Pisos com figuras tridimensionais

NBR 9050/2015 estabelece critérios de revestimento, inclinação e desnível para pisos.


Os materiais de revestimento e acabamento devem possuir superfície regular, firme, estável, não trepidante para dispositivos com rodas (carrinhos de bebê, andadores e cadeiras de rodas) e antiderrapante (sob qualquer condição: seco ou molhado).

Deve-se evitar a utilização de padronagem na superfície do piso que possa causar sensação de insegurança (como estampas, por exemplo, que pelo contraste de desenho ou cor, possam causar a impressão de tridimensionalidade).


pisoRevestimentos com cores intercaladas, como na foto acima, podem até possuir uma boa apresentação estética, mas muitas vezes provocam a sensação visual de alteração de profundidade, especialmente a pessoas com alguns tipos de baixa visão, causando assim uma certa confusão visual.



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Em tempos de crise, como reter profissionais com deficiência?

Ao longo da minha trajetória profissional me deparo com a lamentável realidade de conhecer muitas empresas de pequeno, médio e grande porte que limitam suas práticas inclusivas ao cumprimento da Lei de Cotas e selecionam seus profissionais considerando primeiramente a deficiência, desconsiderando suas competências técnicas, emocionais e potencial a ser desenvolvido.

 

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Felizmente algumas empresas estão implementando práticas totalmente diferenciadas e estão obtendo grandes êxitos no que se refere a diminuição do turnover e absenteísmo de profissionais com deficiência, seu comprometimento com os resultados organizacionais, desejo de obter maior conhecimento técnico e desenvolvimento pessoal e uma mistura de sentimentos de lealdade e gratidão à empresa. Estes e outros resultados organizacionais são promovidos a partir da implantação genuína de duas técnicas amplamente aplicadas na gestão dos profissionais ditos “normais”. Estamos falando do Reconhecimento e senso de Pertencimento, ambos intimamente relacionadas.

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Novos critérios técnicos para piso tátil em rampas e escadas

Em 2013, fizemos um post sobre piso tátil em rampas, usando como exemplo algumas fotos do nosso arquivo e as analisando segundo a NBR 9050/2004. Com a chegada da NBR 16537/2016, que trata especificamente de sinalização tátil no piso, temos uma maior referência e algumas mudanças nos critérios dessa sinalização para rampas e escadas.


Piso tátil de alerta

O piso tátil de alerta deve ser instalado no início e no término de escadas fixas (com ou sem grelhas), degraus isolados, escadas, esteiras rolantes e rampas fixas com inclinação superior ou igual a 5%.

Pegando uma rampa como exemplo, a figura abaixo, retirada da norma técnica, mostra como deve ser a sinalização tátil de alerta, que pode medir entre 0,25 m e 0,60 m na base e no topo da rampa com inclinação maior ou igual a 5%. Na base não pode haver afastamento entre a sinalização tátil e o início do declive. No topo, a sinalização tátil pode afastar-se de 0,25 m a 0,32 m do início do declive. Rampas com inclinação menor que 5% não precisam ser sinalizadas.

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Critérios de cor e largura para o piso tátil

Antes do lançamento da NBR 16537/2016, muitos eram os questionamentos com relação a cor, tamanho e outras especificações do piso tátil, já que a NBR 9050 não sanava todas essas dúvidas. Agora, com uma norma técnica específica para piso tátil, podemos seguir critérios mais precisos e detalhados, evitando a construção de ambientes com poluição tátil-visual e sem padronização, além de melhorar a usabilidade das pessoas que dependem desse tipo de sinalização para se locomover.

Neste post, vamos abordar alguns requisitos do piso tátil com relação à sua largura e cor.


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A largura e a cor das faixas que compõem uma sinalização tátil direcional devem ser constantes, ou seja, nada de fazer um “carnaval” de cores, como na foto acima. Essa prática inadequada, além de tornar o ambiente confuso e esteticamente cansativo, atrapalha a interpretação da sinalização, lembrando que nem todos os deficientes visuais são totalmente cegos (há o grupo das pessoas com diferentes tipos de baixa visão).


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Passagem livre

Certo dia, passei numa loja de roupas aqui de Campo Grande (MS) para efetuar a troca de um presente que havia ganhado de aniversário. Chegando lá, observei que o estacionamento da loja era sobre parte da calçada, então estacionei o carro na diagonal para que o mesmo não ficasse muito próximo do piso tátil.

Ao entrar na loja, a vendedora que me recebeu logo pediu para que eu “endireitasse” o carro, pois ali caberiam quatro veículos. Tentei explicar a ela que meu carro ficaria muito próximo do piso tátil, mas acabei cedendo à sua insistência e avancei com o carro o máximo para frente.

Quando entrei novamente na loja, outra cliente chegou e estacionou seu carro ao lado do meu, porém muito próximo do piso tátil. A vendedora pediu à cliente que estacionasse mais para frente, evitando assim o bloqueio do piso tátil, mas a resposta da “consciente” motorista foi a seguinte: “não vou demorar”.

No final das contas, a outra motorista ainda estava na loja quando saí.

Esse tipo de situação – que prejudica ou até impede a passagem das pessoas – infelizmente é bastante comum no cotidiano de muitos pedestres Brasil afora. Mau comportamento no trânsito, falta de estacionamentos, falta de planejamento urbano e execução de projetos mal elaborados são apenas algumas das causas dos grandes problemas de mobilidade enfrentados por quem circula à pé pelas cidades.

Neste post, utilizaremos a situação vivenciada por mim na loja de roupas para falar sobre a distância entre os objetos e o piso tátil, com base na norma técnica sobre piso tátil, a NBR 16537/2016.


pisoEsta é a calçada da loja. O revestimento da calçada não é o adequado, já que a pedra Miracema é irregular e causa trepidação, ou seja, mais um empecilho aos pedestres.

Meu carro é o branco, na parte esquerda-inferior da foto. O carro azul, ao lado do meu e mais superior na foto, é o da motorista que chegou depois de mim e se negou a estacionar mais para frente, mesmo comigo e a vendedora afirmando que seria falta de consciência da parte dela.


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Primeira edição da norma técnica sobre piso tátil

A NBR 9050 sempre contemplou a sinalização tátil no piso, porém há muito tempo existe a necessidade de um maior detalhamento nas especificações desta sinalização. Assim, foi criada a primeira edição da NBR 16537, Acessibilidade – Sinalização tátil no piso – Diretrizes para elaboração de projetos e instalação, lançada em 27 de junho de 2016.



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A seguir, elucidaremos alguns pontos importantes dessa norma, porém reforçamos a necessidade de lê-la e entendê-la detalhadamente.

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