Publicado em: 06.maio.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Este jovem de camiseta preta estacionou sua camionete numa vaga reservada para idosos, na Rua 13 de Maio, quase esquina com a Avenida Afonso Pena, no dia 30/04/2011 (sábado) pela manhã, no Centro de Campo Grande – MS.
 
 

 

 

Frederico Rios

 

Foto: Giuliano Lopes

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Publicado em: 04.maio.2011

Por: Acessibilidade na Prática

O Shopping Campo Grande, localizado na Avenida Afonso Pena 4909, possui vários problemas relacionados à acessibilidade.
 
Um dos membros de nossa equipe, Maria Alice, esteve fotografando o banheiro acessível da praça de alimentação. Vamos conferir!
 
 
– Sanitário localizado em rota acessível, próximo à circulação principal, integrado às demais instalações sanitárias;
 
– A placa com o Símbolo de Sanitário Feminino tem baixo contraste (cinza e branco), dificultando sua identificação. O ideal seria pictograma (figura) branco sobre fundo azul ou branco e preto (pictograma branco sobre fundo preto ou pictograma preto sobre fundo branco); /
 
– O boxe para bacia sanitária acessível é integrado aos demais. Além do sanitário acessível, recomenda-se a instalação de outro, que possa ser utilizado por uma pessoa em cadeira de rodas com um acompanhante de sexo diferente, com entrada independente e anexo aos demais sanitários; /
 
– O vão de entrada no sanitário feminino é satisfatório, permitindo a entrada de pessoas com cadeira de rodas.
 
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Publicado em: 02.maio.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Assim como as esculturas vão tomando forma pelas mãos de quem as esculpe, as imagens, para quem não vê, se materializam pelo som das palavras. O que elas representam vão além de um simples significado ou descrição. Elas possibilitam, a essas pessoas, acessibilidade, por meio da atribuição de sentido e de significados ao que não pode ser tocado ou experimentado pela visão e, que passa a ser imaginado, interpretado e visto pelos ouvidos.
 
A técnica consiste no recurso da audiodescrição, que traduz imagens em palavras, expressões faciais e corporais em sentimentos e emoções. Os  cenários, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, leitura de créditos e paisagens ou qualquer outra informação relevante, ganham movimento, contorno e cor por meio das percepções imagéticas na mente do expectador com deficiência visual.
 
A audiodescrição como recurso de acessibilidade é mais um serviço de tecnologia assistiva que vem contribuir para a independência e autonomia da pessoa com deficiência visual. Consiste na narração clara e objetiva de todas as informações que aparecem visualmente, mas que não estão contidas nos diálogos. A técnica traz a formalidade para algo que, antes, era praticado de maneira informal, quando a descrição era solicitada mediante a ausência de pistas sonoras para o entendimento das cenas. Não destina-se apenas a obras cinematográficas, estendendo-se a comerciais, programas de televisão, teatro, musicais, shows e  apresentações em geral. Também é uma poderosa aliada do professor no espaço educativo, pois utilizando-se de tais técnicas o profissional da educação poderá tornar suas aulas muito mais atrativas e acessíveis, sem a necessidade de elaborar conteúdo diferenciado apenas para os alunos com deficiência visual. A descrição sonora do ambiente e de cenários estáticos – sem movimentos – também constitui o foco da audiodescrição, em museus e exposições.
 

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Publicado em: 25.abril.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Empreender é uma arte que exige, dentre tantas outras características, foco nas metas e olho nas oportunidades! Assim, todo empreendedor deve manter-se atento às tendências e oportunidades que o mercado apresenta.
 
A ACESSIBILIDADE é o conjunto de condições necessárias para que qualquer pessoa, em especial as pessoas com deficiência ou com redução em sua mobilidade, possam utilizar, com segurança e autonomia, qualquer espaço público ou privado.
 
Observando o mercado, é fácil perceber as inúmeras dificuldades enfrentadas por essas pessoas no dia a dia. Falta visão empreendedora? Talvez…
 
O mais recente censo do IBGE, por exemplo, constatou que 15% da população brasileira possui algum tipo de deficiência. Um mercado carente de soluções e opções em todas as áreas.
 
A realidade é que poucos empreendedores conseguiram perceber que, através da ACESSIBILIDADE, há um amplo mercado a ser explorado, sendo possível ampliar seus resultados. Esta oportunidade pode ser explorada de uma forma até simples, através de ações que tornem seu empreendimento acessível, com rampas de acesso, banheiros adaptados, vagas de estacionamento, dentre outras soluções. Apesar de obrigatório por lei, nem todos os estabelecimentos cumprem esta determinação, abrindo espaço para os que cumprem, criando seu diferencial no mercado. Basta divulgar!
 
