Acessibilidade no auto-atendimento do Banco Santander

Publicado em: 20.outubro.2011

Por: Acessibilidade na Prática

Esta é a Agência do Banco Santander da Rua Cândido Mariano entre as Ruas Rui Barbosa e 13 de Maio, em Campo Grande, MS.


Visão da entrada do banco. Nota-se que não há vagas para estacionamento de veículos que conduzam ou sejam conduzidos por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, vinculadas a rota acessível próxima à entrada da agência.

 

Entrada do auto-atendimento, com sinalização tátil de alerta em frente à porta. Isto é desnecessário, pois esta sinalização de alerta deve ser utilizada apenas nas seguintes situações: obstáculos suspensos, rebaixamentos de calçadas, início e término de escadas fixas e rampas, portas de elevadores e junto a desníveis (plataforma de embarque e desembarque, palcos, vãos, entre outros).
 
Ao mesmo tempo, não há sinalização tátil em Braille ou texto em relevo nos batentes ou vedo adjacente (parede, divisória ou painel), no lado da maçaneta.

Para abrir a porta, é necessário acionar o botão (canto esquerdo da foto), o qual possui sinalização visual (texto e figura)  e tátil (texto e figura em relevo). Mesmo o acionamento do botão sendo fácil, a abertura da porta não é suave.

Toda a entrada é protegida por vidro e em toda sua extensão existe uma faixa vermelha, evitando que pessoas distraídas ou com baixa visão colidam contra o vidro.
 
Existem informações visuais (texto) e o Símbolo Internacional de Acesso na porta, mas como o fundo é de vidro, dependendo da incidência da luz fica difícil sua visualização, como ilustra a foto.
 

Visão interna da porta de entrada, onde observamos que a maçaneta é acessível, ou seja, do tipo alavanca. Entretanto, a abertura da porta é voltada para o interior do estabelecimento. Em casos de acidentes ou incêndios, um cadeirante, por exemplo, efetua sua abertura empurrando a porta com as pernas, o que não é possível de ser realizado neste caso.

 
Logo à esquerda da porta de entrada do auto-atendimento, existe um telefone para ser utilizado em casos particulares relacionados à agência. A localização deste telefone não permite a aproximação frontal de um cadeirante, já que não possui área livre inferior. A sinalização visual e tátil deste mobiliário é precária.
 
No canto superior direito da foto, existe uma placa com sinalização visual, simples e intuitiva, de fácil entendimento,  indicando que neste local é proibido fumar.
 

O espaço interno do auto-atendimento possui piso tátil direcional e de alerta, em cor contrastante com a do piso. Esta sinalização tátil é de material emborrachado, o que é correto por se tratar de um ambiente interno e coberto. Em áreas externas, é incorreta a utilização de pisos táteis emborrachados, pois, em caso de chuva, a superfície deste material fica escorregadia e pode causar acidentes.
 
A sinalização tátil guia o deficiente visual atá o caixa acessível, balcão e porta giratória da agência. Neste caso, a sinalização tátil no piso é adequada, já que a área é ampla e não existe um funcionário presente a todo momento para fornecer informações.
 
No canto esquerdo da foto há uma porta, ao lado da giratória, com o Símbolo Internacional de Acesso, sendo uma rota alternativa. Porém, nota-se que sua maçaneta não é acessível.
 
Em relação ao balcão, existe uma área rebaixada, mas não permite a aproximação frontal de um cadeirante, apenas a lateral, já que não há área livre inferior.
 

Presença de caixa com o Símbolo Internacional de Acesso. Este mobiliário permite a aproximação lateral de um cadeirante, atendendo a NBR15250 (Acessibilidade em caixas de auto-atendimento bancário).
 
A altura dos comandos não foi mensurada, porém os teclados numéricos, de funções ou alfabéticos, bem como o leitor de cartões e o conector de fone de ouvido devem estar localizados a uma altura entre 0,80 m e 1,20 m em relação ao piso de referência. Os demais dispositivos operáveis pelo usuário devem estar localizados a uma altura entre 0,40 m e 1,37 m em relação ao piso de referência.
 
A tela deste caixa é maior em relação aos outros, permitindo uma melhor visualização. Existe entrada para fones de ouvido, atendendo aos deficientes visuais.
 


Teclado com 16 teclas, onde o botão CANCELA, CORRIGE e ENTRA estão corretamente dispostos em ordem vertical.  A tecla CANCELA, CORRRIGE e ENTRA estão obedecendo aos padrões de cores e marcações táteis estabelecidos pela NBR15250.  
 
O arranjo das teclas é adequado,  com o número 1 no canto superior esquerdo e o número 5 com sinalização tátil (ponto em relevo), não interferindo na sinalização visual.
 

Presença de telefone que transmite mensagens de texto (TDD). O telefone está instalado suspenso, com área livre inferior, garantindo aproximação frontal e lateral de um cadeirante.
 
Este telefone está devidamente sinalizado com o Símbolo Internacional de Pessoas com Deficiência Auditiva (surdez) e o Símbolo Internacional de Informação (telefone com teclado). Ao lado dos símbolos, existe informação visual, explicando como se utiliza este mobiliário.
 
O TDD atende as especificações da NBR9050, porém não atende a todo o grupo de deficientes auditivos. Os surdos oralizados, por exemplo, utilizam recursos mais simples, que acompanham as tecnologias modernas, tais como: chat, email, mensagens por sms, dentre outras. Apesar de estas tecnologias, não estarem especificadas na NBR9050, são soluções simples e viáveis que atendem a diversidade.
 

Maria Alice Furrer

Fotos: 17/07/2011

 

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