Concha Acústica Helena Meirelles

Publicado em: 14.fevereiro.2012

Por: Acessibilidade na Prática

A Concha Acústica Helena Meirelles é um dos mais novos espaços culturais de Campo Grande. Seu nome é em homenagem a violeira sul-mato-grossense Helena Meirelles.

O prédio foi entregue no dia 11 de outubro de 2003 e sua estrutura foi planejada para que uma pessoa possa ser ouvida num raio de 30 metros sem elevar a voz. O local é administrado pela Gerência de Difusão e Desenvolvimento de Projetos Culturais da FCMS.

A Concha está localizada no Parque das Nações Indígenas, ao lado do Museu de Arte Contemporânea. 

(Fonte: Wikipédia)

 
Visão mais ampla da Concha, onde na parte mais posterior fica localizado o Teatro de Arena. Logo na entrada, podemos observar bolas brancas de concreto no chão, estreitando a passagem.

Todo o piso é antiderrapante, mas apresenta agumas rachaduras.

Existem guias de balizamento (meio-fio) na entrada da Concha, as quais não possuem interrupção. Entretanto, um deficiente visual dificilmente encontrará esta entrada com autonomia, pois a Concha está localizada dentro do Parque das Nações Indígenas, o qual não possui nenhum mapa tátil, contando apenas com sinalização visual (placas).
 
 
Esta rampa dá acesso ao subsolo da Concha, onde ficam os sanitários, os camarins e outras estruturas. Não pudemos verificar estes espaços porque estavam trancados.

Não há sinalização tátil de alerta no início e final da rampa. Também não há sinalização tátil nos corrimãos.

Os corrimãos da rampa estão incorretos, já que deveriam possuir duas alturas. Eles também deveriam prolongar-se pelo menos 30 cm antes do início e após o término da rampa, sem interferir nas áreas de circulação ou prejudicar a vazão. Ressaltando que sua extremidade final deve ser paralela ao solo, dando a "informação" de que o piso a seguir é plano e não mais inclinado.

As paredes laterais da rampa dimensionam sua largura,  a qual é satisfatória.

 
Este é o subsolo, que possui piso antiderrapante. A tampa de caixa de inspeção e de visita está nivelada ao solo, além de ser firme e estável.

No centro-direito da foto há uma grelha, localizada no final da rampa da foto anterior. A mesma situação ocorre na rampa do centro da foto, onde não há sinalização tátil de alerta, mas sim uma grelha, o que deveria ser evitado em rotas acessíveis. Ambas as grelhas estão instaladas no sentido transversal de circulação, o que é correto.

A rampa do centro da foto possui as mesmas características da rampa anterior, porém com uma largura maior. Sua inclinação não foi mensurada, mas a subida não é suave.

Os corrimãos também estão indadequados: pela falta das duas alturas, ausência de sinalização tátil e projeção incorreta (início e final).


Este é o palco da Concha. À direita da foto, podemos observar a escada que dá acesso ao palco, a qual não possui sinalização visual nos degraus nem sinalização tátil de alerta no seu início e final. O corrimão está incorreto, pois é unilateral e não possui estrutura e dimensionamento adequados.

Não há sinalização entre a borda do palco e a platéia, oferecendo risco de queda a quem está se apresentando.

As aquibancadas não foram analisadas, porém deve-se garantir espaços reservados a cadeirantes e assentos para pessoas com mobilidade reduzida, de acordo com as especificações da NBR9050.

 
O Teatro de Arena é uma depedência da Concha Acústica, localizado logo atrás dela. Seu acesso é feito por meio de uma rampa (à esquerda) e de uma escada (à direita).

A rampa possui leve inclinação, além de uma largura satisfatória. Sua largura permite que apenas um cadeirante de cada vez a suba ou desça.

Não há corrimão nem sinalização tátil de alerta.


Escada de acesso ao Teatro de Arena, também sem sinalização visual (nos degraus) e tátil (no seu início e final).

Novamente os corrimãos estão incorretos.


Maria Alice Furrer

Colaboraçao: Milena de Ré

Fotos: 30/01/2012

 

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