Forte do Presépio

Publicado em: 21.maio.2014

Por: Acessibilidade na Prática

O Forte do Presépio, também conhecido como Forte do Castelo, fica localizado na cidade de Belém, capital do Pará, nas margens da Baía do Guajará. O local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1962.


As adaptações para promover a acessibilidade em bens tombados devem contemplar a NBR 9050/2004, porém respeitando critérios estabelecidos pelos órgãos do patrimônio histórico e cultural competentes.


foto Este é o acesso ao Forte.

Não há sinalização para guiar turistas e/ou deficientes visuais.

O piso é bastante trepidante, dificultando o uso de cadeira de rodas. Além do desconforto, a trepidação gera riscos de quedas, desregula a cadeira de rodas e exige um grande esforço físico do cadeirante.


foto Nesta imagem, é possível visualizar melhor os detalhes do piso que dá acesso ao Forte. Seu revestimento é feito de pedras irregulares, formando fendas entre elas e gerando trepidação. 


foto Logo na entrada do Forte existe uma pequena recepção para informações e compra de ingressos.

Existe apenas esta informação visual. Pessoas com deficiência visual são privadas dessa indicação.


foto Esta é a entrada do Forte vista do seu interior, onde é possível ver o balcão da recepção.

Depois de passar pela recepção, há uma pequena rampa sem corrimãos e sem sinalização tátil.


foto Entorno de uma grande área, na parte interna do Forte, há grelhas com grades quadriculadas. Esse formato de grelha evita que cadeiras de rodas fiquem presas em seus vãos, mas ainda prejudica mulheres com determinados tipos de calçado.

Na maior parte do trecho a grelha é nivelada com o piso.


foto Acima, uma visão ampla do interior do Forte, onde no centro há um pequeno balcão inclinado contendo informações visuais sobre o local.

Com exceção de algumas frestas, o revestimento do piso em sua maioria é regular.

No fundo da foto podemos ver algumas escadas que levam ao nível superior do Forte, de onde é possível ter uma vista privilegiada da cidade.

 
foto Balcão inclinado mencionado anteriormente, onde há um mapa com informações do local. As informações são somente visuais e com texto de baixa visibilidade.


foto Uma das escadas que leva ao nível superior. Sua estrutura não atende às normas técnicas quanto à sinalização (tátil e visual) e corrimãos.

A escada é feita de ferro, porém não é firme. Seus degraus são vazados, gerando insegurança ao subir e descer.


foto Esta é uma escada mais larga, porém inadequada como a da foto anterior.

Não há outro meio acessível para subir ou descer. Assim, para que este cadeirante pudesse usufruir da vista que o Forte oferece, foi necessária a ajuda de quatro pessoas. Além de arriscada, essa “operação” pode causar constrangimento à pessoa  que possui dificuldade de locomoção.

Em nenhum momento da nossa visita foi oferecido ajuda ou algum tipo de informação sobre quais ambientes eram acessíveis ao cadeirante.


foto No nível superior do Forte não existe nenhum guarda-corpo para proteger os visitantes de possíveis quedas. Há apenas uma placa, como mostra a foto acima, com os dizeres “CUIDADO DESNÍVEL ACENTUADO”. Esse tipo de sinalização de nada adianta para os deficientes visuais. Além disso, qualquer pessoa pode se distrair e cair nesse desnível.



foto Existe um pequeno museu ao lado recepção do Forte. Por normas do local, seu interior não pôde ser fotografado. Registramos apenas sua única entrada, onde há um degrau sem sinalização.


Maria Alice Furrer 

Fotos: 04/05/2014



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