Bate-papo com Danilo Lopes, lesado medular

Publicado em: 28.junho.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Danilo dos Santos Lopes tem 27 anos e é estudante de Engenharia Ambiental, porém sua matrícula está trancada desde 2006. Nasceu em Campinas-SP, onde mora até hoje com seus pais.
 
 
Acessibilidade na Prática: Qual foi o motivo que o tornou cadeirante?

Resposta: No dia 21 de abril de 2006, eu, juntamente com dois amigos, sofremos um acidente automobilístico na cidade de Pedreira-SP enquanto voltávamos de uma festa, o qual me causou uma tetraplegia. O motorista do carro em que estávamos dormiu ao volante, assim como eu dormia no banco de trás e o outro amigo dormia no banco do passageiro dianteiro. A colisão provocou um efeito chicote em meu pescoço, ocasionando uma fratura na vértebra C5 e uma lesão em minha medula espinhal.
 


Acessibilidade na Prática: A quais tratamentos você já se submeteu para buscar sua reabilitação? Pretende buscar mais algum?

Resposta: Depois dos cinco meses em que fiquei internado após o acidente, passei por duas vezes no programa de reabilitação do hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Depois, passei por um programa de reabilitação no DMR (Divisão de Medicina de Reabilitação) da USP, em São Paulo. Hoje, faço fisioterapia em um centro de recuperação de lesão medular duas vezes por semana, chamado Acreditando, em São Paulo; fortalecimento muscular em uma academia de musculação em Campinas; eletro-estimulação duas vezes por semana na UNICAMP em Campinas e um trabalho de equoterapia uma vez na semana, também em Campinas. Pretendo, assim que comprovada maior eficácia e segurança, me submeter à aplicação de células tronco.
 

Acessibilidade na Prática: Quais as maiores dificuldades que você e sua família enfrentaram desde seu acidente até hoje?

Resposta: No início, nossa maior dificuldade foi em saber como lidar com uma pessoa com lesão medular, porque no hospital em que fiquei internado não nos deram informação alguma a esse respeito. Só fomos aprender direito os cuidados a serem tomados com um lesado medular no Hospital Sarah. Com o acidente, ficamos muito amedrontados com as dificuldades em que iríamos enfrentar, mas a nossa fé em Deus nos tem ajudado a manter o equilíbrio e a esperança de uma recuperação próxima. Hoje, nossa maior dificuldade são os altos valores dos medicamentos, equipamentos e tratamentos que essa condição exige.
 

Acessibilidade na Prática: Atualmente, quais são as suas maiores dificuldades?

Resposta: Minhas maiores dificuldades hoje estão ligadas a mobilidade e relacionamentos, porque devido ao fato de eu ser tetraplégico e ainda não conseguir movimentar as mãos, dependo muito de outra pessoa para me ajudar a movimentar a cadeira e, com isso, prejudica também meu relacionamento normal com qualquer outra pessoa.
 

Acessibilidade na Prática: Já que sua vida mudou completamente, o que você tem feito para se distrair? Você tem tido algum tipo de lazer?

Resposta: Devido à grande fé e esperança que tenho na minha recuperação, minha vida esta focada no meu tratamento de recuperação da lesão. A internet é uma grande companheira nos momentos em que não estou em tratamento. Aos finais de semana, costumo encontrar amigos e familiares.
 

Acessibilidade na Prática: Antes do seu acidente, você parava para analisar a questão da acessibilidade das pessoas com deficiência? Quais os maiores problemas de falta de acessibilidade que você tem enfrentado?

Resposta: Não muito porque só analisamos verdadeiramente o problema quando se está sentindo na pele as dificuldades. Devido ao fato de eu estar bastante voltado ao meu tratamento, costumo ir a lugares acessíveis a cadeirantes.  Em Campinas, existe um programa da prefeitura chamado PAI Serviços (Programa de Acessibilidade Inclusiva), que oferece transporte para os cadeirantes da cidade. Mas devido ao número de cadeirantes estar aumentando a cada dia, fica mais difícil conseguir o transporte em determinadas ocasiões.
 

Acessibilidade na Prática: Deixe uma mensagem para os seguidores do blog.

Resposta: Para os seguidores deste blog que, assim como eu, tem a esperança de que essa situação de estar em uma cadeira de rodas devido a uma tragédia seja apenas uma etapa da vida, continuem firmes e confiantes em Deus e na medicina, pois estamos acompanhando os avanços diários nas pesquisas e as células tronco já estão aí!
 
Para saber um pouco mais sobre a minha história, acessem MEU BLOG!
 

Por Frederico Rios
 

3 ideias sobre “Bate-papo com Danilo Lopes, lesado medular

  1. E´vergonhoso saber q eu dei o real valor d uma dor como estas!!eu tenho um (irmão)amigo q c tornou irmão por amor e fraturou 2vzs a coluna ñ vai mais caminhar …como vou encarar ele qq eu digo???me ajude a saber como lidar com isso????como faço pra lidar com a faze suicida q ele ta passando agora?? Qro ser suas pernas!!!qual posição eu tomo pois é choque d menos de 10 dias!!me perdoe mas é um amigo q c acha irmão q ta pedindo a juda!!nem sei como terminar o assunto mas sóu outro errante qrendo ser amor!!!um abraço e q deus nos abençoe!!

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