Acessibilidade em praias

Viajar para o litoral é o programa preferido de boa parte dos brasileiros. Muitas pessoas do interior do Brasil se deslocam milhares de quilômetros, pelo menos uma vez ao ano, para aproveitar alguns dias de praia. Há também aqueles que moram pertinho do mar e que vão à praia todo mês. Talvez os 7.491 Km de litoral brasileiro tenham um grande poder sobre o nosso povo… 🙂 



Foto: Blog Mão na Roda



No entanto, muitos se esquecem de que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida também gostam de se banhar no mar, mas graças a programas como “Praia Acessível” e “Praia para Todos“, espalhados Brasil afora, parte desse público tem conseguido aproveitar um pouquinho do nosso litoral, principalmente deficientes físicos e idosos, que demandam um pouco mais de acessibilidade “física”.

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Sinalização visual em portas e paredes de vidro

É comum ouvir relatos de pessoas que toparam com portas de vidro por aí, seja em estabelecimentos comerciais ou em residências. É uma situação embaraçosa e muitas vezes engraçada (para quem assiste!), mas que pode causar lesões e até mesmo quedas. 

 


Megahitz News

 

 

Portas e paredes de vidro são esteticamente lindas, mas ao mesmo tempo perigosas se não forem devidamente sinalizadas.

 

De acordo com a NBR 9050/2015, portas e paredes envidraçadas, localizadas nas áreas de circulação, devem ser claramente identificadas com sinalização visual de forma contínua, para permitir a fácil identificação visual dessa barreira física. Para isso, também devem ser consideradas as diferentes condições de iluminação
de ambos os lados das paredes ou portas de vidro.


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Pisos com figuras tridimensionais

NBR 9050/2015 estabelece critérios de revestimento, inclinação e desnível para pisos.


Os materiais de revestimento e acabamento devem possuir superfície regular, firme, estável, não trepidante para dispositivos com rodas (carrinhos de bebê, andadores e cadeiras de rodas) e antiderrapante (sob qualquer condição: seco ou molhado).

Deve-se evitar a utilização de padronagem na superfície do piso que possa causar sensação de insegurança (como estampas, por exemplo, que pelo contraste de desenho ou cor, possam causar a impressão de tridimensionalidade).


pisoRevestimentos com cores intercaladas, como na foto acima, podem até possuir uma boa apresentação estética, mas muitas vezes provocam a sensação visual de alteração de profundidade, especialmente a pessoas com alguns tipos de baixa visão, causando assim uma certa confusão visual.



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Em tempos de crise, como reter profissionais com deficiência?

Ao longo da minha trajetória profissional me deparo com a lamentável realidade de conhecer muitas empresas de pequeno, médio e grande porte que limitam suas práticas inclusivas ao cumprimento da Lei de Cotas e selecionam seus profissionais considerando primeiramente a deficiência, desconsiderando suas competências técnicas, emocionais e potencial a ser desenvolvido.

 

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Felizmente algumas empresas estão implementando práticas totalmente diferenciadas e estão obtendo grandes êxitos no que se refere a diminuição do turnover e absenteísmo de profissionais com deficiência, seu comprometimento com os resultados organizacionais, desejo de obter maior conhecimento técnico e desenvolvimento pessoal e uma mistura de sentimentos de lealdade e gratidão à empresa. Estes e outros resultados organizacionais são promovidos a partir da implantação genuína de duas técnicas amplamente aplicadas na gestão dos profissionais ditos “normais”. Estamos falando do Reconhecimento e senso de Pertencimento, ambos intimamente relacionadas.

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Novos critérios técnicos para piso tátil em rampas e escadas

Em 2013, fizemos um post sobre piso tátil em rampas, usando como exemplo algumas fotos do nosso arquivo e as analisando segundo a NBR 9050/2004. Com a chegada da NBR 16537/2016, que trata especificamente de sinalização tátil no piso, temos uma maior referência e algumas mudanças nos critérios dessa sinalização para rampas e escadas.


Piso tátil de alerta

O piso tátil de alerta deve ser instalado no início e no término de escadas fixas (com ou sem grelhas), degraus isolados, escadas, esteiras rolantes e rampas fixas com inclinação superior ou igual a 5%.

Pegando uma rampa como exemplo, a figura abaixo, retirada da norma técnica, mostra como deve ser a sinalização tátil de alerta, que pode medir entre 0,25 m e 0,60 m na base e no topo da rampa com inclinação maior ou igual a 5%. Na base não pode haver afastamento entre a sinalização tátil e o início do declive. No topo, a sinalização tátil pode afastar-se de 0,25 m a 0,32 m do início do declive. Rampas com inclinação menor que 5% não precisam ser sinalizadas.

rampa alerta

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Critérios de cor e largura para o piso tátil

Antes do lançamento da NBR 16537/2016, muitos eram os questionamentos com relação a cor, tamanho e outras especificações do piso tátil, já que a NBR 9050 não sanava todas essas dúvidas. Agora, com uma norma técnica específica para piso tátil, podemos seguir critérios mais precisos e detalhados, evitando a construção de ambientes com poluição tátil-visual e sem padronização, além de melhorar a usabilidade das pessoas que dependem desse tipo de sinalização para se locomover.

Neste post, vamos abordar alguns requisitos do piso tátil com relação à sua largura e cor.


colorido

A largura e a cor das faixas que compõem uma sinalização tátil direcional devem ser constantes, ou seja, nada de fazer um “carnaval” de cores, como na foto acima. Essa prática inadequada, além de tornar o ambiente confuso e esteticamente cansativo, atrapalha a interpretação da sinalização, lembrando que nem todos os deficientes visuais são totalmente cegos (há o grupo das pessoas com diferentes tipos de baixa visão).


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