Circulação nos parques do Rio Quente Resorts

Publicado em: 20.janeiro.2016

Por: Acessibilidade na Prática

A história do Rio Quente Resorts teve início no ano de 1964, quando os irmãos Nelson, Martins e Omar resolveram seguir adiante os planos do pai e construíram, provisoriamente no local, um hotel de madeira com 20 quartos, planejado para receber os hóspedes e turistas que seguiam visitando com cada vez mais frequência a região. Dois anos depois, devido ao alto fluxo de visitantes que o local recebia, foi construído um novo hotel de quatro andares, contendo 100 apartamentos. Era o nascimento do Hotel Pousada. Alguns anos depois, em 1971, outra ala do hotel foi levantada, totalizando 257 apartamentos.

 

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Foto: Viagem e Turismo



Em 1997, após algumas reformas e a construção de novos hotéis junto ao complexo Rio Quente, foi inaugurado o Hot Park, um parque aquático com 77 mil m² de piscinas de água quente, com toboáguas, atividades e palco para shows, que atraiu um público mais jovem para a região. A partir daí, o Rio Quente passou a concentrar, em um único resort, campo e parque aquático.

Às vésperas de completar 40 anos, a Estância Pousada do Rio Quente foi rebatizada como Rio Quente Resorts, que hoje conta com mais de seis hotéis de diferentes categorias, configurando-se como o carro chefe do turismo da região das águas de Goiás.

(Fonte: Rio Quente Resorts)


Conhecendo um pouco da história e da estrutura do resort, podemos “dividir” o parque em “campo” (parte mais antiga, porém com algumas estruturas novas) e “Hot Park” (parte mais nova e mais moderna). As condições de circulação das duas partes são bastante semelhantes, podendo ser notadas algumas “adaptações” na parte mais antiga.

A seguir, veremos alguns detalhes da circulação da parte mais antiga do parque.


hotAcima, a imagem nos mostra uma escada associada a uma rampa, e ambas levam até uma das piscinas do parque.

Tanto a escada quanto a rampa não estão de acordo com a norma técnica quanto à sinalização visual e tátil.

A escada possui corrimão bilateral de madeira, mas que não atende à NBR 9050/2015.

Não há nenhum corrimão na rampa.


O piso de ambas estruturas é regular, firme e antiderrapante.

A inclinação da rampa é bastante excessiva.


rampaHá inúmeros aclives e declives o parque, já que seu terreno é bastante acidentado. A maioria das rampas não são adequadas e, em alguns casos, o que mais atrapalha são os obstáculos no seu percurso. Na foto acima, por exemplo, podemos observar um fio grosso coberto por uma faixa adesiva preta atravessando a rampa, provocando trepidações e solavancos na cadeira de rodas suficientes para causar um imprevisto.

A rampa possui corrimão unilateral de madeira, o qual não foi feito nem instalado corretamente.


escadaEsta escada dá acesso a uma das piscinas. Existe rampa de acesso à mesma piscina, porém não é possível visualizá-la nesta imagem. 

Os degraus possuem sinalização visual em suas bordas e há guia de balizamento, porém nada de sinalização tátil no piso ou no corrimão.

Mais uma vez, a rampa é muito íngreme.


rampaEsta rampa é estreita, inclinada e possui piso trepidante (de pedra). Seu agravante é a presença de uma pequena curva no seu topo, suficiente para dificultar a subida ou descida de um cadeirante.


Considerações:

– Muitas rampas do complexo são absurdamente inclinadas, o que é compreensível devido ao terreno acidentado;
– Existem rampas na maioria dos acessos às piscinas e outras estruturas. Entretanto, já que a maioria delas foi feita para melhorar a acessibilidade, as adaptações poderiam ser mais criteriosas e facilitar verdadeiramente a vida dos hóspedes;
– Uma acessibilidade adequada neste local auxiliaria “qualquer” pessoa e não somente cadeirantes e idosos, evitando acidentes e gasto energético excessivo;
– Apesar de não termos mostrado fotos do Hot Park neste post, sua circulação é um pouco melhor, tendo em vista que o parque foi construído num local mais plano. Porém, pisos inclinados transversalmente, “ruas” cujo parte do caminho é de areia, acessos com rampas muito inclinadas e sinalização deficiente são os maiores problemas de quem tenta andar por lá com uma cadeira de rodas, por exemplo;
– Em locais como este, onde algumas adaptações são praticamente impossíveis de serem feitas, um atendimento realizado por pessoas treinadas amenizaria muito a falta de acesso. Porém, não há esse tipo de atendimento no resort, denotando deficiência administrativa no que diz respeito ao treinamento dos colaboradores. No entanto, muitos funcionários demonstram boa vontade para ajudar, porém sem muito conhecimento com o universo das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
 

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Maria Alice Furrer e Frederico Rios

Fotos: 02/01/2016



2 ideias sobre “Circulação nos parques do Rio Quente Resorts

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