Além disso, é possível aproveitar as oportunidades de forma mais direcionada, como o desenvolvimento de soluções específicas para esse público. Recentemente, em 2010, uma Feira do Empreendedor promovida pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, apresentou produtos e serviços voltados para pessoas com deficiência. Entre os produtos apresentados estavam "cadeiras anfíbias", que permitem que cadeirantes tenham acesso à praia, além de raquetes de frescobol e pranchas adaptadas para cadeirantes.
 
As pessoas com deficiência possuem necessidades como qualquer outra, porém de forma adaptada. Então, abrindo ainda mais esse leque, é possível perceber que é justamente nessa adaptação que a acessibilidade se apresenta como uma grande tendência de negócios para um mercado pouco explorado, mas que possui vasto horizonte a ser desbravado. Pense nas necessidades de talheres adaptados, opções para transporte, acesso a computadores e Internet, dentre muitas outras necessidades do dia a dia.
 
Todo esse investimento, sobretudo, demonstra às pessoas que a empresa tem “Responsabilidade Social”. Porém, aos mais céticos, com foco somente em números e resultados, saibam que o Empreendedorismo pode surgir por duas diferentes formas de motivação:
 
1) Empreendedorismo por NECESSIDADE, normalmente motivado pela falta de alternativa satisfatória de ocupação e renda, onde a pessoa resolve iniciar um negócio que atenda sua necessidade pessoal e familiar, focado exclusivamente em alguma habilidade pessoal, como costurar ou cozinhar, por exemplo.
 
2) Empreendedorismo por OPORTUNIDADE, motivado pela percepção de um nicho de mercado, de necessidades não satisfeitas, de problemas enfrentados pelas pessoas. Com base nas informações deste mercado, o empreendedor percebe a OPORTUNIDADE e prepara-se para oferecer reais soluções que atendam a esta demanda.
 
Então reflita: melhor abrir um empreendimento só olhando para a minha necessidade, pedindo "por favor" para que alguém compre meu produto e/ou serviço, ou focar nas reais OPORTUNIDADES que o mercado está mostrando?
 
O foco nas grandes e reais OPORTUNIDADES do mercado pode ser seu grande diferencial. E a ACESSIBILIDADE se apresenta como uma grande OPORTUNIDADE para EMPREENDEDORES. Busque informações, estude, planeje-se, aproveite a oportunidade e desfrute dos RE$ULTADO$!
 
 
Marco Aurélio Boza
 
Administrador, Empresário, COACH Empresarial, Facilitador do Programa EMPRETEC (Sebrae/ONU), Consultor de Finanças Pessoais.
 
 
Twitter: @MarcoBoza
 
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Publicado em: 18.abril.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Buenas!
 
No início de abril, fui à Alemanha realizar um tratamento com células-tronco, numa clínica chamada XCell-Center. Como não poderia deixar de ser, fiquei de olho na acessibilidade no decorrer da viagem e resolvi compartilhar com vocês minhas experiências, como cadeirante, nos aeroportos pelos quais passei.
 
Vamos viajar!
 
 
Embarque em Campo Grande
 
– Estava chovendo no momento do embarque em Campo Grande. Molhei um bocado, pois o guarda-chuvas não oferece muita proteção.
 
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Publicado em: 11.abril.2011

Por: Acessibilidade na Prática

A fisioterapia foi considerada profissão de nível superior no ano de 1969. Em 1970, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFITTO) definiu como função dos profissionais desta área “planejar, programar, ordenar, coordenar, executar e supervisionar métodos e técnicas fisioterápicos que visem à saúde nos níveis de prevenção primária, secundária e terciária”. Desta forma, a fisioterapia não somente atua sobre a capacidade física do indivíduo, mas em todos os fatores que podem influenciar beneficamente os resultados almejados durante as intervenções.
 
Os cuidadores, o posicionamento na cadeira de rodas e a acessibilidade à residência e aos locais públicos freqüentados por nossos pacientes são alguns dos fatores externos que influenciam na atuação do fisioterapeuta. Por isso, é importante que este profissional tenha uma visão global, analisando o indivíduo como um todo, ou melhor, considerando-o não apenas como um sistema motor, mas sim um conjunto físico, emocional e ambiental.
 
No ambiente externo, podemos citar os cuidadores, que convivem diretamente com o paciente, atuando em atividades simples e rotineiras, que influenciam na reabilitação e nos resultados de todas as terapias. Assim, a equipe multidisciplinar responsável, inclusive o fisioterapeuta, deve identificar os mobiliários e a rotina de cuidados necessários ao paciente. Para exemplificar, cito o banho de uma criança. Se a altura da banheira for muito baixa, conseqüentemente fará com que o cuidador adote posturas compensatórias para efetuar a atividade e, com o passar do tempo, esta postura viciosa acarretará dores, alterações de humor e uma sobrecarga emocional. Todo este processo pode ser evitado com uma simples adequação da altura da banheira, tornando-a acessível ao cuidador.
 
