Publicado em: 22.abril.2015

Por: Frederico Rios

Auxílios e recursos para baixa visão

“Auxílios” são produtos, instrumentos, equipamentos ou tecnologia adaptada ou especialmente projetada para melhorar a funcionalidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou assistida. Basicamente, os auxílios para baixa visão podem ser divididos em: não ópticos, ópticos e eletrônicos.

Os auxílios ópticos são os que, de acordo com suas características ópticas, promoverão o melhor desempenho visual da pessoa com baixa visão. Eles podem ser classificados em “auxílios ópticos para ampliação da imagem” e “auxílios ópticos para relocação e condensação da imagem retiniana”.



Auxílios ópticos para ampliação da imagem


Esses auxílios consistem em aumentar a imagem retiniana. Dentre as ferramentas, podemos dividir os auxílios em auxilio óptico de ampliação para perto ou para longe.



Auxílios óptico de ampliação para perto


Pode-se utilizar lentes convexas ou telescópios. As lentes podem ser montadas em armações de óculos, lupas manuais ou lupas de apoio.


• Lupas: As lupas têm a função de aumentar a imagem retiniana. São utilizadas lentes convexas ou uma combinação de lentes. As lupas podem ser manuais ou de apoio. A lupa manual deve estar posicionada na distância correta (distancia focal) para que os raios permaneçam paralelos. Quanto mais próximo a lupa do olho, maior o campo de visão. As lupas manuais apresentam diferentes distâncias de trabalho (objeto-lupa), portanto o paciente deve ser avaliado junto com o oftalmologista para a prescrição adequada. Alguns modelos têm luz acoplada e melhora a iluminação do ambiente quando essa não for o suficiente. As lupas de apoio apresentam um suporte rígido que é apoiado sobre o texto a ser lido, podendo alguns modelos apresentar ajuste do foco (correção de erros refracionais). As lupas são muito utilizadas em pacientes com glaucoma em estágios mais avançados ou retinose pigmentar.


lupa 1
lupa 2

• Óculos binoculares e monoculares: Geralmente, para os óculos binoculares, são indicadas lentes esféricas positivas e lentes esferoprimáticas (com prisma posicionado para a base nasal em ambos os olhos). São indicados para pessoas com redução da acuidade visual para perto e próxima em ambos os olhos. O uso de lentes com prima posicionado na base nasal oferece maior conforto pois diminui a necessidade de convergência para a leitura de perto. Para os óculos monoculares existem diversos tipos de lentes, indicadas de acordo com a necessidade de dioptrias. Lentes esféricas (20 dioptrias), lentes asféricas (12-20 dioptrias), lentes microscópicas (24-48 dioptrias), doublets (2 lentes esféricas, 16-80 dioptrias), lentes bifocais (4-32 dioptrias). Lembrando que as lentes esféricas tem maior aberrações periféricas, e as asféricas e doublets tem aberrações óptica periférica reduzida.


• Sistemas telescópicos para perto (telemicroscópios): Os telemicroscópios são ferramentas que apresentam um menor campo de visão e uma menor profundidade de foco, porém seu uso é indicado para tarefas que requerem distâncias maiores que os outros recursos ópticos para perto (como leituras em distâncias maiores).



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Publicado em: 21.abril.2015

Por: Frederico Rios

Seguidor: Léo Juno Souto Pádua
E-mail: [email protected]

Datas das fotos: 21/04/2015 e 23/04/2015, respectivamente.
Local: Panificadora Monte Líbano, Rua Coronel Sebastião de Lima 848, esquina com a Rua do Catete, Jardim Monte Líbano, Campo Grande – MS.
Descrição: O estabelecimento possui acomodação transversal de veículos (estacionamento) nas duas ruas do prédio, porém os veículos invadem a faixa livre da calçada, impedindo a passagem de pedestres. As árvores presentes na calçada potencializam ainda mais o problema, já que nitidamente ultrapassam o limite da faixa de serviço, que é de 50 cm da guia.


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FullSizeRender editFoto: Maria Alice Furrer



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Publicado em: 19.abril.2015

Por: Frederico Rios

Seguidor (membro da equipe): Diego Rios

Twitter: @dr_diegorios

Data da foto: 17/04/2015
Local: Condomínio Rossi Ideal, Avenida Três Barras 3000, Campo Grande – MS.
Descrição: O condomínio disponibiliza uma vaga de estacionamento reservada para pessoas com deficiência, porém a mesma é cercada por grama, dificultando acessá-la ou mesmo sair dela. O acesso mais fácil a essa vaga possui uma faixa estreita de grama, que poderia ser vencida com “razoável” facilidade não fosse a presença de um desnível entre o piso da vaga e o calçamento onde circula os veículos. É um pequeno detalhe, mas que atrapalha muito a vida de um cadeirante (por exemplo) e que pode ser facilmente corrigido.

