Museu das Culturas Dom Bosco (Parte 2)

Publicado em: 05.junho.2012

Por: Acessibilidade na Prática

No primeiro post do Museu das Culturas Dom Bosco, abordamos alguns aspectos da estrutura física do prédio. Neste segundo post, iremos analisar as formas de contemplação de algumas obras lá expostas.

A NBR 9050/2004 não possui especificações detalhadas de como proporcionar acessibilidade para a contemplação das obras de um museu, por exemplo. Entretanto, já existem recursos para atender pessoas com deficência, especialmente no que diz respeito às deficiências sensoriais.

O museu possui alguns projetos para tornar acessível a contemplação dos objetos expostos. Para mais informações, acessem o site do museu: http://www.mcdb.org.br.

 
Este é o balcão onde ficam expostos alguns produtos à venda no museu. Todos os objetos podem ser tocados, mas o preço de cada peça está em etiquetas com informações apenas visuais.

Uma tabela de preços em braille, ou as próprias etiquetas em braille, permitiriam às pessoas cegas descobrir o valor das obras.

No dia da nossa visita não havia mapas táteis, porém os mesmos estavam sendo confeccionados. 

 
Este móvel está em uma das galerias do museu, ficando levemente acima da altura do piso, podendo ser contemplado visualmente com facilidade.

Todas as peças expostas neste móvel são protegidas por um vidro, ou seja, deficientes visuais não podem tocá-las.

Outros objetos do museu também são protegidos por vidro. Neste sentido, o museu está trabalhando para disponibilizar algumas peças originais e/ou réplicas para poder ser tocadas por deficientes visuais.


Este balcão possui iluminação interna, acionada por um botão. Este botão não está visível na foto, pois uma pessoa está fazendo o acionamento do mesmo.

A peça deste balcão pode ser visualizada por pessoas de diferentes estaturas, pois o degrau ao lado facilita a contemplação por pessoas de baixa estatura. A aproximação lateral é garantida aos cadeirantes, exceto na lateral onde fica o degrau. Mesmo assim, os cadeirantes poderão ter dificuldades para visualizar a peça, já que a mesma fica no interior do balcão.

Seria interessante a presença de informações visuais com explicações sobre o manuseio deste balcão, já que alguns visitantes podem não ter a curiosidade de apertar o botão que acende a luz interna.


Nesta parede existem diversas gravuras ilustrando a fauna do Estado de Mato Grosso do Sul. O contraste das imagens é baixo, prejudicando a visualização por pessoas com baixa visão. Uma das ideias do museu é oferecer lupas de aumento para pessoas com baixa visão, porém melhorar os contrastes das imagens é fundamental.

Entre as gravuras existem setas vazadas na parede. Quando nos aproximamos das setas, podemos ver o que existe atrás da parede.

Para os deficientes visuais seria fundamental a existência de informações táteis descrevendo esta estrutura.

 
Esta é a visão de outra parede, semelhante a da foto anterior. Esta parede, juntamente com a anterior e outras duas paredes, formam um cômodo em forma de retângulo, e no interior deste cômodo existem objetos que podem ser visualizados através das setas vazadas.

No centro desta parede existe uma grande seta vazada, na posição vertical, onde o visitante se aproxima e pode observar diversas espécies de animais empalhados, muitos deles da própria fauna de Mato Grosso do Sul.

 
Esta é a visão interna do cômodo mencionado anteriormente, observado através da seta vazada, registrada na foto anterior.

Para que todos possam desfrutar desta estrutura, maquetes, infomações táteis e visuais, bem como recursos de áudio, deveriam ser disponibilizados pelo museu.


Nesta galeria existem objetos expostos sob o piso, protegidos por vidros transparentes.

Para poder contemplar esta exposição de forma não visual, informações táteis deveriam estar presentes. Com isso, os deficientes visuais também poderiam usufruir da cultura exposta neste ambiente.

 
Apesar de haver informação visual no piso, com os dizeres "não toque", estas são peças originais, as quais poderão ser tocadas por deficientes visuais após as adequações que a aministração do museu pretende fazer com relação à acessibilidade.
 
 
Maria Alice Furrer 

Colaboração: Milena de Ré

Fotos: 20/03/2012

 

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