Maio amarelo: minha escolha faz a diferença!

O Movimento Maio Amarelo nasceu com a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas. (maioamarelo.com

 

 

 


Neste ano, o tema definido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para as campanhas educativas de trânsito no país, inclusive o Maio Amarelo, é “minha escolha faz a diferença”. A proposta do tema é conscientizar todos os envolvidos no trânsito de que os acidentes são os resultados das escolhas que cada um faz. (www.ms.gov.br)

 

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Cartilha Negócios Acessíveis

Muitos empresários brasileiros enxergam a acessibilidade com maus olhos, evitando adequar seus estabelecimentos com as mais diversas “justificativas”: prejuízo no layout, alto custo, inviabilidade, baixa demanda e por aí vai.

Pensando nisso, em fevereiro de 2017, o Sebrae MS lançou a Cartilha Negócios Acessíveis, uma iniciativa para estimular e orientar empreendedores a tornarem seus negócios acessíveis a todos, demonstrando que é viável e lucrativo investir em acessibilidade!




Além do material impresso, o Sebrae produziu quatro vídeos para ilustrar e divulgar a ideia da cartilha, nos quais pude participar e dar uns pitacos 😀 . Para assistir os vídeos, clique aqui.

Parabéns pela iniciativa, Sebrae MS! As pessoas com deficiência não precisam de olhares piedosos, mas de condições para participar dignamente da sociedade, trabalhando, consumindo, usufruindo de serviços e gerando riqueza para o nosso país.


Frederico Rios


Devolutiva da Unimed Campo Grande

No dia 15/03/2016, a Maria Alice esteve na sede da Unimed Campo Grande para resolver algumas questões pessoais. Na ocasião, ela observou alguns detalhes que dificultavam o acesso ao prédio e registrou um flagrante, o qual foi postado aqui no blog no mesmo dia e pode ser visualizado com mais detalhes clicando aqui.

Para minha grata surpresa, recebi uma devolutiva sobre o caso no dia 08/04/2016, na pessoa do Julio Gouvêa, Gerente de Desenvolvimento Humano da Unimed. Na ocasião, fui informado de que os detalhes apontados na nossa “denúncia” já haviam sido solucionados. As profissionais responsáveis pelos ajustes foram Elza Redua (Coordenadora de Governança) e Kelly Alencar (Gerente Administrativa).


unimed julio

Unimed: Agradecemos a contribuição e salientamos que os preceitos sociais e o foco nos nossos clientes e nas pessoas que fazem parte do nosso negócio são condições basilares de nossa existência como cooperativa de trabalho médico.

De 2010 até hoje, o blog colocou no ar mais de 820 publicações, a grande maioria de caráter denunciativo. Nunca tivemos a intenção de denegrir nenhuma empresa ou instituição, tampouco tentamos influenciar nossos leitores em deixar de frequentar determinados locais ou de consumir determinados produtos ou serviços por não oferecerem acessibilidade. Nosso trabalho sempre foi pacífico, com foco na informação e na conscientização. No entanto, foram raras as empresas que se preocuparam em ao menos nos responder, quiçá em solucionar os problemas por nós apontados. Por isso, ficamos muitíssimo felizes em receber esta resposta da Unimed, ainda mais com o problema já solucionado, mesmo necessitando de alguns pequenos ajustes.

Que este exemplo da Unimed Campo Grande sirva para inspirar outras empresas a tratarem a acessibilidade de forma séria e com foco nas pessoas, abandonando definitivamente a visão de que oferecer acesso adequado é um ato de caridade.


Frederico Rios


Maria Alice, Fred e “Multa Moral” no Encontro com Fátima Bernardes

No dia 14/03/2016, Maria Alice e eu tivemos o privilégio de participar ao vivo do Programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, para contar um pouquinho da nossa história. Confesso que tanto ela quanto eu ficamos um pouco “assustados” com o convite para participar de um programa de TV em rede nacional, principalmente porque não fomos chamados para falar de acessibilidade, mas sim da nossa vida pessoal.


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Foto: Gshow – Encontro com Fátima Bernardes

 
É curioso como as pessoas se interessam por esses “assuntos diferentes”, como um cadeirante se casar com uma pessoa “normal”. Claro que, pelo perfil da nossa sociedade, isso é bastante compreensível, pois o preconceito é muito presente, inclusive entre as pessoas com deficiência. Eu mesmo, durante meu período de luto, logo após o acidente, tive preconceito comigo mesmo, apesar de não me considerar preconceituoso antes de me tornar cadeirante.

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Continuidade da “Multa Moral”

Em outubro de 2014, fizemos um financiamento coletivo para arrecadar o dinheiro necessário para custear 2000 bloquinhos (100.000 multas). A meta do financiamento era de R$ 7.000,00, pois, além dos R$ 5.200,00 para a confecção do material gráfico, tínhamos de arcar com a comissão do site de financiamentos (13%), camisetas para os doadores e despesas com Correios. Na época, além de termos atingido a meta do financiamento, a gráfica nos presenteou com mais 1000 bloquinhos, ou seja, aplicamos quase 150.000 multas em um ano!


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Foto: Fábio Wanderson



No decorrer de 2015, a “Multa Moral” se estabeleceu oficialmente em mais de 30 cidades brasileiras, envolvendo estudantes, profissionais, empresas, associações, entusiastas da acessibilidade e pessoas com deficiência. Essa união de forças deu corpo e visibilidade à iniciativa, despertando, inclusive, interesse por parte das imprensas locais e nacional.

Além dos excelentes frutos colhidos, adquirimos várias experiências com todo esse trabalho, das quais queremos ressaltar três:

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I Encontro de Acessibilidade na Prática – como foi!

Aconteceu nos dias 18, 19 e 20/03/2015, em João Pessoa (PB), o I Encontro de Acessibilidade na Prática, promovido pelo Laboratório de Pesquisas em Acessibilidade e Ergonomia (LacErgo) do Curso de Design de Interiores do IESP Faculdades.

Na primeira noite do evento, tive a satisfação de ministrar a palestra “Projetos acessíveis: burocracia, solidariedade ou oportunidade?”, onde abordamos dados do IBGE, postura dos profissionais da construção civil perante o mercado, viabilidade econômica de projetos acessíveis, casos práticos de perda de clientes com deficiência por estabelecimentos que não oferecem acessibilidade, entre outros assuntos.


Fred palestra

Também tive a honra de presidir – na segunda noite do evento – uma mesa redonda que abordou as principais dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no seu cotidiano. Participaram comigo do debate Fábia Halana Pita (com quadro de paralisia cerebral), Joana Belarmino de Sousa (deficiente visual) e Ana Luísa Guedes (gestante).


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