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Publicado em: 15.abril.2015

Por: Frederico Rios

Auxílios e recursos para baixa visão

“Auxílios” são produtos, instrumentos, equipamentos ou tecnologia adaptada ou especialmente projetada para melhorar a funcionalidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, favorecendo a autonomia pessoal, total ou assistida. Basicamente, os auxílios para baixa visão podem ser divididos em: não ópticos, ópticos e eletrônicos.

Os auxílios não ópticos para baixa visão são os que não empregam sistemas ópticos, porém modificam materiais e o ambiente para promover melhor desempenho visual da pessoa com baixa visão.



Ampliação

A ampliação de letras em impressos ajuda alguns pacientes com visão subnormal, pois favorece a leitura pela magnificação real pelo maior contraste e pela menor freqüência espacial obtida. Além dos impressos, também é possível ampliar caracteres utilizados em teclados de telefone, relógios, jogos e outros. Além da ampliação, há outros detalhes que facilitam o paciente durante sua leitura ou outras atividades:

• Espaçamento entre linhas (ao menos 30% da altura da letra empregada para facilitar a localização do início do texto na linha).

• Uso de letras minúsculas e maiúsculas ao invés de somente maiúscula ou minúscula.

• Uso de fontes simples (fontes muito elaboradas – com muito detalhes – dificultam a leitura).

• Margens estreitas para maior aproveitamento da largura da folha e evitar papel brilhante.

Infelizmente são poucas opções de publicações ampliadas, e a maneira mais utilizada é o escaneamento do texto com reimpressão utilizando fontes maiores.


Para posicionamento e postura

Muitos auxílios ópticos requerem uma distância muito pequena de leitura, o que torna a atividade cansativa e pode levar à falência da adaptação. Por isso, é importante uma boa postura e um posicionamento adequado do material.

Os auxílios mais utilizados são pranchas inclinadas e apoio de material de leitura. Eles ajudam a manter o material em um ângulo de 45 graus com o plano da mesa, possibilitando que a linha de visão seja perpendicular ao planto do texto, oferecendo maior conforto e manutenção do foco com uso do auxílio óptico.


prancha inclinada

Para escrita e leitura


• Guias para escritas: podem ser confeccionados em cartão preto e com fendas nos locais que devem ser preenchidos (para cheques, por exemplo).


• Folhas com pauta ampliada e reforçada: facilitam a ampliação das letras e aumentam o contraste da linha com o papel.


• Canetas porosas e lápis macio (3b ou 6b): para o aumento do contraste.



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Publicado em: 14.abril.2015

Por: Frederico Rios

Seguidor (membro da equipe): Frederico Rios
Twitter: @Fred_Rios
Data da foto: 14/04/2015
Local: Fornello Pães & Conveniências, Rua Dr. Arthur Jorge 2212, Campo Grande – MS.
Descrição: Cada uma das três entradas do estabelecimento possui um degrau de aproximadamente 15 cm, impedindo o acesso de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção.

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Publicado em: 14.abril.2015

Por: Frederico Rios

Seguidora (membro da equipe): Maria Alice Furrer
Twitter: @marialiceff
Data da foto: 12/04/2015
Local: Consultório de cardiologia localizado na Rua Coronel Cacildo Arantes 129, Chácara Cachoeira, Campo Grande – MS.
Descrição: A rampa e a escada que dão acesso ao consultório possuem apenas um corrimão (o mesmo para as duas estruturas). Além de contrariar a norma técnica de acessibilidade, a ausência de corrimão dos dois lados tanto da rampa quanto da escada dificulta a utilização dessas estruturas e diminui a segurança dos usuários.


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Publicado em: 08.abril.2015

Por: Frederico Rios

Simon é um Labrador que nos encantou nessa matéria sobre sua aposentadoria, ao cumprir a missão como cão-guia do radialista Alberto Pereira. No caso do Alberto, ele e sua família vão continuar com o Simon, mas caso não pudessem manter o animal, ele iria para um abrigo.




Primeiro eu estava um pouco frustrada por não conseguir falar com nenhuma das ONGs que localizei na internet que treinam e disponibilizam cães-guia para deficientes visuais no Brasil. Daí, falando com o Lucas Radaelli, que inclusive já escreveu aqui no blog sobre sua experiência com um cão-guia, é que consegui ter um panorama melhor de como conseguir um. Para começar, no Brasil isso não é nada fácil. Liguei e mandei e-mail para todas as ONGs que achei no Google e não tive sucesso. Com o Lucas não foi diferente. Ele buscou seu animal no exterior, na Organização Guiding Eyes. De acordo com a Federação Internacional de Cães-Guia, o lugar mais próximo para um sul-americano conseguir um cachorro seria indo aos EUA ou Canadá. Moleza!

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