Sentindo na pele as dificuldades da mobilidade reduzida temporária

Publicado em: 15.janeiro.2014

Por: Acessibilidade na Prática

Olá pessoal!

No dia 06 de dezembro de 2013 caí de uma escada e acabei rompendo um ligamento do tornozelo. Devido ao rompimento, tive que ser imobilizada com gesso do joelho para baixo.

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Nos primeiros dias, por prescrição médica, eu não podia sequer encostar o pé no chão, sendo necessário utilizar muletas axilares. Depois de duas semanas o Médico me liberou para fazer descarga parcial de peso, ou seja, podia pisar mas ainda com o auxílio das muletas.


Durante o período em que estava com o pé imobilizado, saí várias vezes de casa para atender pacientes e fazer compras, mas quero dividir com vocês as dificuldades que tive durante minha rotina em casa.


imagemA figura acima foi retirada da NBR 9050/2004 e ilustra o dimensionamento para o deslocamento de uma pessoa em pé utilizando muletas axilares, as quais utilizei enquanto estava com o pé imobilizado.

Tive dificuldades já no acesso à minha casa, pois na entrada tinha de transpor um degrau de 25 cm, ou seja, no período em que não podia apoiar o pé no chão, não conseguia entrar sem auxílio de outra pessoa. Para facilitar minha entrada, utilizava o portão da garagem e ia até a porta da sala, sendo necessário percorrer uns 40 m para isso. Eu não entrava pela área de serviço porque havia outro degrau e um portão pequeno de fechamento automático, o qual deixava o vão livre muito estreito.


imagemOutra dificuldade foi para tomar banho. A porta do meu banheiro tem 0,70 m, o que dificulta passar com as muletas. A vantagem é que não há box no banheiro, e isso facilitou muito minha movimentação.

Senti muita falta de barras de apoio na área de banho. Assim, acabei usando como apoio o toalheiro que fica próximo ao chuveiro (lado esquerdo da foto).


imagemComo o piso do meu banheiro é escorregadio, tive de comparar um tapete antiderrapante para tomar banho com mais segurança.

O vão da porta é estreito e impossibilita a entrada de uma cadeira higiênica, o que  tornaria meu banho mais seguro e independente. Por isso, tive de usar um banco de plástico, porém com certo cuidado, pois esses bancos costumam derrapar bastante, principalmente se não estiver sobre o tapete antiderrapante.

Bem, essas foram apenas algumas dificuldades que tive com a minha “mobilidade reduzida temporária”, uma situação que “todos” estão sujeitos a passar em algum momento da vida. Se minha casa atendesse minimamente aos principais critérios de acessibilidade, certamente teria encontrado muito menos dificuldades.


Maria Alice Furrer



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