Acessibilidade na Loja Etna

Publicado em: 19.janeiro.2012

Por: Acessibilidade na Prática

Etna conta com 14 lojas em todo o Brasil. Recentemente, Campo Grande (MS) recebeu uma filial desta empresa, localizada no Shopping Norte Sul Plaza. Por ser uma construção nova, esperamos encontrar pelo menos os ítens básicos das normas de acessibilidade, estabelecidos pela NBR9050. Vamos conferir?
A loja possui boa sinalização visual, com letras na cor branca em fundo vermelho. Abaixo do letreiro existem figuras (sofá, mesa, cadeira e outros), fornecendo uma boa informação visual, indicando o que a loja vende.

Logo na entrada, no canto direito da foto, existe um mapa visual, porém não é tátil, ou seja, apenas quem enxerga conseguirá localizar-se com autonomia.

O local de entrada é o mesmo da saída, e ambos possuem vãos satisfatórios, atendendo ao fluxo de pessoas do local.

 
A loja possui inúmeros corredores, por onde estão dispostas as mercadorias. Os corredores são distribuídos de acordo com os setores (cama, mesa, banho, cozinha, entre outros). A largura atende o que é estabelecido pela NBR9050, permitindo o deslocamento de uma caderia de rodas, por exemplo. Porém, não adianta possuir as dimensões corretas se existem placas, móveis e caixas estreitando o corredor.

Além de obedecer as dimensões estabelecidas pela Norma, os estabelecimentos devem organizar seus produtos adequadamente, evitando que os mesmos tornem-se barreiras.
Este corredor também possui largura adequada, mas no fundo da foto existe uma caixa de vidro estreitando a circulação.

A maioria dos produtos são dispostos em prateleiras, de forma horizontal, ou seja, produtos iguais um ao lado do outro. Com uma simples questão de planejamento, estas mercadorias podem ser dispostas de forma vertical, onde os ítens iguais ficam um abaixo do outro. Assim, pessoas de diferentes estaturas terão acesso a todos os produtos expostos.

Os valores dos produtos são indicados por etiquetas fixadas nas prateleiras, com informação apenas visual. Para atender aos deficientes visuais, uma sugestão seria etiquetas em Braille, ou até uma tabela de preços em Braille.
Esta loja é extensa e dividida em dois andares. Para localizar os diferentes departamentos e a direção dos mesmos, existem sinalizações apenas visuais. Os departamentos são indicados por placas suspensas e a direção para chegar até o pavimento superior é feita por setas no chão.

As setas possuem bom contraste de cores, porém atendem apenas as pessoas que enxergam. A organização destas setas também não é satisfatória, pois em muitos ambientes temos que "procurá-las" para continuar o caminho até o pavimento superior.
Este é um dos mapas visuais distribuídos pelo estabelecimento, e todos seguem este mesmo padrão.

No canto esquerdo da foto há um extintor de incêndio, o qual está acoplado em um suporte próprio, no chão. Assim, ele não se torna um obstáculo suspenso, não oferecendo risco de acidentes para deficientes visuais ou pessoas distraídas.

 
A iuminação de alguns ambientes é mais escura, como ilustrado na foto.

Novamente a sinalização visual no chão, feita por setas.

 
Os carrinhos de compras ficam distribuídos pela loja e, acima deles há, sinalizações visuais (placas suspensas), feita por meio de figura. A legibilidade e contraste das figuras utilizadas são satisfatórias e este tipo de sinalização ajuda na localização dos carrinhos.

Para chegar até o pavimento superior, o acesso é feito por uma esteira rolante inclinada. Não há nenhuma sinalização tátil de alerta indicando a presença desta esteira. Deveria haver também sinalizações visual e tátil com instruções de uso do equipamento.

Não está ilustrado na foto, mas existem vãos no início e no final desta esteira rolante, onde facilmente saltos de sandálias e bengalas podem ficar presos, podendo causar tropeços e até quedas.


Tanto para subir quanto para descer, a esteira é a única forma de acesso. Quando a inclinação da esteira é maior que 5%, a NBR9050 estabelece que haja sinalização visual informando a obrigatoriedade de acompanhamento por pessoal habilitado durante sua utilização por pessoas em cadeira de rodas, o que não há neste local.

Mesmo constando na NBR9050, a esteira rolante inclinada não oferece autonomia, já que um cadeirante, por exemplo, deverá pedir auxílio para utilizá-la. Além disso, não é confortável nem seguro a utilização deste equipamento por mulheres com salto, pessoas com muletas, mães com criança de colo ou uma pessoa empurrando um carrinho de compras.

No canto direito da foto, paralela à esteira rolante, existe uma parede com uma área proeminente. Esta área mais elevada fica muito próxima do local onde as pessoas apoiam a mão na esteira, podendo causar acidentes.


Maria Alice Furrer

Colaboração: Milena de Ré

Fotos: 29/12/2011

 

4 ideias sobre “Acessibilidade na Loja Etna

  1. Acho complicadissimo subir a escada rolante da Etna com cadeira…d'a medo, tem q travar a cadeira e segurar com o seu corpo…nao posso estar de salto qdo for segurar a cadeira pois tenho medo de ir para traz com o peso..'e mto inclinada..porem de resto a loja 'e perfeita… o q nao 'e bom 'e o estacionamento logo abaixo, pois so se tem rampa de um lado do outro nao tem, temos q inclinar a cadeira para subir..tirei uma foto la ontem..gostaria inclusive de enviar para vcs.

  2. Amigos moro em São Paulo, outro dia fui  loja Etna e todas as vagas direcionadas à cadeirantes ou pessoas poradoras de deficiencia ( q é o meu caso ), estão oculpadas por pessoas sem essa necessidade.Veio um funcionário da loja q fica na entrada da loja e tb no estacionamento, me pedindo desculpas, pois não adiantava falar, pq não era atendido.Fazer oq nessas situações?

    • Olá, Hilda.

      O correto seria chamar um agente de trânsito, mas não sei se eles podem multar e guinchar o veículo em estacionamentos privados. De qualquer forma, os responsáveis pelo estabelecimento podem e devem tomar providências nesses casos.

      Abraços!

      • Olá amigos, as penalidades previstas no CTB devem ser aplicadas em qualquer estacionamento aberto a circulação pública, ainda que este seja pago. Portanto neste caso o procedimento correto seria solicitar a presença da polícia de trânsito através do gerente da loja ou mesmo diretamente com algum agente, pois o que vale não é se o local é de propriedade particular ou pública mas sim pra que fim ele é utilizado. Espero ter colaborado.
        Abraço

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