Acessos ao Camelódromo de Campo Grande

Publicado em: 10.outubro.2012

Por: Acessibilidade na Prática

Já tivemos oportunidade de conhecer aqui no blog o sanitário acessível e a circulação interna do Camelódromo de Campo Grande. Hoje vamos conferir os acessos deste centro comercial.

A ordem numérica dos portões do local é um tanto quanto confusa. Por isso, para nos situarmos melhor, separamos os acessos de acordo com as ruas em que se encontram. 

Confiram!


Acesso pela Rua 15 de Novembro

Este é o portão 4. Seu vão livre é satisfatório, atendendo ao fluxo de visitantes. 

Nas grades adjacentes ao portão existem algumas placas com informações apenas visuais, feitas por meio de textos e/ou símbolos. Pessoas com deficiência visual são privadas dessas informações, ou seja, entram em um estabelecimento sem saber o número do portão, as restrições do local e outras.

A calçada entorno do Camelódromo é revestida de pedra portuguesa, que não é antiderrapante e pode gerar trepidações e outros empecilhos.

No piso do portão, na transição entre a calçada e a entrada do estabelecimento, existem faixas antiderrapantes (lixas de cor preta, contrastando com o piso claro).

Logo após o portão há um capacho não embutido e desnivelado com o piso. Isso pode ocasionar tropeços, escorregões e até dificultar a manobra de uma cadeira de rodas. 

 
Este é o portão 3, com acesso somente por escada. A sinalização existente com infomações de horário de funcionamento e normas do local é apenas visual, como em todos os outros acessos.

A escada não possui sinalização tátil em seu início e final. Observem mais detalhes na próxima imagem.

 
Existem faixas antiderrapantes pretas no topo da escada e nas bordas dos degraus, gerando um bom contraste visual com o piso claro. Entretanto, essas faixas no topo da escada geram uma certa confusão visual, dando a impressão de que neste local, onde é plano, também existem degraus.

Não há corrimão bilateral, e o existente está localizado no meio da escada, não atendendo a nenhuma especificação da NBR 9050/2004. Sem contar que sua pintura está desgastada, denotando falta de manutenção.
 
Logo no final da escada existe um capacho, bem como nos outros acessos. Como descrito na primeira foto, este capacho não é embutido nem nivelado com o piso.


Acesso pela Avenida Noroeste
 
Este é o acesso pelo portão 2, o qual possui a mesma sinalização dos descritos anteriormente. A passagem tem um vão livre satisfatório, com um capacho não embutido logo após a entrada, bem como em todos os outros acessos. 

O terreno dessa entrada é plano e, logo na frente do portão, na calçada, há um rebaixamento de guia. Este rebaixamento não possui sinalização tátil, é desnivelado com o asfalto da rua e seu revestimento não é antiderrapante.

 
Este portão não possui numeração e, no dia da nossa visita, estava fechado. O padrão de sinalização é o mesmo dos demais.

O  terreno é plano e há um rebaixamento de guia na frente do portão, porém com uma estrutura que não atende as especificações da norma técnica. Na frente do portão, na calçada, existe uma tampa de caixa de inspeção e visita com frestas e sem superfície antiderrapante.

 
Este é o portão 1, localizado num terreno plano, mas com o mesmo padrão de sinalização dos demais acessos. 

Além da presença do mesmo capacho não embutido em toda a extensão do vão do portão, existe uma grelha logo na entrada, posteriormente ao capacho (no sentido de quem entra). Grelhas devem ser evitadas e, quando existentes, devem se ser instaladas no sentido transversal ao movimento, e os vãos resultantes devem ter dimensão máxima de 15 mm, o que não é observado nesta grelha.
 

Acesso pela Avenida Afonso Pena

Apesar de não estar registrada a sinalização na imagem, este é o portão número 6, com acesso por uma pequena rampa (no lado esquerdo da foto) e por escadas (no lado direito da foto).

A rampa dá acesso apenas ao nível superior do Camelódromo. Se o visitante desejar ir até o piso inferior, deverá sair do prédio e entrar por algum outro acesso, já que dentro do Camelódromo não existe rampa nem aparelho eletromecânico, somente escadas.

A estrutura da rampa é visivelmente indaquada quanto à sua dimensão e sinalização. Logo após a rampa, existe uma grelha com um desnível considerável e um capacho não embutido, ambos inadequadamente alocados e oferecendo riscos à segurança dos visitantes.


Esta é a escada mencionada na foto anterior. Seus degraus possuem delimitação visual em suas bordas, feita por meio de faixas antiderrapantes pretas. Porém, essas faixas estão sem manutenção e, em alguns pontos, já estão muito desgastadas ou até mesmo ausentes.

Não há sinalização tátil no início e final desta escada. O corrimão não é bilateral e não atende a nenhuma especificação da norma técnica. Os degraus formam quinas vivas (visíveis no centro direito da foto), onde, em caso de quedas, aumentam ainda mais o risco lesões.

No final da escada existe outro capacho não embutido.


Maria Alice Furrer

Colaboração: Milena de Ré

Fotos: 04/08/2012
 

Uma ideia sobre “Acessos ao Camelódromo de Campo Grande

  1. Boa noite!!! Se o camelodromo de Campo Grande é assim, é que voces ainda não viram o de Presidente Prudente, interior de São Paulo. Esse sim é intransitável, não apenas aos cegos, mas a qualquer portador de deficiência e até mesmo para pessoas de mais idade!!! O nosso sim, É UMA VERGONHA!!!!

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