Piscina de bolinhas montada no Shopping Bosques dos Ipês

Publicado em: 24.agosto.2016

Por: Acessibilidade na Prática

O Shopping Bosque dos Ipês, localizado em Campo Grande (MS), promoveu uma atividade diferente para a diversão das crianças no período das férias escolares: o “Mar de Bolinhas”.

De acordo com o site do shopping, a brincadeira tinha algumas regras, dentre elas a obrigatoriedade de um acompanhante (sem custos) para menores de 4 anos. Além disso, adultos não podiam subir na torre que dava acesso aos escorregadores e tobogãs, espaços estes destinados exclusivamente aos pequenos. Também era obrigatória a permanência de um responsável enquanto a criança se divertia.

Sabendo das regras, vejamos então como era a estrutura do “Mar de Bolinhas”, já que muitas crianças precisam de acessibilidade para se divertir nesse tipo de atividade.


foto mar de bolinhasEsta é uma imagem panorâmica da estrutura montada no shopping. Na parte inferior da foto podemos observar a bilheteria e a entrada da piscina de bolinhas, feita por meio de duas rampas com um patamar em comum.


portaEsta é a porta que dava acesso ao local onde as crianças deixavam seus sapatos para entrar na estrutura.

A porta, com vão livre satisfatório, permanecia sempre fechada e não possuía maçanetas, mas era de fácil abertura e fechamento. Além disso, havia uma pessoa responsável por cuidar da porta.


rampaEsta era uma das rampas que davam acesso ao “Mar de Bolinhas”. A outra rampa (à direita e não visível por esta foto) era oposta a esta, e as duas dividiam um mesmo patamar. 

As rampas não atendiam a nenhum critério da norma técnica de acessibilidade, mas certamente facilitou o acesso de algumas crianças com dificuldade de locomoção.


rampa lateralEsta é a rampa da esquerda (foto anterior), na visão de quem a sobe. Notem que, do topo da rampa (patamar), a criança ou o adulto já tinha acesso direto à piscina de bolinhas.

Não sabemos se a rampa foi colocada pensando na acessibilidade da estrutura, mas de qualquer forma foi um bom exemplo.

É importante mencionar que não havia nenhuma sinalização tátil no local, prejudicando crianças ou até mesmo adultos com deficiência visual. 

Nesses casos, além das estruturas dos brinquedos serem acessíveis, é indispensável a presença de monitores treinados para atender o público com dificuldade de locomoção. No horário em que estivemos no local, havia apenas um monitor, o qual nos informou não ter recebido treinamento para atender pessoas com deficiência.


Maria Alice Furrer 

Fotos: 08/08/2016



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