Adaptar, organizar e conscientizar a família e os demais envolvidos no tratamento abrange não somente a acessibilidade, mas sim a inclusão e a socialização por meio do uso de recursos tecnológicos e arquitetônicos, integrados a um bom entendimento acerca das necessidades especiais de cada indivíduo.
 
Observamos que a fisioterapia possui uma ampla visão quando considera o indivíduo como um todo, e a acessibilidade tem um papel fundamental em torno desta terapia. Isso acontece por que, apesar de termos contato com o paciente durante a sessão, o restante do dia ele permanece em casa, no trabalho, escola ou em outros ambientes que fazem parte de seu cotidiano.
 
Segundo a NBR9050, acessibilidade é a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos. Tal definição simplesmente resume o que a equipe multidisciplinar busca, ou seja, reabilitar e adaptar, oferecendo independência nas atividades de vida diária, profissional, esportiva e de lazer.
 
Dentro deste enfoque e pensando na função da fisioterapia, podemos afirmar que ambas são parceiras. Como exemplo, podemos citar a seguinte situação: Um idoso que, apesar de estar em declínio de sua capacidade física, com as intervenções fisioterapêuticas, tem condições motoras de subir uma rampa. Porém, quando vai ao banco e se depara com uma inclinação exagerada, não consegue superar o aclive. Portanto, o que adianta trabalharmos o sistema motor para que nossos pacientes possam exercer suas funções se não nos são oferecidos meios adequados e acessíveis?
 
Assim, ser acessível não é apenas uma simples construção arquitetônica realizada sem consciência, pois no caso deste idoso que não conseguiu subir uma rampa depois de ter trabalhado arduamente em suas terapias, a frustração virá logo depois. Por isso, é necessário saber o porquê da necessidade de um corrimão, uma rampa bem dimensionada ou uma vaga reservada com espaço satisfatório. Da mesma forma, não adianta exigir sem consciência, pois o ambiente pode até tornar-se acessível, porém nem sempre será respeitado pela sociedade, o que ocorre quando pessoas sem deficiências e limitações físicas ocupam as vagas reservadas de quem realmente necessita. Ser acessível engloba muitos ângulos e tem muitas repercussões. Pense em como um cadeirante, por exemplo, enfrenta a situação de não poder entrar em uma lanchonete por que a mesma não possui uma entrada acessível!
 
A fisioterapia não só depende, mas é parceira da acessibilidade, pois temos a necessidade de que nossos pacientes tenham bem estar e possam usufruir de todos os recursos, edificações e mobiliários existentes em seu cotidiano. A terapia sozinha não traz os mesmos resultados do que a atuação em conjunto. Cabe a nós profissionais cobrar, entender e buscar a reabilitação não apenas dentro do consultório, mas sim em todos os ambientes freqüentados e utilizados por nossos pacientes.
 
 
Por Maria Alice Furrer Matos Braz – Fisioterapeuta, especialista em Neuropediatria
 
Twitter: @marialiceff
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Publicado em: 04.abril.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Olá, Seguidores!
 
Conforme prometido, aqui está a postagem sobre a acessibilidade do segundo supermercado mais votado na nossa enquete.
 
A Rede Comper é uma rede de supermercados e hipermercados com sede em Campo Grande – MS, atendendo 5 estados do Brasil com suas 25 lojas (Wikipédia, 29/03/2011).
 
O Comper Jardim dos Estados é uma das maiores e melhores lojas da rede, localizada na Avenida Mato Grosso 2707, esquina com a Rua Ceará, em Campo Grande. Estivemos fazendo umas comprinhas por lá e vendo as condições da acessibilidade. Confiram!!!
 
 
Vagas Reservadas e Acessos
 
– Presença de vagas reservadas, com sinalização horizontal garantindo o espaço adicional de circulação, porém existem faixas de cor amarela e branca, não sendo totalmente adequada ao que a NBR9050 exige; ✔/
 
– Apesar de a sinalização horizontal garantir a faixa livre de circulação de 1,20 m ao lado da vaga, este espaço não é respeitado (notem a moto estacionada em cima da faixa amarela);
 
– A maioria dos veículos estacionados nas vagas reservadas não possui documento de identificação para poderem utilizar este espaço;
 
– Ausência de sinalização vertical para vagas fora da via pública (esta ausência de sinalização vertical dificulta a localização do espaço reservado);
 
– Está localizada próxima à entrada do supermercado, porém não evita a circulação entre veículos. ✔/
 
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