, proporcionando gratuitamente aos visitantes muito lazer e uma programação cultural diversificada, principalmente às crianças.
 
Estivemos passeando por lá e, obviamente, de olho na acessibilidade!

 
 
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Publicado em: 18.dezembro.2010

Por: Acessibilidade na Prática

Olá pessoal!

Acabou que nossa primeira visita aconteceu ainda em 2010! Fui a uma colação de grau de um grande amigo no Espaço Rubens Gil de Camillo, localizado no Parque dos Poderes, aqui em Campo Grande. É um auditório que tradicionalmente recebe esse tipo de evento, além de atrações musicais, peças de teatro e congressos. Quem se apresenta no local elogia a estrutura, a qual realmente supera a de muitos outros teatros, mas dessa vez vamos observá-lo com os olhos da acessibilidade.
 
 
– Vaga para deficiente físico: com bom acesso ao local, mas não evita a circulação entre veículos (e se o deficiente físico fosse o motorista?); ✔/

– Rebaixamento da guia existente, com rachaduras em sua base e sem sinalização de alerta; ✔/

– Presença de sinalização vertical da vaga reservada;

– Trajeto entre a vaga e a entrada principal nivelada e regular.
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 



– Existência de degrau na entrada principal, sem sinalização de alerta visual e tátil, podendo provocar quedas;

– O capacho, logo em seguida, deveria ser nivelado.
 


– Carpete em boas condições, sem enrugamento;

– Falta de área de livre acesso a deficientes físicos (não há rampas);

– Nenhum espaço reservado na primeira, intermediária e última fileira (o único local acessível é o corredor que separa a área superior da inferior);

– Degraus não sinalizados.

– Falta de assentos para acompanhantes (observem que não pertenço a nenhuma fileira).


 

– Se eu estivesse numa das fileiras, a disposição do piso estaria correta (horizontal).


 
– Rampa de acesso na entrada/saída do auditório;

– Ausência de sinalização de desnivelamento;

– Ausência de corrimão lateral na rampa.



 


– Banheiro: porta de entrada do tipo vai e vem sem puxador horizontal, maçaneta e revestimento resistente a impactos;

– Sanitário exclusivo para cadeirantes;

– Porta de entrada do sanitário exclusivo do tipo sanfonada;

– Vão da porta sanfonada menor que a largura da cadeira de rodas, impedindo que o cadeirante utilize este espaço;

– Dentro do boxe deveria ter um lavatório de mãos exclusivo;
  

 

 – O suporte do papel higiênico não embutido deveria estar alinhado com a borda frontal do vaso sanitário;
 
– Falta da área de aproximação frontal do lavatório (observem que minhas pernas impedem que eu lave minhas mãos e alcance a saboneteira);
 
– O espelho permite boa visualização para o cadeirante;
 
– Apesar de existir um sanitário exclusivo, o mesmo parece ser utilizado como depósito de material de limpeza. Se a porta permitisse a entrada do cadeirante, seria impossível a sua utilização.


 

 
















 













 



– Presença de rampa para mudança de ambiente (não utilizado no dia);
 
– Inclinação e raio da rampa adequados;
 
– Ausência de corrimão lateral e alerta visual de desnível;
 
– Presença de faixas antiderrapantes.
 









 




Apesar do Espaço Rubens Gil de Camillo ser um orgulho para nossa cidade e nosso estado, ainda necessita de algumas alterações físicas para receber adequadamente nós deficientes físicos. Não queremos citar todos os detalhes e especificações sobre as normas de acessibilidade (NBR 9050) em relação às observações realizadas sobre o local, tampouco fazer críticas ofensivas aos seus administradores, mas sim despertar a sensibilidade de toda a sociedade para as questões mais funcionais e práticas da mobilidade dos deficientes físicos, não apenas dos cadeirantes, mas também dos cegos, surdos e idosos.

Um abraço e até a próxima!!!


Frederico Rios – cadeirante

Colaboração: Maria Alice Furrer Matos – Fisioterapeuta

Participaram: Alberto Ribeiro, Diego Rios e Ronny Stward

Data das fotos: 16/12/2010
 
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