Divulgando: Portal Usina da Inclusão

Publicado em: 14.novembro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

 
Vivemos a era da criatividade e da colaboração. Um mundo em que a inteligência coletiva vem ganhando espaço na resolução de problemas, na produção de conteúdo e no aperfeiçoamento e desenvolvimento de novas tecnologias. Nesse contexto, os sites na Internet deixaram de ser apenas um “cartão de visitas”, tornando-se uma ferramenta poderosa quando aliados às redes sociais.
 
Em meio a esse panorama e com o desafio de criar um novo modelo de negócios é que nasce o Portal Usina da Inclusão – com soluções em tecnologia assistiva, acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Trata-se de um espaço para anúncios de produtos e serviços de empresas com expertise nas áreas de acessibilidade, inclusão, comunicação, infraestrutura e novos negócios voltados ao público de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. O site também oferecerá diversos cursos, palestras e consultoria especializada nas áreas de inclusão profissional, atendimento, acessibilidade arquitetônica, entre outros. 
 
A Usina da Inclusão surge como uma empresa que fomenta um novo tipo de mercado de nicho na internet, uma espécie de I-commerce (algo como um Comércio Eletrônico Inclusivo), por meio de oportunidades de negócios com o foco em melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, estimulando a inclusão econômica e social desse público. Nesse sentido, as parcerias com colaboradores, patrocinadores e principalmente a comunidade de pessoas com deficiência serão a melhor forma de promover o conceito de Social Commerce proposto pelo site.

Idealizado pelo jornalista e ativista de direitos humanos, Lincoln Tavares, que trabalhou por mais de seis anos na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo – primeira secretaria do gênero no Brasil -, o site tem o objetivo de se tornar um espaço dinâmico, democrático e principalmente colaborativo, em que as pessoas possam interagir, trocar idéias, dar sugestões e fazer críticas utilizando as poderosas ferramentas das redes sociais (Facebook, Twitter, Blog, Youtube). 
 
“Estamos muito animados com o projeto, e temos certeza que as empresas que oferecem serviços e produtos voltados às pessoas com deficiência, os profissionais ligados à área (intérpretes de libras, guias-intérpretes, audiodescritores, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais) e as próprias pessoas com deficiência se interessarão pela nossa proposta. Estamos estudando a aplicação de novas possibilidades de interação e exploraremos campanhas de Crowdsoursing e Crowdfunding” para estimularmos um maior feedback dos nossos colaboradores”, afirma Lincoln.
 
“O que temos hoje são empresas e profissionais da área de tecnologia assistiva e acessibilidade oferecendo seus produtos isoladamente, enquanto o segmento de pessoas com deficiência tem se organizado cada vez mais por meio de fóruns, blogs, sites e outras ferramentas das redes sociais. Nosso maior desafio é fazer com que essas duas pontas conversem. Com certeza ao promover essa integração, serão criadas inúmeras possibilidades e novas demandas”, projeta o jornalista.
 

Alguns dados importantes
 
Segundo dados obtidos por meio da pesquisa “Condições de vida das pessoas com deficiência no Brasil”, feita pelo DataSenado com base no cadastro cedido pelo Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência – IBDD em que foram ouvidas 1.165 pessoas com deficiência entre os meses de outubro e novembro de 2010, 77% declararam que a utilizam a Internet como principal meio de obter informação, seguido da TV, jornais e revistas e rádio.
 
Além disso, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE existem (com base no IBGE/2000), seis milhões de pessoas com deficiência em idade produtiva no Brasil, que poderiam estar inseridas no mercado de trabalho de acordo com a chamada Lei de Cotas (8.213/91). No entanto, segundo o próprio MTE e a RAIS – Relação Anual de Informações Social –, existem apenas 880 mil postos de trabalho disponíveis para este público (sendo que apenas 306 mil foram declarados preenchidos pelas pessoas com deficiência em 2010).
 
Ou seja, se levarmos em consideração que temos seis milhões de pessoas com deficiência em idade produtiva dentre as cerca de 30 milhões em todo o país (segundo estimativas do Censo IBGE 2011), temos notadamente um potencial público de consumidores carentes de produtos e serviços específicos.  Se considerarmos ainda que grande parte desse público está inserida num ambiente com outras pessoas (pai, mãe e filhos, por exemplo), temos um universo extraordinário de indivíduos que lidam com essa realidade diariamente.
 

Faça parte!
 
Estamos desenvolvendo uma plataforma exclusiva, com design moderno e com todos os recursos de acessibilidade, segurança e usabilidade, buscando um modelo que seja acessível para todas as pessoas.  Além disso, a ideia é que os nossos usuários contribuam constantemente para melhorarmos o Portal, principalmente durante a sua construção. Para isso, contamos muito com o segmento das pessoas com deficiência, as empresas, os profissionais, os estudiosos e entusiastas da causa para apoiar esse projeto!
 
Lançaremos uma Campanha de Crowdfunding – “financiamento colaborativo” ou em livre tradução “financiamento pela multidão”. Um modelo bastante conhecido na Europa e nos Estados Unidos e que vem ganhando força no Brasil. Funciona mais ou menos assim: as pessoas contribuem com pequenas quantidades em dinheiro e recebem contrapartidas por isso. No caso do Portal Usina da Inclusão, o valor arrecadado será utilizado para o financiamento da plataforma e a compensação das primeiras empresas e profissionais anunciantes.
 
 
Portal Usina da Inclusão
Twitter: @UsinadaInclusao
Telefone: 11 2528-9066


Texto enviado por Lincoln Tavares
 

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